Nkrê un Son más Son...

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Minha Ignorância à Prova!















Foto Amistad: Baluka Brazão


Há uns tempos atrás, sabendo da noticia sobre a passagem do Amistad por CV, consultei o site http://amistadamerica.org/ para mais info.
Fiquei na altura surpreso com a pouquissima informação sobre Cabo Verde, sobretudo achando eu que CV nesta de rota de escravos pode dar uma aula.
Fiz este post colocando algumas questões.
Despois mandei um email para o pessoal a bordo do Amistad.
Perguntei:
"In your website you stated that “Dakar was a central port for exporting slave cargo. One of its islands, Goree, was one of the principal factories in the triangular trade between Africa, Europe and the Americas. The Portuguese first settled the island in 1450.”

If i learned that the Portuguese navigators arrived first in Cape Verde Islands in 1460, it seems that something may not be correct.

Could you please guide on how to check this…?"
Veio esta chuva de informação que partilho com todos.
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Dear Sir,
I believe that the information posted on Amistad's website is correct. The term "settled" might be imprecise as it is arbitrary. I agree that using the phrase "discovered" or "claimed" for Portugal may be more strict - in that case the date is 1444 or 1445 (depending on sources) by a Portuguese sailor Gomes Pires.

During the Amistad's visit in Lisbon I had a pleasure to attend a lecture on Portuguese Exploration by Professor Joao Paulo Oliveira e Costa from CHAM Universidade Nova de Lisboa on a sesion of Luso-American Foundation.



Summary:

In 1420, Henry the Navigator sent an expedition to secure the uninhabited but strategic island of Madeira. In 1425, he tried to secure the Canary Islands as well, but these were already under firm Castilian control. In 1431, another Portuguese expedition reached and annexed the Azores. Along the western and eastern coasts of Africa, Portuguese sailors reached Cape Bojador in 1434 and Cape Blanco in 1441. In 1433, they built a fortress on the island of Arguin, in modern day Mauritania, trading European wheat and cloth for African gold and slaves. It was the first time that the semi-mythic gold of the Sudan (i.e. slaves) reached Europe without Muslim mediation. Most of the slaves were sent to Madeira, which became, after thorough deforestation, the first European plantation colony. Between 1444 and 1447, the Portuguese explored the coasts of Senegal, Gambia, and Guinea. In 1456, a Venetian captain under Portuguese command explored the islands of Cape Verde. In 1462, two years after Prince Henry's death, Portuguese sailors explored the Bissau islands and named Sierra Leoa (Lion Range).

Gorée Island references (below) are in harmony with our website contents.

1445 - " A descoberta marítima portuguesa permitiu o encontro de outras culturas e, inevitavelmente, de outras paisagens. Em 1445, quando os navegantes conduzidos por Gomes Pires chegavam à ilha de Gorée, descobriram o brasão de D. Henrique gravado em árvores."
Source: Wikipedia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Adansonia

Documento nº 152, 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1967, pp. 237-239. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.55v.-56. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 10. MARTINHO da BOÉMIA, De prima jnuentione, Gujnee, p. 191. MÜNZER, «Itinerário», p. 44. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 40. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 151. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 29. Por ordem do infante D. Henrique, Antão Gonçalves e Diogo Afonso, criados daquele, em duas caravelas, a que se associa outra, régia, capitaneada pelo patrão de el-rei Gomes Pires, seguem para o Rio do ouro, a ver se conseguem encetar relações comerciais e de apostolado com seus moradores, mas apenas obtêm um negro e trazem ainda mouro velho, desejoso de ver o infante, o qual ele recebeu bem e depois devolveu a sua terra, onde fica o escudeiro João Fernandes voluntariamente, para estudar aquelas gentes e informar D. Henrique.

Documento nº 154, 1444. Monumenta Henricina, 8º vol., Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1967, pp. 243-246. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls.57-58v. DUARTE PACHECO PEREIRA, Esmeraldo de situ orbis, liv.1, cap. 26. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 9. MARTINHO da BOÉMIA, De prima jnuentione, Gujnee, p. 192. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 64. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 70. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, p. 152. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 31. Dinis Dias, escudeiro que fora de el-rei D. João I, residente em Lisboa, desejoso de servir o infante D. Henrique e em caravela mandada armar por este, a pedido seu, avança com a companha respectiva para a terra dos negros, onde cativa quatro – os primeiros tomados em sua própria terra pelos portugueses –, atinge o promontório do Cabo Verde e ilha fronteira do mesmo, talvez a de Gorée, e regressa a Portugal.

