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O Son varia com a L´Atitude.

sexta-feira, março 25, 2011

Carta Aberta ao Tó, Mário e Abraão numa sexta à tarde!

Caros amigos,

Quis esta sexta 25, que vos enviasse esta carta curta e aberta.

Caro Tó,



Acredito que tens muito a dar a esta nova etapa do ensino superior.
Acredito ainda que a grande aposta é fazer de imediato coisas que merecem, para além de outras discussões, coragem e sobretudo muita criatividade.
O Ministério em si, terá que nascer novo, inovador. Se se quiser, um tipo de outsider dentro da própria burocracia do governo. Um "lead by example", no sentido de estabelecer parâmetros institucionais que falam a língua das referências e melhores práticas internacionais. A meu ver isto poderá vir a dar uma grande legitimidade para guiar todo segmento do ensino superior.
Use a tua grande capacidade de comunicação para gerares as alianças tão necessárias para as mudanças estruturantes que se impõem e que sociedade reclama. Pelo bem dos nossos filhos e dos outros.

Caro Mário,


Penso que o teu desafio maior é seres generoso e gerares um ambiente institucional tão intenso que permita de vez, a explosão da Cultura nos seus mais variados segmentos. Ouvir, guiar e potenciar os agentes culturais podem ser keywords fundamentais para a estratégia do novo Ministério e Ministro da Cultura. Permita o sucesso e reconhecimento da Cultura e de seus criadores com a forma inteligente e cheia de classe que conseguiste para o teu próprio sucesso como artista.
Tenha em conta, de que na verdade o teu grande staff são os agentes culturais, as empresas e a sociedade. Esta banda se bem conduzida pelo maestro Mário Lúcio, terá a capacidade de gerar as condições instrumentais para a tal economia da cultura de que tanto se falou.
Preste assim atenção, quem sabe, ao ritmo do teu Mar di Tarrafal a esta evidência que são as potencialidades ambulantes em Cabo Verde.

Caro Abraão,


De ti espero a energia de sempre, no Parlamento. Leve os teus quadros, fale da arte e da tua forma de a ver. Mas sobretudo, leve um outro software do diálogo parlamentar. Aquele que foge do dejá vu, decorado, teleguiado e sobretudo que seja longe do lugar comum. Inaugure finalmente a era da Internet no Parlamento de Cabo Verde. Brigue por um website do parlamento, influencie os deputados para a utilização dos recursos que hoje estão a um click para melhor exercerem a representação e sobretudo permitirem o accountability, do qual em regra escusam-se de fazer. Crie o teu próprio canal on line.
Proponha leis, quem sabe uma com o teu nome, como em outras paragens. Denuncie os crimes contra o património cultural, bem expostos no Bianda.
Enfim, não vire as costas a um dos valores sagrados que deve ser a confiança das pessoas.

Para terminar, já agora, Senhores Ministros e Sr Deputado, como caboverdiano deixo o meu reconhecimento pela ousadia e coragem por aceitarem tarefa difícil e muitas vezes ingrata num País como o nosso.

Desejo-vos muita sáude, sucessos e espero que durante este percurso nunca percam o humor que reconheço em todos vós.

Um grande abraço a todos

Djinho Barbosa
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Ainda a propósito de Pedagogia

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Olhando para a criançada, fico a imaginar qual foi a pedagogia para se conseguir tal performance.
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terça-feira, março 22, 2011

Petição de Um Cidadão Mindelense


Um cidadão Mindelense com BI, Passaporte e direito a voto pede a Son di Santiagu para divulgar a sua preocupação.
Não consegue dormir há já vários dias porque outros cidadãos, mas estes sem BI, Passaporte e sem direito a voto fazem uma paródia de tal nível durante a noite que fica difícil pregar o olho.

O cidadão pede ajuda.

E nós aqui aceitamos assinaturas / comentários para depois enviarmos às autoridades competentes.
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segunda-feira, março 21, 2011

Fotografia para todo o Sempre!


A cidade da Praia ou o Eneias?
Qual dos dos ficará mais famoso depois desta foto espectacular?

