terça-feira, janeiro 21, 2014

Renúncias CVMA - Uma resposta e tanto!

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Conferência de Imprensa- 21 de Janeiro

January 21, 2014 at 4:58am
21 Janeiro 2014
Press 10/ CVMA14
Fonte: CVMA Facebook

Os Cabo Verde Music Awards foram criados para incentivar a indústria musical, para premiar o mérito e, acima de tudo, para mediatizar a música de Cabo Verde mostrando que o país de Cesária Évora é um país com uma enorme atividade produtiva em termos musicais e em todos os estilos.

Por estas razões o evento tem merecido o interesse de dezenas de órgãos de comunicação social em todo o mundo.
Os CVMA estão presentes em toda a comunidade nacional e internacional através das televisões, jornais, rádios, etc.

Trata-se de um evento organizado por uma produtora de eventos privada, mas que tem um caráter global e que foi classificado pelo Ministério da Cultura como “Evento de Interesse Manifestamente Cultural”.

Os Números:

Em três edições, 2011 a 2014 já foram Nomeados 130 artistas diferentes.
Todos os estilos musicais já foram premiados.
Quem não recorda a alegria e emoção das batucadeiras Tradison di Terra o ano passado? Da banda Splash?
Os fenómenos Cordas do Sol; Mirri Lobo; as lágrimas de Beto Dias e as palavras sentidas de Michel Montrond.

Quando recordamos esses momentos sabemos que estamos no caminho certo. Sabemos que o que importa não são os nomes, mas sim a música de Cabo Verde, no seu todo. Também sabemos que a seu tempo todos terão o seu lugar nos CVMA.

Levamos a cabo fortes campanhas de promoção dos artistas. Trazemo-los a Cabo Verde e criamos uma noite de Gala (em que a produção ultrapassa os 15 mil contos /ano) perante uma plateia que se levanta para os aplaudir.



As renúncias

- Mayra Andrade foi nomeada em 5 categorias no primeiro ano, veio à Gala CVMA. No final enviou um email ao presidente do júri Giordano Custódio manifestando que não mais estava disponível para o projeto CVMA.
CVMA respeitou e respeita a sua decisão.

- Djodje esteve nomeado em duas categorias no primeiro ano, numa categoria em 2013. Este ano aguardou o anúncio das nomeações, congratulou-as no seu Facebook e depois renunciou.

 -TL Dreamz aguardaram as nomeações na expectativa de que Undi da ki Panha fosse Música do Ano, no entanto, tal não aconteceu, portanto renunciaram às nomeações.

- Mika Mendes foi nomeado em duas categorias. Manifestou no seu facebook a alegria pelo acontecimento, enviou a sua biografia, as fotos oficiais, o nome completo para o bilhete de avião. Estranhamente veio renunciar por solidariedade a Djodje.

De notar que:

a)      nunca nenhum destes artistas em momento algum chegou perto da organização para dar o seu contributo para a melhoria do processo de votação dos CVMA;
b)      nenhum dos artistas que renunciou este ano procurou um encontro ou reunião com o júri e organização para tentar chegar a um entendimento;
c)      nenhum destes artistas invoca qualquer ponto do regulamento que não tenha sido cumprido.
d)      nenhum destes artistas manifestou o descrédito no projeto, antes das nomeações;
e)      no caso dos TLDreamz; Depois da conferência de Imprensa e de sentirmos as reivindicações do público, que é na verdade quem vota na Música do Ano, a organização e o júri ponderaram e estavam dispostos a abrir a categoria de Música do Ano a mais um nomeado, considerando assim o tema Undi da Ki Panha. Tendo em conta que essa categoria apenas é votada pelo público e que as votações ainda não tinham começado não haveria qualquer prejuízo para este nomeado. Esta solução foi comunicada aos TLDreamz que mesmo assim negaram.

Organização sempre esteve aberta a melhorias

A organização dos CVMA SEMPRE trabalhou, ano após ano para melhorar o evento e sempre teve aberta a todas as criticas construtivas:

- No primeiro ano as críticas vieram da diáspora- a organização no segundo ano criou Comissões Regionais de Nomeação para que a escolha fosse mais alargada.

