Declaro ter interrompido a escrita por enquanto, porque embriaguei-me no álcool do som...... poesia é ácido ....corrói e deixa-nos em carunjos sem serventia, para, sequer voltar na cova... fiz, mas agora detesto.
Não quero ser corroído, nem moído pelo verbo trucidar e ficar trotxida no prato sem paladar diante dos olhos do comedor.
O rompimento com a literatura é um tratado que acabo de exercitar e assinar com o papel e a caneta e com o vício de escrever, doença que mata ao devele. Rotunda, não. Rotura, sim. Não sei viver sem roturas. Rompo sempre que o boi se estafa diante do vermelhão do toureiro ou das voltas do trapiche ou mesmo das cantigas repetidas na voz do espicaçador do boi. Só os deuses não se estafam.
Os esperançosos, também não. Escrevam, vocês! Escrevam, escribas, poetas e prosadores que eu vou para a taberna onde o violão não pára, onde a algazarra e o som são mais vida que o papel e o comboio de letras na frente, desfilando fantasias, sonhos e evasões. O som é concreto…