Fonte: Asemana - Eneias Rodrigues.
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quinta-feira, março 17, 2011

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Geração à Rasca - A Nossa Culpa


Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem  Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde  uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads,sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a  informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem  são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.
Fonte aqui.
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segunda-feira, março 14, 2011

Discursos Linguísticos e Realidades nas Salas de Aulas. Vencendo a Luta pelo Controle



"Uma obra que aborda a língua como identidade, o seu uso político como forma de violência ou como expressão  criativa, a diglossia e
o discurso das variantes, destacando ainda a criação do ALUPEC e os esforços na diáspora para consolidar a ortografia da língua cabo-verdiana."

A apresentação pública da obra terá lugar no dia 15 de Março de 2011, às 17h30, no Auditório da Reitoria da Uni-CV.


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domingo, março 13, 2011

Qual o Click Actual para a Democracia


Leio o post da Margarida, vejo o que se passa aqui mesmo ao lado e fico certo de que nada melhor do esta inteligente imagem de alguém, para a caricatura da Democracia.

Vive-se enfim, intensamente a ilusão democrática.
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CVMA - Vencedores

Aqui estão os vencedores do 1º CVMA.

01 - Melhor Funána Stilosa Beto Disa
02 - Melhor Batuku / Kola Sandjon - Cordas do Sol
03 - Melhor Cabozouk / Cabolove - Suzanna Lubrano
04 - Melhor Morna / Coladeira - Maria de Barros
05 - Melhor Rap /Hip Hop/Reggae/R'n'B - Rapaz 100 juiz
06 - Melhor Música do Ano - Cordas do Sol- Mnine de Rua 
07 - Melhor Voz Masculina - Beto Dias
08 - Melhor Voz Feminina - Sara Tavares
09 - Melhor Artista Revelação - Bino Barros
10 - Melhor Artista em Palco - Jorge Neto
11 - Melhor Banda ao Vivo - Ferro Gaita
12 - Melhor Álbum Electrónico - Totalmente di bo
13 - Melhor Álbum Acústico - Lume d’Lenha Cordas do Sol
14 - Melhor DVD - Grace Evora Live@Rotterdam
15 - Melhor Videoclip - Suzanna Lubrano Festa Mascarado
16 - Melhor Produtor Musical - Kim Alves
17 - Melhor Instrumentista - Hernâni Almeida
18 - Melhor DJ / Animador - DJ Bife

...e Cordas do Sol são os grandes vencedores desta edição.


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sexta-feira, março 11, 2011

Audição para 2075


Há músicas feitas neste país de música que vão ser ouvidas num tempo muito distante de hoje. Precisam ser também descobertas. Esta é seguramente uma delas.

MAR DI TARRAFAL (feat. Milton Nascimento)
Lyrics & music Mário Lúcio

A – A9

A
Fonte de agua
        G#m7      
Boca de espuma
        D9
Ronco acordado
        A9
Ferbura frio
        Bm
Corpo esculpido
        C#m
Ancas de moças
        D9
Ossos de bedjos
        A9    E
Paraiso vira-latas
E            A9
Mar di Tarrafal

Ceu di palbessa
Voo rastero
Renda branca
Saiona azul
Spanto de menino
Concha de quidja
Modjado eterno
Paraíso vira-lata

Mar di Tarrafal
A    A9    A
Conforme maré
Conforme maré

fonte: Aqui
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quinta-feira, março 10, 2011

CV Music Awards


Pode estar aqui uma grande saída para a música caboverdiana.
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segunda-feira, março 07, 2011

Donaldo Macedo


"I am often kept from cynicism by exemplary intellectuals like Paulo Freire, Noam Chomsky, Henry Giroux, Howard Zinn, Arundhanti Roy, Nancy Fraser, and Linda Brodkey, among others. Unfortunately, they represent a minority, albeit a courageous class of intellectuals, who, according to Edward Said, refuse to “become ‘hired’ agent[s] of an information industry” and the institutions for whom they work. Their commitment to social justice, their courage to speak truth to power, and their humanity give me hope that a more just society is possible."


