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O Son varia com a L´Atitude.

segunda-feira, maio 27, 2013

Dúvida Académica


Leio este texto e as opiniões do renomeado escritor Germano Almeida e pergunto qual seria a análise que pessoas como Noam Chomsky, Donaldo Macedo, João Rosa, Marlyse Baptista, Dominika Swolkien, Amália Lopes ou Nicolas Quint fariam.

"Por sua vez, Germano de Almeida começou a sua intervenção dando importância ao facto de viver num país que tem uma língua, o crioulo, “mais propriamente a língua cabo-verdiana, como está na moda designá-la”, ironizou, acrescentando que “a vida decorre em crioulo em Cabo Verde, que não é um pais bilingue. Seria desejável que assim fosse, pois todos poderiam beneficiar desse bilinguismo”.

Sobre a influência que a língua portuguesa exerceu sobre a escrita de Germano Almeida, afirmou que, praticamente, só fala em português, primeiro porque os seus pais não falavam com os filhos noutra língua. Depois, tendo-se mudado para Praia, sofreu com a troça dos santiaguenses pelo seu crioulo da Boa-Vista. Daí ter optado, de vez, exprimir-se na língua de Camões.

Do facto de não escrever em crioulo confessou que não o domina de modo escrito e que poucas pessoas nas ilhas sabem ler a língua cabo-verdiana. Daí duvidar que as próximas gerações vindouras o crioulo venha a vingar-se enquanto veículo da literatura em Cabo Verde.

No fim, o escritor Germano Almeida deixa uma certeza: “ a oficialização do crioulo só nos afastará do mundo. Mas se há coisa oficial é o crioulo” concluiu o escritor da Ilha das Dunas.

Outra impossibilidade apontada por Germano Almeida é a tradução do crioulo para o português, aliás ele já fez essa tentativa, mas acabou por desistir frente à força genética das duas línguas, sobretudo no que se refere à morna."

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