Documento nº 14, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1968, pp. 33-36. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 120-121v. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp 167-168. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 72. Rodrigo Eanes de Travaços, que viera juntar-se a Dinis Dias, ao que parece após alagamento da fusta de Palenço, avança com a companha daquele para o Cabo Verde e ilhas fronteiras, nomeadamente a de Gorée, onde Dinis Dias desembarca com dois homens; mas, atento ao número muito superior dos indígenas ali encontrados, convêm os das caravelas em retrocederem para o local onde haviam alagado a fusta e ali, sob proposta de Rodrigo Eanes de Travaços, desejoso de fazer alguma coisa por sua honra, saem em terra 14 homens e, ao encontrarem os indígenas que haviam acorrido a recolher a madeira da fusta desmantelada, os acometem, em peleja em que se evidencia Martim Pereira, moço da câmara do infante D. Henrique.

Documento nº 17, 1445. Monumenta Henricina, 9º vol., Coimbra, Comissão executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1968, pp. 39-43. BNP., Manuscrits portugais, nº 42, fls. 123-125v. JOÃO de BARROS, Ásia, déc.1, liv.1, cap. 13. VALENTIM FERNANDES, O Manuscrito, pp 168-169. ZURARA, Crónica dos feitos da Guiné, cap. 75. A caravela de João Gonçalves Zarco, – cuja finalidade era unicamente avançar o mais possível com o descobrimento da terra dos negros e trazer novidades sobre a mesma ao infante D. Henrique, – capitaneada por Álvaro Fernandes, sobrinho de Zarco e criado de pequeno na câmara do dito infante, segue directamente ao rio Senegal e dali ao promontório do Cabo Verde e ilha de Gorée e, em seguida, até o cabo de Naze, donde regressa a Lisboa pela Madeira, havendo sido assim a que em 1445 mais desceu na zona guineense.

1444 - "...Portuguese, the first Europeans to set foot on the Island in 1444."
Source: The African American Registry®,
http://www.aaregistry.com/african_american_history/1519/
Goree_Island_home_of_The_Door_of_No_Return

1444 -"...The island of Gorée was one of the first places in Africa to be settled by Europeans, the Portuguese setting foot on the island in 1444."
1450 - "Being almost devoid of drinking water, the island was not settled prior to the arrival of Europeans. The Portuguese were the first to establish a presence on Gorée (c. 1450),"
Source: Wikipedia
http://en.wikipedia.org/wiki/Gor%C3%A9e

1460 - " Antonio and Bartolomeo da Noli, Genovese navigators in the service of Portugal, claim the Cape Verde Islands. The Islands were officially described as "uninhabited". However, given the prevailing winds and ocean currents in the region the islands may well have been visited by Moors or Wolof, Serer, or perhaps Lebu fishermen from the Guine Coast. Folklore suggests that the islands may have been visited by Arabs or Phoenicians centuries before the arrival of the Europeans. The Portuguese explorer Jaime Cortesao reported a story that Arabs were known to have visited an island which they referred to as "Aulil" or "Ulil" where they took salt from naturally occurring salinas. Some believe they may have been referring to Ilha do Sal. Whatever the case may have been there was no population sufficiently well established to resist complete penetration by the Portuguese.
http://www.umassd.edu/specialprograms/caboverde/cvchrono.html

3 comentários:

hiena disse...

teu post lembrou-me que ha uns anos(anos 90) atràs uma equipa de arqueologos encontraram umas ossadas na Salamansa, e que segundo datações com carbono 14( fume de eskape,brincadeira) poderiam confirmar à presença de outro(s) povo(s),bem antes da chegada oficial dos navegantes da coroa portuguesa,mas nunca mais ouvi falar...sabes qualquer coisa sobre isso?

Miguel Barbosa disse...

Show di Bola!

Mic Dax disse...

Estranho, esse silencio sobre Cadamosto, que pode ser o primeiro em 1456 a descobrir as ilhas de Cabo Verde. Mas não da muito bem com a versão oficial...

O concheiro de Salamansa foi encontrado em 1998, e a equipa regressou em abril 2006. Com resultados pouco interessantes, sem nada para contrariar a historia conhecida.

(sorry pa nha português)

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