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Showing posts from June, 2011

A propósito de uma conversa com Ricardo de Deus

O Ricardo me chama para um "só se for agora" no Café Sofia.
A nossa conversa gira em torno do que ainda pode ser feito com música e aqui mesmo na tapadinha. Não é um papo de angústia, pelo contrário, exploramos possibilidades.

Ricardo fala de um Clube. Sim, um espaço aonde fazemos, falamos, nos encontramos em música.

Um Clube da Música, ou de Músicos? O nome não interessa. Ou interessa? Quem participa, aonde? Mil perguntas. Assim como as possibilidades.

Depois do nosso "até mais", estive a rever coisas e lembrei-me do Clube da Esquina.
Afinal, não estamos a inventar nada. As coisas acontecem porque há afinidades e há vontades. O resto são desculpas e pretextos para não se fazer...

Você músico, topa um Clube?

Conheça este!


"No início dos anos 60, em Belo Horizonte (MG), jovens músicos começam a se encontrar na cena musical da capital mineira. Eles produziam um som que fundia as inovações trazidas pela Bossa Nova a elementos do jazz, dorock’n’roll – principalmen…

A simpatia dos Candidatos

Aquecem os bastidores das presidenciais.
Agora entrou para a agenda o factor simpatia do Candidato. No horário nobre um e outro aparece a justificar que é simpático, que é uma pessoa aberta, de fácil relacionamento e  etc.
Andei pelo google images a levantar a simpatia dos senhores canditatos e esta é a melhor foto que consegui.
Faça também uma pesquisa para ver até onde os candidatos mexem os músculos da cara.

Mas que dá jeito um Presidente ser simpático dá...senão vejamos estes dois homens.


Para eles não custa nada. Já são assim, acho.
Pois é, meus caros, ponham "rir" na vossa plataforma eleitoral.

Símbolos Urbanos?

Curioso. Os taxis da cidade carregam com eles "enfeites" que intrigam-nos.
Há pelo menos 3 deles.

1. A imagem do Che Guevara pintada na parte traseira.


2. Um boneco de Pelouche pendurado no tubo de escape.
3. Um pano de Flanela amarrado ao espelho do lado do condutor.


O que será é que o pessoal quer dizer com tudo isto?

Tradição, Criatividade e alguns clichés - Com Gláucia Nogueira

Para quem se interessar pelo assunto, Gláucia Nogueira vai apresentar esta comunicação amanhã 21, terça feira, no 3º ciclo de conferencias "Conhecer, Descobrir, Debater CV", no Campus Palmarejo, 10h00. Tradição, criatividade e alguns clichés: batuku como pretexto para uma reflexão sobre a produção musical cabo-verdiana contemporânea Resumo: Quando se fala de música em Cabo Verde, dicotomias do tipo tradicional x moderno ou comercial x autêntico são recorrentes no discurso jornalístico como no senso comum. Contudo, observada a realidade do cenário musical contemporâneo e ultrapassada uma visão que considera a cultura tradicional, ou o dito folclore, algo estático, imutável, torna-se insustentável esse discurso de opostos. O batuko é um bom pretexto para lançar essa reflexão... 



Utilidade Pública

História Geral da África em 8 volumes grátis. UNESCO

Mais um encontro com o Ministro da Cultura?

Há 20 anos que participo em encontros do género. Tenho ido para participar, ouvir as intenções e sobretudo ver muita gente ligada à música. Nha Balila marcou presença apesar dos 400 paus que tinha no bolso.

Estivemos lá das 18:30 às 10 da noite. Desta vez acho ter sido menos um espaço tipo "muro das lamentações".

O ministro deixou vários recados, mas absorvi estes eixos de intervenção do Ministério da Cultura.

1. Salas On Tour - cerca de 25 até este momento para apoiar tounés internas de artistas nacionais.

2. Rotatividade de Artistas nos festivais - garantir que mais músicos possam participar

3. Transformação do Auditório em Teatro Nacional - Passa a receber concertos e perfomances de artistas
em condições financeiras aceitáveis.

