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terça-feira, janeiro 29, 2008

O trabalho do Ministro Artista!



Depois de seis anos como ministro da Cultura, o senhor poderia me dizer em que a cultura do país melhorou? Existem números oficiais que provem uma possível melhora?
Jaci Simões, Pariquera-Açu (SP)

Gil - O desempenho de uma instituição pública, incumbida de ajudar os processos culturais a serem desenvolvidos em múltiplas direções requeridas pela sociedade, pode ser traduzido pelos números e pela avaliação subjetiva da sociedade. Tanto os números quanto a avaliação do público mostram um relativo avanço do Ministério.

Os números estão à disposição. Já a avaliação subjetiva é mais uma questão de interesse individual, cada um faz a sua e percebe a dos demais. Entre 2003 e 2007, o Ministério da Cultura ampliou em 130% os investimentos na área cultural, que passaram de R$ 706,2 milhões, em 2003, para R$1,6 bilhão, em 2007. Esses números incluem investimentos diretos do orçamento do MinC e os recursos de incentivo via renúncia fiscal. Hoje, finalmente temos indicadores culturais, graças a uma parceria inédita com o IBGE. Essa parceria já permite fazer uma tentativa de avaliação nacional de nosso trabalho e das outras instâncias de governo. Isso vai permitir que as políticas de cultura se consolidem e se qualifiquem no Brasil.

Para citar alguns exemplos, estamos zerando o número de municípios sem bibliotecas no país, ainda em 2008, pretendemos instalar 631 novas bibliotecas, já temos os recursos garantidos para 300 e dependemos da votação do orçamento deste ano para garantir as demais. Em 2007, mais de 100 milhões de reais foram canalizados para a cultura por meio de seleção pública – um acesso democrático, sem decisão unilateral de empresas privadas, o que antes excluía boa parte da produção cultural brasileira. Conseguimos descentralizar a distribuição dos nossos recursos, aumentando os investimentos em todas as regiões. Chegamos a ampliar em 10 vezes os investimentos no Norte, por exemplo, sem para isso prejudicar a região Sudeste, que responde por grande parte da produção cultural do país. Atendemos áreas historicamente desassistidas pelo Estado, como as comunidades de periferia e as ações culturais no interior do país, as comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, entre outras.

Também conseguimos atender os mais diversos setores da cultura, fortalecendo, por exemplo, a produção independente e os artistas que trabalham com inovação de linguagem. Enfim, estamos em construção e, como tudo que está em construção, com algo novo a cada dia, com ajustes permanentes do que propomos e do que nos é proposto, de acordo com a dinâmica do país e do mundo cultural. Nesta construção, podemos dizer que o Ministério ganhou visibilidade e hoje é respeitado, tem uma política de audiovisual consolidada, que deu novo fôlego à indústria cinematográfica brasileira, fortaleceu o apoio à produção experimental, que democratizou a produção e a circulação do conjunto das obras audiovisuais no país. Temos uma política de museus sendo encaminhada com êxito, só no ano passado, investimos R$ 160 milhões no setor, quase oito vezes mais do que o investido em 2002. Neste ano, continuaremos a fortalecer o sistema de segurança dos museus brasileiros. Também concretizamos uma política forte e abrangente de valorização do patrimônio cultural imaterial no país.

Outro avanço que merece destaque é o Programa Cultura Viva. Em 2008, chegaremos a 2000 Pontos de Cultura no país. Apenas neste ano, investiremos R$104 milhões nesses Pontos. Esse é um número revelador, quando comparado com o nosso primeiro ano de gestão, pois o que investimos nessa ação equivale praticamente à metade do primeiro orçamento do MinC, em 2003.


Leia a entrevista .

2 comentários:

sereia do mar disse...

Boa Djinho, mais um bom artigo que trazes ao conhecimento nosso (os fans virtuais).

I nominate you Minister of my Culture, and why not Our Culture.

Keep up the good work.

Sara

Anónimo disse...

Muito bem Djinho, Adorei teres trazido para este espaço a entrevisda do sr. Ministro da Cultura Brasileira, com dados e informações de muito valor e que deveriam, penso eu, auxiliar o nosso Ministrério da Culrura, para algumas lições de gestão nessa área. Poderei apenas dizer que ficaria contente se alguém do ministério da cultura le-se esse artigo na totalidade, mas que tirasse do mesmo, algum proveito em proveito de todos nós.
Abraços
Houss