Espigas do Sahel
Espigas espigas brotam do Sahel pioneiras da liberdade a caminhar sem cautela pela floresta carregada de espinhos
Pessoas pessoas cruzam o meu caminho penetram lentas e vagarosas como térmitas na sala de interrogatórios descubro o travo da traição
Prefiro as hienas e os lobos que uivam constantes todos sabem donde e onde estão
Do ventre do bosque ainda que faça silêncio imaginam meu pensamento ainda que cerre os dentes e digo não penso há gente que diz: mente
Não falo não penso oh gente da terra quantas vezes ofereceis malavu sem provar
De: Espigas do Sahel. Luanda: Kilombelombe, 2003: 55-56.
Espigas espigas brotam do Sahel pioneiras da liberdade a caminhar sem cautela pela floresta carregada de espinhos
Pessoas pessoas cruzam o meu caminho penetram lentas e vagarosas como térmitas na sala de interrogatórios descubro o travo da traição
Prefiro as hienas e os lobos que uivam constantes todos sabem donde e onde estão
Do ventre do bosque ainda que faça silêncio imaginam meu pensamento ainda que cerre os dentes e digo não penso há gente que diz: mente
Não falo não penso oh gente da terra quantas vezes ofereceis malavu sem provar
De: Espigas do Sahel. Luanda: Kilombelombe, 2003: 55-56.