4. Patrocinios e Financiamentos

criação do Banco da Cultura (fundo de apoio à cultura)Financiamento do "lugar de espectáculos"financiamento do público (aquisição de bilhetes para concertos)Bolsa criação e Incentivos5. Direitos de Autor - o…

Dia de Camões

Hoje 10 de Junho é dia de Camões. Comemora-se em Lisboa e também no Plateau.
Pois trata-se da festa da língua portuguesa.

O Presidente português disse que "Portugal, nesta hora de crise profunda não pode falhar, assim como Camões não falhou".

Por minutos, lembrei-me do meu filósofo tio Ntoninho que jura que Camões na rota para a Índia, nadou no mar brabu di Fonti Bila, no Fogo, tendo o ilustre viajante e autor dos Lusiádas (como dizia) ficado bem impressionado não só com os ilhéus, mas sobretudo com o manecon que o retemperou para a próxima largada.

E quem quiser validar que consulte o Canto V- Lusíadas.

«Passámos o limite aonde chega
O Sol, que pera o Norte os carros guia;
Onde jazem os povos a quem nega
O filho de Climene a cor do dia.
Aqui gentes estranhas lava e rega
Do negro Sanagá a corrente fria,
Onde o Cabo Arsinário o nome perde,
Chamando-se dos nossos Cabo Verde.
«Passadas tendo já as Canárias ilhas,
Que tiveram por nome Fortunadas,
Entrámos, navegando, polas filha…

Gargalhada Presidencial

Uma imagem que podia ilustrar a afirmação constitucional de que as eleições presidencias são não partidárias podia ser esta.

E eu estou a morrer de gargalhada.

Baía da Guanabara, Caetano Veloso e Levy Strauss

Caetano Veloso escreve sobre Lévi-Strauss



Citei Lévi-Strauss nominalmente em “O estrangeiro”. Era a famosa frase depreciativa da Baía de Guanabara. Em “Tristes trópicos”, ele diz que ela “parece uma boca desdentada”. Citei-o também, indiretamente, em “Um índio” (“num claro instante”), “Tem que ser você” (“o amor-mentira” é a tradução que ele fez do modo como os nambiquaras se referem ao homossexualismo masculino praticado pelos jovens da tribo), “Fora da ordem” (“aqui tudo parece que ainda é construção mas já é ruína”) e no filme “O cinema falado”: a frase em que Luiz Zerbini diz “Picasso não é um bom pintor; por causa dele se negligenciou toda uma tradição de adestramento nos ateliês” é tirada de uma entrevista que ele deu sobre arte moderna. As outras citações vêm todas de “Tristes trópicos”, um livro extraordinário, que ficou sempre todo vivo na minha lembrança: eu o li em 1967 e até hoje não preciso nem olhá-lo para lembrar cada trecho, cada ideia.

Li também outros livros dele d…

Um hino à falta de água na Cidade da Praia

Visto todos os cenários, acho que falta apenas a música de fundo a ser colocada na entrada de todos os tubos. Quem sabe assim o H20 aparece...

Pepino E.Cool

Ao que parece, começou mais uma "crise" na Europa com a guerra das hortas. Os Alemães acusaram os pepinos da Espanha de carregaram um estilo muito "E.Cool" e que teria levado à morte dezenas de pessoas.

A Espanha não gostou e pediu uma xintada na EU para verem se alguem não estaria a fazer djogu brutu em laboratórios.
A vistoria está a ser quase que geral. Tomate, soja, alface e daqui a nada tudo.
Enquanto isso, lixo com os pepinos. E aos montes. Uma autêntica vala comum.

Um soco aqui, um pontapé ali, conseguir uma indemnização choruda parece ser um desejo último dos espanhóis. Vai ser duro.

Tudo isso acontece, numa altura em que lá em casa estavamos já a fechar o acordo com as crianças de que É COOL comer a salada por causa dos construtores e protectores.

Não é que o meu garoto mais novo ao ver na TV tanto pepino jogado no lixo me atirou esta:

"Papá, afinal pepino ta máta. Nka ta cumé más!".

E eu, peço indemnização a quem...?