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O Son varia com a L´Atitude.

quarta-feira, outubro 22, 2014

Língua para irmos mais longe!


Leio a notícia e não dá para não concordar com o Germano Almeida.
O português precisa ser levado a sério no País.

Com o criolo certamente ficamos aqui dentro. Com o português vamos até Lisboa. É na verdade, mais longe.
No entanto, para irmos bem mais longe quem sabe se o Inglês não nos daria mais jeito.
Talvez fosse bom lembrar a uns e outros que os Portugueses correm hoje como loucos atrás da língua Inglesa para tentarem uma chance no mercado.
Esta conversa tem ficado muito à volta da literatura.
Que tal falarmos das ciências e da inovação?

Enfim, será que a lingua é uma questão estratégica para nós?
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terça-feira, outubro 14, 2014

Concerto com Ricardo de Deus - Certamente um Son más Son!


"Já fazia algum tempo que não tocava aqui na Cidade da Praia, e por árias vezes, encontrei-me com pessoas amigas que me perguntavam quando eu iria tocar, o que me deixou sempre muito contente.

Então, aproveito para convidar a todos para virem assistir o  nosso show no dia 16, quinta-feira as 21h no CCP."

Obrigado por mais um concerto e mais música Ricardo. O teu Son sempre abrirá caminhos para a alma de todos.
Um bom concerto.


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sexta-feira, outubro 10, 2014

Vai sair Luz Branca da Gaveta...


Caro Ermano, 
assim como foi esfolear e fazer música a partir de 
Konfison na Finata, 
também vai sair da Gaveta,
música e Branca.
Um obrigado pelo teu print 
lúcido e futuro 
nas palavras...
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quarta-feira, outubro 08, 2014

É isso aí...Cadé Candidatos!

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segunda-feira, outubro 06, 2014

Mente de um Criolo de Desenvolvimento Médio


A Semana publica uma nota sobre o Global Climate Chance Musical Project que participei e um Criolo acha que deve dizer isto:

"

Criolo

05 Outubro 2014 13:14
Apesar eu acho que ele errou gravemente alinhar con partido communista de paigcv, ele eh un grande artista. Si CD e musicas Free son, etc sao grande smusicas, tirando ques quel critica MPD, partido que trouse Democracia a caboverde. Nao sei porque os elites da praia que mamarem na tempo de paigcv ta atcha mes debi mama bai un bez."














Isto é mesmo de loucos!
O espaço público em Cabo Verde é patrocinado para ser sanguinário e violento de tal forma que a opção que resta é talvez não participar nele.
Mente violenta transvestida de liberdade de expressão!
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domingo, outubro 05, 2014

Alternativa à maratona dos festivais, às horas de telenovela na TV Pública e à militância naive!

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Praia de Esperança: por uma cidade mais inclusiva - Texto de Crisanto Barros


Muitos de nós que vivemos na Praia, cidade agraciada pela bonita baía de Santa Maria e achadas imponentes, precisamos contribuir, de forma cidadã, para edificar um património urbano e afectivo mais ambicioso e condizente com as oportunidades de desenvolvimento de Cabo Verde.

Praia é uma urbe que conheceu uma dinâmica económica própria em razão da expansão dos serviços governamentais e, consequentemente, do consumo público, do processo de liberalização de concessão de alvarás de importação aos comerciantes, da absorção da poupança fundiária, especialmente do interior de Santiago, do Fogo e da emigração, e do branqueamento de capital, transformando-se num espaço económico rentável. Eis por que a sua população aumentou de forma exponencial nas últimas quatro décadas, passando de 40.000 indivíduos, em 1970, para aproximadamente 140.000, em 2014.

A forte pressão demográfica que sobre esta cidade recaiu não foi acompanhada, por razões de índole vária, nem de uma política adequada de infra-estruturação, designadamente a de saneamento e água, nem de um processo de ordenamento à altura dos desafios de uma cidade capital. Tanto é assim que, hoje, mais da metade de sua população não tem acesso ainda à rede de água canalizada e esgoto e o ordenamento ainda é a desordem.

Como podemos formar cidadãos sem cidade ordenada? A politiquice tem dessas coisas, no mínimo, surrealistas! Hábitos primários não se ensinam, incorporam-se por vivências e, neste caso, o ordenamento é um dos primeiros atos de civilidade.

