Caro Tito - Desabafo de uma colega de Trabalho!

12:01 da tarde Angelo Barbosa 3 Comments

Realmente isso é de chorar!

Eu que não perco um show do Tito quando ele vem à Praia e tenho acompanhado o (seu e o meu) sonho de vê-lo na companhia da orquestra, fiquei radiante, informei e combinei com vários amigos de que sexta teríamos um programa de nível. Saio a cata do bilhete, disposta a pagar o preço merecido. Não encontrando e já desconfiada, resolvo ligar para o Banco Interatlântico para saber quais são os requisitos necessários para ver esse show.

A resposta do outro lado da linha é que o show é só para convidados. Então pergunto: o que é preciso para ser convidado? Uma das respostas: ser cliente do banco (e não deve ser qualquer cliente). E pergunto: Porquê então os cartazes? Resposta: Para se saber o que o banco faz, mas lá está escrito que é só para convidados. Ainda não consegui ver isso no cartaz (deve estar bem escondido). Descubro que não basta apreciar uma boa orquestra, a música di Kabu Verdi, ser fã do Tito Paris, ter dinheiro para pagar, ser cidadã, morar nessa cidade, trabalhar árdua e dignamente...

A minha pergunta é: porquê que os artistas se submetem a isso? Será que na hora da negociação, não há autonomia para negociar? Uma percentagem dos lugares não poderiam ser colocados à venda para o cidadão que não se enquadra nos requisitos da empresa patrocinadora?

Sei que não é o BI que inaugurou esse modelo de show, mas talvez por esse ser o show mais esperado por mim, resolvi escrever.

E pasmem: Ainda estou disposta a ver o show!

Iniza Araújo


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3 comments:

Patria CV disse...

Sem comentários adicionais visto que já foi dito tudo pela Iniza.

Manu Moreno disse...

Já sabes como é que os interesses funcionam....Convites era para pessoas que tem conta e bem recheada no Banco, e na terra ilhado quem tem conta recheados:
- Ministros
- Supranos(mafiosos)

O Tito Paris Teve em Viseu num espectaculo fenomenal e o bilhete era para o piblico em geral e o teatro viriato estava lotada e ele ficou maravilhado com a presença do seu povo que na maioria eram estudantes!

Mas assim é a nossa terra que espero que algum dia venha mudar!!

Força Djinho...importante é que tu sabes tocar ou seja és um musico e a tua presença era essencial para que hoje tivesses trazido a novidade do concerto para o povo da diaspora...mas os responsaveis intereceiros assim não perceberam ou seja tiveram pouco SABIDEZA!!!

Kel abçom di kuraçom!!
ManuMoreno

Anónimo disse...

Oi Djinho

Percebo o lamento, mas neste particular não te posso dar razão. O 'negócio', pelo que eu li, foi entre BANCO e TITO PARIS. Ou seja, o Banco COMPROU ao Tito esse espectáculo para os seus clientes. Até aqui tudo normal. Acontece em todo o lado. Trabalho num banco, e por cá, nós, e os outros, fazemos o mesmo. Os artistas agradecem. É trabalho, e bem pago.
O que a mim me espanta, é que se sabia que o Tito e a orquestra Metropolitana iam a Cabo Verde, por que razão tal oportunidade (de facto única) não foi potenciada (pelos, Empresário do Tito e da Orquestra; pelo Ministério da Cultura; pelas Câmaras Municipais; pelos empresários caboverdianos; and so on???) com vista a assegurara mais do que um espectáculo, em Santiago, no Sal e na Boavista (depois dizem que temos de poteciar os investimentos e as infraestruturas daquelas ilhas, levando a cabo iniciativas que façam os turistas deixar algum capital em C Verde - leiam o último Post do Filinto no Albatrozberdiano). O que me irrita é ver perder uma oportunidade única como esta. Descuido? Desleixo? Falta de iniciativa?
Mas a culpa não é do Banco. No entanto, e do meu ponto de vista eles (Banco) cometeram um erro estratégico. Podem, com a melhor das intenções, ter dado um tiro no pé. Podiam, e bem, oferecer aos seus clientes um espectáculo, e, en passant, comercializar outro (ou outros) para o público em geral, e se calhar até rentabilizavam (minimizavam) o custo da iniciativa, tinham deixado satisfeitos, clientes e público em geral, e a campanha de Marketing que está subjacente a uma operação desta natureza e evergadura, tinha sido muito mais eficaz. Assim deixam muita gente insatisfeita e irritada (creio que até clientes, os que não vão poder ir, porque o número de bilhetes não é ilimitado), e aquilo que devia servir para afirmar, e consolidar, uma "marca", ganhando clientes e mercado, cai por terra.
De certa forma, e pelo que li, TODA A GENTE FALHOU REDONDAMENTE NESTA INICIATIVA, e quando assim é todos perdem, até o promotor, como eu disse atrás.
Por isso, calma rapaziada. Como diz o dito, "Há mais marés que marinheiros!". Outras iniciativas haverá. Só espero, e desejo, que se aprenda com os erros desta. 1gr Ab. Alex