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sexta-feira, maio 31, 2013

Um post pela Música Popular Caboverdiana - 2



"Meu Caro Angelo: sem Os festivals de Musica Universitários não haveria o rotulo " Musica popular Brasileira". 1967 e um exemplo!!! Ou o festival da cancao!!! Ou programas como o do Falecido Flavio Cavalcanti Na antiga TV Tupi. Ja fui". - Jetro Da Silva, Professor na Berklee School of Music, EUA.


"Na prática social, percepções objetivas, como língua, sotaque, música, são objeto de representações mentais, i.e. atos de percepção e apreciação de conhecimento e reconhecimento onde os agentes investem sues interesses e pressupostos..." - Elizabeth Lucas - Etnomusicologa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em "Wonderland Musical: Notas sobre as Representações da Música Brasileira na Mídia Americana" (http://www.sibetrans.com/trans/a282/wonderland-musical-notas-sobre-as-representaes-da-musica-brasileira-na-midia-americana)


“Se existe um homem novo em Cabo Verde, é natural que com ele surja uma nova música. E eu creio que essa nova música será menos lamentosa, menos contemplativa ou passiva” (FERREIRA, 1986)". Vlú Ferreira.

Citado em "Tradição versus inovação na música em Cabo Verde: luta de gerações, espaços ou ideias? - Gláucia Nogueira"


"Não sei se é justo dizer que as suas composições não são músicas de Cabo Verde. Podem não ser músicas tradicionais, mas não deixam de ser músicas de Cabo Verde, de fato com alguma influência [...]. Para mim, a música que eles fazem é de Cabo Verde, à semelhança da morna e da coladeira, que também sofreram a influência num passado recente da música brasileira e das Antilhas (GARCIA, 1998, p. 23)." Ney Fernandes.

Citado em "Tradição versus inovação na música em Cabo Verde: luta de gerações, espaços ou ideias? - Gláucia Nogueira"



"Tras di Son é o primeiro disco de Ângelo Barbosa -Djinho - lançado recentemente na Cidade da Praia. Um trabalho diferenciado pela ousadia, e pela especificidade de produção – juntou 35 músicos de diferentes feições e gerações. Uma provocação há muito engendrada pelo artista que foi fundador do grupo “Abel Djassi”, membro do grupo “Finason” e mais recentemente do “Quarteto em Si”. Djinho pertence àquela geração de artistas dos anos 80, que deu alma e alento à profunda música cabo-verdiana, cuja evolução hoje vivenciamos.

Ouvi o disco numa manhã dessas. Pareceu-me sons de reencontros e de descobertas. Ou mesmo, um desafio às potencialidade artísticas e rítmicas das ilhas… uma síntese da diversidade, não apenas endógena. Tras di Son para ouvir e apreciar mercê da sua pluralidade rítmica e de estilos! Um tributo à universalidade da música cabo-verdiana." - Margarida Fontes: Texto no Blog



“Estou à procura de fazer arte e não de restringir a minha música à música de Cabo Verde, o que seria uma limitação como artista e músico”. (Hernani Almeida)

Citado em "Tradição versus inovação na música em Cabo Verde: luta de gerações, espaços ou ideias? - Gláucia Nogueira"


"É errado estarmos a pensar somente em tradicionalismos, em música tradicional, com a forma tão saudosista e agarrada [...] A música não é o todo cabo-verdiano, a eterna cadência perfeita, o canto de amor, mas sim algo mais livre, mais trabalhado, mais universal.

É a minha necessidade interior e a necessidade interior da juventude, com a sua tendência para a música dita estrangeira, que lhes fala mais diretamente ao seu estado de procura, sinônimo deste século, ao estado febril de descoberta dos seus próprios impulsos, e isso não é alienação.

É sim o produto de toda uma necessidade espiritual, que a cultura musical cabo-verdiana, por ser notavelmente tradicional, não possui, e que possuirá só com o trabalho livre e interior do compositor, do músico que anseia outras vivências técnicas, ou o influxo da própria alma".

(Vasco MARTINS, 1980) - Citado em "Tradição versus inovação na música em Cabo Verde: luta de gerações, espaços ou ideias? - Gláucia Nogueira"



"De uns tempos a esta parte certos praticantes nossos das músicas situam-se numa espécie de fronteira que os facilita estar num lado e noutro sem se sentirem furtivos, importando, aplicando e disseminando por opção própria o gosto por uma forma de música que se diz “alternativa” no quadro da “aculturação global” também, alternativa às culturas nativas.
Lembrança e memória o mesmo que histórias guardadas na tradição do povo, cuja remoção parcial ou total implica a sua extinção.
Será que corremos este risco?" - Kaká Barbosa



"É interessante referir por outro lado que em Cabo Verde não há uma designação – como no Brasil tem-se o rótulo de Música Popular Brasileira (MPB) – para indicar uma música urbana, contemporânea, mas com raízes na música tradicional. 

Um conjunto de músicas com essas características existe: encaixam-se aí a morna e a coladeira, ambas com várias influências recebidas ao longo do século XX; o funaná, na sua versão elétrica após a independência; o batuku, na sua versão urbana pós-2000.

Contudo, o senso comum, seja na mídia ou nas palavras dos próprios artistas, distingue simplesmente tradicional de moderno. Por outro lado, muitas vezes a palavra “folclore” aparece a designar a música popular, e não na acepção de algo cristalizado, que se tornou folclore ao deixar de ser vivenciado de forma dinâmica."

Gláucia Nogueira em "Tradição versus inovação na música em Cabo Verde: luta de gerações, espaços ou ideias?"
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