Veja a entrevista completa aqui.
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terça-feira, março 01, 2011

JOÃO BOSCO EM CV pela 3BPRODUÇÕES



A 3BPRODUÇÕES VAI TRAZER JOÃO BOSCO A CABO VERDE

Depois de ADRIANA CALCANHOTTO é a vez do cantor e instrumentista brasileiro JOÃO BOSCO actuar em Cabo Verde no âmbito da II ª edição do projecto BRASIL AO VIVO EM CABO VERDE. O artista fará dois espectáculos em Cabo Verde neste mês de Março. Os concertos, que serão promovidos pela empresa cabo-verdiana 3B Produções, estão agendados para os dias 17 (Mindelo) e 18 (Praia). Os bilhetes serão postos à venda a partir do dia 09/03 nos locais habituais.

BIOGRAFIA

Autor, compositor, cantor, violonista, João Bosco é um artista aclamado em todo o mundo por suas criações musicais, com uma assinatura muito pessoal.

A técnica da mão direita de João imprime um ritmo muito particular à sua música. Sua voz, cheia de alma, ainda canta melodias do Brasil com o sangue de escravos africanos em sua vaidade, e chora canções melódicas dos seus antepassados no Líbano. Nessa mistura étnica João Bosco revela-se um artista muito eclético. Nascido em Minas Gerais a 13 de Julho de 1946, João foi levado para o Rio de Janeiro pelo seu primeiro parceiro, Vinicius de Moraes. No Rio, foi apresentado pela primeira vez a Tom Jobim e Chico Buarque alem de muitos outros importantes artistas brasileiros.

Durante a década de 1970 João conheceu o poeta Aldir Blanc, e juntos compuseram um vasto repertório. Muitas de suas canções são hoje considerados clássicos da Música Popular Brasileira. A música "O bêbado e o equilibrista" tornou-se o "Hino da Anistia" do Brasil, tornada famosa pela grande cantora Elis Regina. Outras parcerias viriam em seu caminho, resultando em muitas composições muito bem sucedidas que acabaram por fazer parte da banda sonora de várias novelas da Globo como “ Terra Dourada” – VALE TUDO “Memoria da Pele” – PANTANAL “Das Dores do Oratório – DIREITO DE AMAR”, “Indeciso Coração – QUATRO POR QUATRO” entre outras.

Actualmente, João está trabalhando com sua nova companheira e um filho, Francisco Bosco, um jovem poeta, intelectual e conhecedor de música brasileira. Durante sua extensa carreira, João Bosco actua nos melhores Festivais de Jazz em todo o mundo com seu concerto a solo, com sua banda, e com renomeados artistas e orquestras.

Vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=UkMzpJaut6M

O Produtor
Nuno Conceição
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Pró Praia Lança Agenda



Perante permanentes reinvindicações, sobretudo dos praienses, a uma qualidade de vida mais digna e correspondente às exigências e padrões de um país de desenvolvimento médio ascendente; bem como as responsabilidades individuais e colectivas de todos os intervinientes no seu processo de transformação e de desenvolvimento;

Define, durante as suas últimas sessões de reflexão sobre a Praia do futuro, as seguintes áreas como sendo prioritárias e de crucial importância para o futuro desta cidade capital, pelo que recomenda e apela a um forte engajamento e determinação de todos os actores envolvidos (políticos, sociedade cicil, classe empresarial, instituições nacionais e internacionais), o desenvolvimento e implementação, em tempo útil e sem prejuízo para os moradores, grupos e instituições que se encontram directa e indirectamente conectadas a ela, de acções concretas e consistentes, visando a materialização das respectivas áreas abaixo mencionadas, numa base participativa, envolvendo todos os praienses e cabo-verdianos (residentes e não residentes), em todas as fases do processo.


Leia o texto no blog http://propraianet.blogspot.com.
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Requiem por Orlando Pantera




IN MEMORIAM ORLANDO PANTERA
01.03.2001/01.03.2011

"10 anos pós desaparecimento físico do carismático Orlando Pantera, vamos pavimentando os atalhos que ele nos indicou."
Mito Elias
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