Texturas da Cidade!

10:48 da manhã Angelo Barbosa 1 Comments


Abre hoje a exposição que vai levar ao mesmo espaço o que um grupo de pessoas tem a mostrar sobre a cidade.
Como se trata da cidade, esta sobretudo, gostaria mesmo que esta exposição pudesse passar a ideia da necessidade da arte inclusiva, que vai ao encontro da cidade e das pessoas que a fazem.
Que a Fundação Amilcar Cabral faça por receber a todos. A todos mesmo.
Força ao grupo que teima com esta iniciativa.

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1 comments:

Alex disse...

Por mim tb espero que este Exposição seja um sucesso, apesar das sombras que a habituais limitações de meios (que não de vontades) sobre ela lançam.

Quanto à exposição ela mesma, esta ou qq outra, espero e desejo que seja tudo menos INCLUSIVA (não sei se entendi muito bem o que queres dizer com isto, mas desconfio). O que é inclusivo nas sociedades, é a educação, a formação, e a igualdade de oportunidades. A arte só por ilusão ou mentira é, ou pode ser, território de boas intenções. Pode limitar-se ao "gostei" e "não gostei", formas impressionista e simplificadora de lidar com ela, mas que não se confunde com questões de gosto, são apenas estados de alma. Espero sim que os artistas estejam por lá, disponíveis para dialogar com os visitantes (o que não é o mesmo que explicar as obras - criando a ilusão de uma inclusão virtual para todos - e mesmo que as explicassem, não passaria de mais UMA ilusão de leitura, de entre as várias possíveis), ajudando, se tanto, a que estes encontrem o seu próprio caminho, partilhando a leitura que fazem do que vêm, ouvem, e sentem. Para que esta exposição fosse "inclusiva", deveria conseguir-se que as Escolas (da Pré-primária ao Liceu) levassem lá os alunos para apreciar, questionar, gostar ou detestar, mas sempre alimentando o espírito e afinando o gosto (Sim amigo Paulino, o gosto também se educa, também se apura!). Mas esta missão e função, não compete aos artistas, mas aos Ministérios da Cultura e da Educação que deveriam ter obrigatoriamnete contratos programa com as galerias, e espaços onde decorrem as exposições, e o Sistema de Ensino para que a frequência destes eventos fosse obrigatória (tal como levar os estudantes às peças, ou ao bailado, pelo menos às financiadas ou apoiadas por dinheiros públicos). Esta exposição (e todas as outras) seriam de facto mais inclusivas, se houvesse meios para que um Catálogo fosse publicado, enquanto documento de suporte e apoio à exposição (e porque não tb pedagógico para os que a visitarem), e para aqueles que não a tendo podido visitar possam no futuro ter um documento de consulta e estudo, nomeadamente para estudiosos, investigadores e historiadores.

Por último, espero sim, que esta exposição vá ao encontro, não das pessoas que fazem a cidade (porque essas estarão sempre com actos como estes, que a enobrecem, engrandecem e valorizam, porque são estes eventos que TAMBÉM fazem a cidade, mas também, porque, mal destes artistas se assim não fosse, a cidade, não tenho dúvidas disso, está presente no que ali se vai mostrar), mas ao encontro, e se possível DE ENCONTRO, daqueles que fingindo amar a cidade a têm desfeito, destruído, numa palavra DESAMADO.
Fica bem. 1ab
ZCunha