- No segundo ano houve criticas relativamente à primazia da música tradicional, a organização aumentou o número de jurados e alargou as comissões regionais de um elemento para três, com especial preponderância para elementos mais jovens;

- No terceiro ano as críticas foram sobretudo a ausência de alguns fenómenos como o Zé Espanhol e outros artistas populares;
- No quarto ano a organização apresentou um novo corpo de jurados que equilibrou qualidade e popularidade e temos entre os nomeados músicos como Ló ou o Zé espanhol, mas também representantes da música mais erudita como o Trio Ricardo de Deus;

- Anualmente mudamos 50% do corpo de jurados e de dois em dois anos o Presidente do Júri.
Todos os jurados são pessoas profundamente conhecedoras do mundo da música, comunicadores, especialistas em áreas musicais. Portanto é com mágoa que vemos tantos insultos a personalidades como Djinho Barbosa; Teté Alhinho, Lúcia Cardoso, Giordano Custódio, Danilo Tavares, Mário Bettencourt, entre outros.

-Os membros das comissões regionais são ativistas culturais, organizadores de eventos e pessoas reconhecidas nas suas comunidades.

- O júri é sempre independente, a organização não assiste às reuniões de escolha dos nomeados e isso irá manter-se para bem da credibilidade do evento.
Respeitamos os júris e os seus critérios. Alguns valorizam mais a popularidade, outros a qualidade. Ambos são legítimos.

De lembrar também que, das comissões da diáspora chegam excelentes propostas musicais, óptimos trabalhos que não podem ser ignorados. CVMA não é só o que toca nas rádios de Cabo Verde, é um pouco de tudo.

Em 3 anos já tivemos 26 personalidades no júri e nas comissões regionais. Portanto declinamos qualquer acusação de haver um círculo vicioso nos CVMA.

No entanto é MUITO IMPORTANTE dizer que:

- para cada pessoa que aceita ser júri, existem 5 que negam;
- evitamos convidar managers pela sua ligação muito direta a certos artistas e quando chamamos managers ou pessoas próximas de potenciais nomeados salvaguardamos, em regulamento que esse elemento não pode votar sobre um trabalho ou artista com quem tenha essa proximidade;
- vários dj’s que nas redes sociais se dedicam a criticar os CVMA foram convidados para fazer parte do júri e negaram;
- o manager de um dos artistas que renunciou este ano também já foi convidado para fazer parte de uma das Comissões Regionais de Nomeação e negou.


Conclusões

GMS criou CVMA para celebrar a música. O ato de nomeação é acima de tudo um ato de homenagem e distinção. E não estar nomeado deveria significar um incentivo para que nos anos seguintes tal viesse a acontecer.
Infelizmente determinados artistas não pensam assim e estamos neste momento a discutir não quem está ou deixa de estar nomeado, mas quantas vezes e em que categorias se deve estar nomeado.
Tal facto leva-nos a determinadas questões:  “Será que os artistas estavam preparados para um prémio deste género? Será que estavam preparados para se aplaudirem uns aos outros, para celebrarem as vitórias alheias e aguardarem serenamente pela sua oportunidade? Mesmo que não concordassem?”
“Quando as nomeações acontecem noutros prémios, no estrangeiro, os artistas caboverdianos nomeados renunciam? Então porque viram as costas a uma distinção que vem das pessoas da sua terra ou da terra das suas raízes? CVMA é menos válido por ser nacional?”

A organização não vai ceder a pressões. Está sempre aberta a contributos, criticas construtivas e sobretudo ajudas. Mas nunca vamos conseguir agradar a todos.

Cabo Verde felizmente é um país de Talento; anualmente fazem-se trabalhos de excelência, mas infelizmente nem todos podem estar presentes. Também terá sempre de haver uma organização de jurados para decidir pela maioria, porque se a decisão for do povo sabemos que cada pessoa tem os seus nomeados e é impossível termos um consenso. Os CVMA têm de ter regras, como todos os outros projetos deste género.
Mas não há interesses escondidos!

Vamos continuar a trabalhar para que cada ano seja melhor, mas mantemos a nossa transparência e veracidade. Acreditamos que um dia CVMA vai chegar no patamar em que já é inquestionável e aceite por todos independentemente de se concordar com os nomeados ou não.
E desafiamos outras pessoas a criar mais eventos desta natureza. Com isso os músicos e a música sairão a ganhar.

Agora fechamos este capítulo. Há mais 42 nomeados que muito prezamos e vamos recebê-los como eles merecem.
Iremos manter o mesmo objetivo de ter uma bonita gala, com convidados de renome, com excelentes artistas nomeados, com jornalistas de muitos países e com um público que irá, uma vez mais, aplaudir a música de Cabo Verde.
Portanto estamos serenos e determinados no nosso trabalho.
Dia 08 de Março, dia Internacional da Mulher, vai ser sem dúvida uma noite inesquecível de homenagem à nossa Música.
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