Em nosso entender, muitas razões concorrem para um desenvolvimento contraditório da nossa cidade. Em primeiro lugar, é preciso ter em conta que a cidade foi sempre um espaço onde os desencontrados, num Cabo Verde historicamente ilhado, encontraram-se eivados de sentimentos e identificações díspares, o que dificulta a consolidação de um sentimento de pertença. Em segundo, em vez de se elevar o grau de exigência cívica em prol da cidade, uma vaga de dirigentes políticos fez do dumping político o seu modo de sobrevivência. Tal situação contribuiu para a proliferação da cultura “dexa coitado bai di si manera”, com consequências nocivas no processo de construção da desejada cidadania urbana.

Apesar desses constrangimentos, a cidade constitui, hoje, um espaço económico muito atractivo, albergando sectores dinâmicos da economia nacional como o comércio, os transportes, a comunicação, o armazenamento, os serviços financeiros, as TIC, a construção civil que lhe confere uma histórica oportunidade de se constituir numa metrópole rentável, capaz de catapultar o país, a par de outros importantes espaços económicos, para uma nova fase de inserção do arquipélago no concerto do capitalismo global.

Além disso, alberga uma massa crítica considerável: mais de 2/3 dos quadros especializados do país, estudantes do ensino superior e associações profissionais de índole diversa cada vez mais exigentes. Os posicionamentos das lideranças da Pró-Praia, dos bloguistas, etc. demostram sinais claros de inconformismo face às tentativas de nivelar a cidade por baixo. A par disso, uma parcela importante da classe política local parece estar, agora, cada vez mais ciente e com mais serventia para se bater e resolver os problemas de monta de que padece a Praia.

A estratégia de tornar a CM um espaço para voos político-partidários maiores, sem responder de forma satisfatória aos anseios do eleitorado, parece dar sinais de esgotamento. Tanto é assim que a sina de querer acomodar muitas injunções político-partidárias no escopo camarário deu no que deu nos anos 90, durante o mandato de Jacinto Santos. Foi o que foi no segundo consulado de Felisberto Vieira. Espera-se o que se espera no de Ulisses Correia e Silva, uma inflexão face ao passado. Ou seja, mais resultados e menos conversa. Várias medidas implementadas tais como o embelezamento da cidade, a melhoria da recolha do lixo – que, entretanto, tarda em dar um salto qualitativo –, a construção de vias secundárias inter-bairros, a edificação de infra-estruturas desportivas (polivalente, fitness park etc.), a requalificação de praças, a “pedonalização” da Rua 5 de Julho e a dinamização de actividades culturais pressagiam mudanças de postura e crê-se inaugurar uma nova era para a nossa cidade. Que assim seja! Uma cidade “popular chique” nos faz bem a todos! Mas, após tantas deceções no segundo mandato, em que a CM parece transformada em trampolim pessoal e político para navegações rasantes a baixo custo – curiosamente todas elas naufragadas – fica sempre um sentimento do “a ver vamos”.

Que a Praia de hoje é melhor do que a de outrora, ninguém duvida, e nem se deve exigir coisa diferente. Há um trabalho de monta que vem sendo realizado no decurso dos anos. Estão aí as infra-estruturas aeroportuárias (ainda que mui acanhadas), expansão do porto, circular, estradas de penetração, vias internas asfaltadas, novos centros de saúde, calcetamento de arrabaldes, Praça Cruz de Papa, etc.

Entretanto, o desenvolvimento da Praia, neste início de século, passa, imperativamente, pela implementação de um projecto ambicioso de requalificação urbana, especialmente da zona centro/norte, que se estende das ribeiras de Lém Ferreira a S. Pedro, Achadinha a Eugénio Lima e de Ponta D’Água a Achada Mato, locais onde reside metade da população que labuta em condições urbanas muito precárias para garantir o seu pão de cada dia. Nesses novos bairros, onde o Estado se faz presente cada vez mais pelos seus instrumentos de repressão, pululam uma classe média emergente e uma grande massa popular constituída maioritariamente por jovens, ávidos de novas oportunidades que, por falta de alternativas credíveis, inserem-se no mercado de consumo através de estratégias de conversão à criminalidade, à prostituição, ao tráfico de estupefacientes, etc.

Ora, é preciso transformar essas ribeiras, fronteiras da pobreza e da desigualdade, em novas passarelas de mobilidade social ascendente mediante a construção de equipamentos de negócios, habitação social, espaços desportivos e de lazer, capazes de promover maior inclusão social e reforçar a cidadania. Caso contrário, reforçar-se-á a tendência em curso à segmentação espacial e social da cidade entre bairros “ditos problemáticos” (a norte) – que, na verdade, pagam a factura do défice de investimento público - versus os supostamente “não problemáticos”(a Sul), onde reside uma classe média criada pelo Estado e novos ricos.

