terça-feira, agosto 10, 2010

A zona do atraso!

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Esta é a área do cérebro que controla a pontualidade.
Caso algum dos candidatos às eleições próximas resolver colocar o item pontualidade na sua plataforma (o que duvido ó dó), significa que este local crítico para Cabo Verde deverá ser intensamente trabalhado.

Alguns indicadores "de atraso" que afectam e de que maneira o desenvolvimento do PIB nacional:

1. Concertos e espectáculos - até 2 horas
2. Sessão da Assembleia Nacional - pelo menos 1 hora
3. Reuniões (quase todas, incluindo o conselho de ministros)- pelo menos 1 hora
4. Missa - pelo menos meia hora
5. Convidados para jantar - pelo menos uma hora (outros não chegam e nem avisam)
6. Voo dos TACV - até 4 de horas (ontem foi de exactamente 4 horas)
7. Jornal Nacional - pode começar às 7:50 ou 8:10
8. Consulta Médica - pode ser tanto uma manhã ou toda a tarde
Reacções:

5 comentários:

Anónimo disse...

Aahhahahah...Magnífico, Djinho!
O que mais me iritam são os atrasos dos vôos! Sem dúvida!

Lúcia

JB disse...

Brilhante, Djinho! Escusado será dizer que as peças do festival Mindelact começam a tempo e horas!

Aquele abraço.

Tchale Figueira disse...

Com cara de lata, faz um sorriso e na descontra diz: Ê HORA DE KRIOLE!!!!! Sacana de merda!!!!

Bernardino disse...

Bom post!
Gosto mais é d@ MC que toma a palavra e depois do Bom/boa...Pedimos desculpas... o atraso agora é cultural.

É de uma "perigosidade" terrivel e mais porque nos ou outros doutro lado do diálogo sorrimos e aplaudimos eheheh.

Distracção nossa que poderemos (já estamos) a pagar caro!

Paulino Dias disse...

Djinho,

Nós também, enquanto "consumidores" destes irritantes atrasos, também podemos fazer alguma coisa. Eu já cheguei a abandonar shows na Assembleia Nacional (do Princezito) em jeito de protesto por causa do atraso. E outras coisas... Se uma parte substancial de nós todos começarmos a adoptar estas atitudes de protesto, penso que as coisas poderão melhorar um bocado...

O problema é que engolimos os atrasos que nem cordeirinhos e raramente fazemos alguma coisa...

Abraço,
Paulino