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sexta-feira, março 07, 2014

ECO a Leo o pequeno guerreiro!


Leonardo Almada Silva, ou “Leo”, como é conhecido, roubou os aplausos, os olhares e admiração dos adeptos, durante o intervalo de uma partida de basquetebol, entre as equipas do Seven e ABC, no Gimnodesportivo Vavá Duarte, na Praia. Com 10 anos, Leo ignora o facto de não ter um braço e trilha o seu próprio caminho para conquistar o seu lugar no basquetebol nacional, ou mesmo internacional.
A NAÇÃO presenciou o dito embate, “frio” entre Seven e ABC, no último sábado, 15, onde durante o intervalo, quando alguns adeptos pensavam em ir para as suas casas, cansados da frieza do jogo, uma equipa júnior do Amibasket entrou no recinto do Gimno, para entreter o público.
Logo à primeira, o grupo todo, constituído por meninos de 9 a 10 anos, conseguiu em uma jogada cativar o olhar dos adeptos. Ouvia-se no recinto, vários sussurros sobre a tática, a garra e o estilo dos meninos, até que um deles chamou atenção, o pequeno Leo.
Esperto e habilidoso, características atribuídas pelo público, Leo recebeu aplausos e assobios pela forma como recebeu a bola, fintou, e pela cesta que fez, durante o curto espaço do intervalo do jogo.
 Segundo o técnico Francisco Romero, o facto de ter um braço (o direito), nunca foi uma barreira para Leo.“Ele, à semelhança do Ivan Almeida e de outros atletas do Amibasket, entrou na escola com sete anos, para praticar futebol e hoje é um dos mais fascinados pelo basquetebol. O seu grupo treina seis vezes por semana, e Leo é dedicado, tem garra, sabe o que quer e corre atrás dos seus sonhos como gente grande”, diz Romero.
Romero não gosta de elogiar apenas um elemento da sua equipa, pois, segundo diz, todos são importantes e esforçados, porém, reconhece: “Em trinta anos como técnico, nunca tinha visto uma criança com tanto nível de superação. Ele é um exemplo de superação e vai conseguir destacar sem problema, nos escalões maiores”.
Bom aluno
Assim como todos os atletas do Amibasket, Leo cumpre “à risca” uma das exigências da escola, a de “ter boas notas para poderem praticar o desporto que amam”. “Ele estuda quinta classe no Ensino Básico, sempre vem mostrar as suas notas, avisa que não vai poder treinar porque tem de estudar para os testes e é um bom aluno. Aliás, todos são bons alunos e bons atletas”.
Segundo o técnico, Leo tem desenvolvido muitas qualidades sem pensar na deficiência ou nas suas limitações e tem conseguido gerir toda a actividade do basquetebol, isso desde os três anos, altura em que entrou na escola.
“O Leo conseguiu, em parceria com os seus colegas, concretizar todos os objetivos traçados pelo treinador. Acredito que teremos bons atletas no seu escalão e ele, com certeza, será um deles”, reforça. 
Entretanto, apesar de se destacar entre os seus companheiros, Leonardo não é o primeiro atleta com alguma deficiência que já passou pela escola. A Amibasket já acolheu alunos com necessidade educativas especiais que hoje são federados e jogam em diferentes e conhecidas equipas da capital. 

Fonte: ANAÇÃO

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