segunda-feira, maio 25, 2015

Dia de África em 8 segundos!

Posted by with No comments

No dia de Àfrica, deu na telha imaginar se na verdade não falta ao continente uma declaração  de orgasmo geral.

Um Orgasm Time. É que parece faltar desejo, e desejo na lógica de algumas mentes finas que tenho cruzado por aí.

É que está tudo dito. E bem dito. Não ouve e não traduz em práticas, uma elite parva e obtusa que tem se imposto de diversas formas em quase todos os quadrantes do continente.

Senão vejamos, alguns trechos de texto a seguir:

1. "Desde cedo Amílcar percebeu que a luta que valia a pena era por valores. Suas denúnicias da situação colonial debruçavam-se sobre a imoralidade com que eram tratados os povos das colônias, sobre a injustiça no mundo e sobre a necessidade de afirmação das indentidades culturais.
Segundo ele:

..a cultura revela-se como o fundamento do movimento de libertação, e só podem mobilizar-se, organizar-se e lutar contra a dominação estrangeira as sociedades e os grupos humanos que preservam a sua cultura. Esta, quaisquer que sejam as suas caracteristicas ideológicas e idealistas da sua expressão, é um elemento essencial do processo histórico. É nela que residem a capacidade (ou responsabilidade) de elaborar e fecundar os elementos que asseguram a continuidade da História, assim como determinar as possibilidades de progresso ou regressão da sociedade.

Assim -  porque uma sociedade que se liberta do jugo estrangeiro retoma a sua rota ascendente da sua própria cultura, que se nutre na realidade vivente do meio e nega tanto influencias nocivas como todas as formas de sujeição a culturas estrangeiras - a luta de libertação é antes de tudo o mais um acto de cultura".

2. "Estas esperanças foram desfeitas pelo Estado e pelos governantes pós-coloniais. Inicialmente, os líderes do movimento nacionalista tinham expressado um compromisso com a democracia, o desenvolvimento ecenómico e a solidariedade pan-africanista.
Quando começaram a lidar com as realidades práticas da governança, tornaram-se mais interessados em defender os seus interesses egoístas de classe, cuja satisfação exigia recurso aos métodos autoritários do poder, a corrupção e o enriquecimento em grande escala, bem como do nacionalismo regional em vez do pan-africanismo e, ainda, do tribalismo em vez da unidade nacional.
Como consequência, os regimes democráticos estabelecidos pela independência foram, na maior parte das vezes, abandonados a favor da ditadura militar ou do partido único. O fracasso do Estado em satisfazer as expectativas em relação à independência resultou em alienar o povo, visto que a lealdade foi substituída por estretégias de fuga."

3. Enfim, é tempo de um orgasmo de inovação e sobretudo ético neste dia 25. Pena não se pode fazer isto, em 8 segundos.

Fonte Textos: Desafios Contemporâneos da África - O Legado de Amílcar Cabral

Reacções:

0 comentários: