"E este dia dedicado à língua portuguesa, deverá servir para nós todos, instituições públicas, políticos, profissionais do ensino, jornalistas e cidadãos de uma forma geral, reflectirmos sobre um assunto que, a meu ver, não tem sido alvo da melhor atenção.
Como disse, é cada vez mais notória a falta de rigor e domínio da língua portuguesa, quer em privado quer nos espaços públicos, sobretudo por parte de profissionais a quem caberia esse papel.
Na oralidade e na escrita, nas escolas e nos rodapés dos telejornais, nos políticos, governantes, assessores e conselheiros de toda a espécie, nos professores e nos candidatos a escritores ou a jornalistas, nos filósofos e ditos analistas e comentadores, o estado da língua portuguesa consubstancia um nível que, a pretendermos hiperbolizar ou a tomarmos a veste de um poeta em tempo de vigília criativa, diríamos consubstanciar uma calamidade ou um verdadeiro perigo para o mundo, tal como uma epidemia ou um tufão."