O crescimento acelerado da cidade da Praia constitui uma oportunidade ímpar para, na ponta do lápis se redefinir as suas funções urbanísticas, com ambição, e impor a autoridade pública. As ideias apresentadas por vários arquitectos (José Gomes, Pedro Martins, João Vieira, etc.)
constituem uma boa base de partida. Para aumentar a auto-estima da cidade, como o fizera no passado Abílio Macedo, um republicano que redesenhou a Praia com ambição, urge, por um lado, emprestar mais estética aos espaços históricos da cidade, designadamente a zona do Taiti, infelizmente, degradada e há algum tempo a esta parte em processo de “sucupirização”, toda a extensa orla que se estende de Gamboa à Quebra Canela, o farol Maria Pia e o seu entorno e os bairros emergentes do Palmarejo, São Filipe e Achada Grande Traz.

Por outro, é preciso estruturar de vez um sistema de transporte público de qualidade de modo a garantir aos cidadãos o direito de circularem atempadamente – e a qualquer hora – com dignidade. É, no mínimo, antidemocrático que as nossas autoridades públicas, em geral, se preocupem mais com os seus transportes públicos (powerful jeep), entretanto, privatizados, do que com o transporte do público, este relegado “desenrascanço” nos autocarros insuficientes, nos hiaces, “táxis coletivos”, numa tendência de inversão quiçá surrealista. Ou seja, o que devia ser privado é público e o que podia ser público é privado.

Uma cidade é acima de tudo uma comunidade de afeto alimentada por aqueles que por ela sentem alguma identificação, seja ela adveniente do poder político, do dinheiro, da cultura, da esperança de sobrevivência, etc. Para isso, é necessário que as suas elites locais (política, económica, intelectual, associativa, religiosa ou outra) assumam claramente o desafio de trabalhar, independentemente das suas diferenças político-ideológicas, conjuntamente em prol de um projeto minimamente compartilhado a favor dos interesses superiores da cidade. Caso contrário, a nossa cidade poderá constituir-se numa grande frustração para os seus habitantes, especialmente para os seus jovens, com consequências sociais imprevisíveis.

Praia Maria de Esperança é um ponto de encontro dos cabo-verdianos, um espaço acima de tudo acolhedor e cosmopolita. Por aqui, sempre ouviram-se batuque, finaçon, morna, coladeira, funaná, mazurca e os pretos, brancos, mestiços, nacionais e estrangeiros, dançam ao som e ao ritmo de cada compasso musical. Ela deve guardar, com chave de ouro, esta característica matricial de ser um espaço urbano que não dissolve e nem reduz a idiossincrasia dos cabo-verdianos que nela habitam, sejam eles santa-catarinenses, santa-cruzenses, tarrafalenses, foguenses, bravenses, boavistenses, saonicolauenses, sanvicentinos, santantonenses etc, e, entretanto, todos kauberdianos, como diziam as nossas avós. Por isso, deve continuar a ser boa madrasta e precisa ser melhor MÃE.

Praia Maria representa, hoje, uma boa oportunidade de melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos esperançados (como fora Mindelo, na sua fase áurea, como são hoje as ilhas orientais do Sal e da Boa Vista). Trata-se de um espaço-Cabo Verde, onde os diasporizados, no seu próprio torrão, reencontram-se e esse novo contacto pode ser um bom momento para refletirmos e desvencilharmos do essencialismo e do paroquialismo locais que o colonialismo nos legou que, infelizmente, segmentos de “elitizados” decadentes teimam em reproduzir sem medir as suas consequências. 

Praia Maria em construção é mais um oásis de esperança neste arquipélago historicamente incerto e vulnerável e tem todas as condições para se transformar, par das outras cidades irmãs, numa das belas urbes desta costa ocidental africana caldeada de pesadelos e sonhos dos nossos antepassados.

Crisanto Barros
Investigador e Docente Dep. Ciências Socias e Humanas da Universidade de Cabo Verde

Setembro de 2014
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sexta-feira, outubro 03, 2014

O Estado Light e a Construção do Retrocesso

Os democratas retardatários conseguiram, em vez do Check and Balance da praxe, instituir um sistema em que a violência reina e a autoridade do Estado é desbaratada a cada raiar do sol.

As noticias que agora são o pão nosso de cada dia nos Jornais são disso prova.

E sobre isso tudo, um atento cientista caboverdiano tem dito que está-se a construir o que ele denomina de "Estado Light", cujo objectivo fundamental é a construção premeditada do retrocesso.


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