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O Son varia com a L´Atitude.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Sobre a Audiacção na Casa da Música


Apresentei ontem, o tema "Música de Cabo Verde nos anos 70 e 80" na Casa da Música a convite da Lúcia Cardoso.

Procurei falar de:

1. Do contexto em que surge "Os Tubarões", e dos seus fundadores como Zezé Barbosa, Duia, Chindo, Fortinho e Mike

2. Kaká Barbosa, que como compositor ainda antes da 1975 compôe a música Somada, gravada em 82 pelos Tubarões

3. Grupo musical Pó di Terra que eu, meu irmão Adriano, Benny Hopffer, Totó Tavares, Djony e Manú, tínhamos em Assomada, e que era a base do grupo de teatro liderado por Caló Querido, Chichu e outros

4. Caló Querido, e dos colegas como Betinho Barbosa, Chichu, Barrusco e outros que com ele compuserem as músicas de intervenção como Tchon di Morgado e Forti Trabadja pa Alguem, gravadas pelos Tubarões em 1978

5. Grupo Abel Djassi, do qual fui fundador em 1978 e da sua actividade até 1982, juntamente com Antero Veiga, Albertino, Carlos Modesto, Karim Duarte, Jorge Pima, Victor Bettencourt, Mário Lúcio, Zé Mario, Dedas e Calú

6. Grupo Broda que em França, entre 1975-1975 gravou um disco que a meu ver regista o dedo na corda característico do que viemos a conhecer de Katchas posteriomente

7. Kolá, grupo emblemático composto por Tei Santos, Antero Barbosa, Tolas, Teck, Pinúria e Dani, que entre 1975 e 1978, muda o som em Mindelo

8. Norberto Tavares e do seu "Volta pa Fonti" que em 1979, surge como uma viragem importante e contagia vários outros músicos e grupo.

9. Outras pessoas que viram, "estiveram no local", como do competente Pé di Galo por exemplo, que segundo consta era o "manager" dos instrumentos dos Tubarões. Ou ainda do papel que teve Tony Lima junto da malta da rua Cândido Mendes, pelo facto de trazer músicas de Dakar para ouvirem

Ainda,

10. Mostrei os comentários de pessoas como Antero Simas, Santos e Mitos Elias sobre vários momentos deste período

10. Aproveitei a presença do Magra, elemento importante do Bulimundo para relembrar temas como Bulimundo e Santo António la Belém.

11. Ouvimos as músicas ou trechos conforme os momentos apresentados, enfim quis passar ao lado daquele debate tipo quem foi antes, ou o dono da coisa, para mostrar que há protagonistas vários e que na maioria dos casos a fogueira da criação estava um pouco por todo o lado.

Um obrigado à Lúcia e Viva a Casa da Música...
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1 comentários:

Tchale Figueira disse...

Caro Djinho: Já não é tempo de por estas memórias num livro? Gostaria de ter estado lá para animar a palestra. Lembras do nosso grupo Gota D,ága aqui no Mindelo com o Vasco, Lucio, Vuginha, Tim e eu na percussão, foi nos tempos aureos da Galeria Nho Djunga, faziamos uma fusão de Jazz com musica de Caboverde. Ve lá se escreves um livro sobre estes anos em que se fez grande musica nestas ilhas. Abração. Tchalê

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