Facebook
O Son varia com a L´Atitude.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Recap my 2007!!!

Share:

sexta-feira, dezembro 28, 2007

151! Um post à arte...


"A arte é uma fonte de conhecimento, tal como a ciência, a filosofia, etc., e a grande luta empreendida pelo homem para ir ajustando a sua concepção da realidade - que é o que o enaltece e torna livre - não pode prosperar se se manipularem ideias que já foram concebidas e realizadas anteriormente.

As formas caducas não podem conduzir a ideias actuais. Se as formas não são capazes de ferir a sociedade que as recebe, de a irritarem, de a impelirem à meditação, de fazerem com que ela veja que está atrasada, se não estiverem em ruptura, então não são uma autêntica obra de arte".

Antoni Tapies - in a Prática da Arte, 1970

Share:

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Vote no CD que mais gostou!

Enquanto não vem a nossa gala para a celebração e prémios dos melhores do Ano, deixo ao lado uma recolha de informação de como a música de certos artistas da praça foi recebida. Apenas um sinal do público, claro!

Agradeço a votação. Para figurar da lista escolhi estes.

Kim Alves - Dança das Ilhas

Zeca Nha Reinalda - Na Caminhu

Tcheka - Longi

Mario Lucio - Badyo

Vadu - Dixi Rubera

Tó Alves - Oh Mae Mas

Nhonhó Hopffer - Nhara Santiago
Share:

sábado, dezembro 22, 2007

A todos...

Share:

terça-feira, dezembro 18, 2007

Temos Medo, Djinho!

Caro Djoy, este teu comment é um antêntico post. Obrigado por isso!

Temos Medo, Djinho!
Questão 1: “Onde estão os intelectuais, artistas, igrejas, políticos, estudantes, ONGs, empresários...o escritório dos Direitos Humanos, os defensores da onda cívica, e sobretudo as vítimas?”

Nós, os intelectuais, temos medo porque não nos fica bem participar em passeatas e depois correr o risco de não reunir patrocínio para o próximo livro ou o convite para moderar ou apresentar uma comunicação numa conferência de grande nível.

Nós, os artistas, não fomos à passeata por medo de sermos vistos no Telejornal e ficarmos de fora dos festivais, de convite para animar jantares e fecharmos algumas portas importantes para a produção do próximo CD.

Nós, os religiosos, não estivemos lá porque tivemos medo que os nossos fieis, pensando que agora resolvemos descambar para a política, rumassem para outras confissões.

Nós, os estudantes, temos medo do papá e da Mama, que não nos querem ver em actos que podem bater de frente com os seus respectivos chefes.

Nós, as ONGs, temos o receio de dar a cara nestes casos, pois podemos ser conotados com Partido A ou B, e isto pode significar menos capacidade de mobilização de recursos ....

Nós, os empresários, achamos por bem não aparecer na medida em que poderia pôr em causa importantes connections...

Nós, os políticos, tivemos receio em estragar a manifestação com a nossa presença, pois os adversários iriam dizer que o nosso partido estaria por detrás do acto.

Nós, as vítimas, tivemos medo de dar a cara, ainda com sinais de maltrato, e sermos motivo de chacota no trabalho, na rua....

Questão 2: “O crioulo indigna-se com o quê?”

Nós também temos medo de nos indignarmos, e ponto final!
Share:

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Raiz pa Raiz!














Raiz

Raiz
ben flan
na ki ladera di Santiagu
ki bu simia
nos tradiSon

Raiz
ben flan
kantu dixi
ki n´ten ki dixi
pa ntendi Nacia, Codé i Denti D´Oru

Raiz
ben flan
pamo ki n´ten ki
coba fundu
pa n´xinti
Son kenti di nos alma

Raiz
ben flan
pamo ki n´ten ki
coba fundu
coba fundu
pa n´tchiga na
spritu terra

ah!!! Raiz
leban ku bó
ah!!! Raiz
mostran caminhu
bó ê nha fé
di cada dia

Raiz
subi nen ke um dia só
ben mostran
mó ki ta fazedu Raiz

Raiz
Subi
leban ku bó
mostran caminhu
Subi
Raiz

Djinho Barbosa
(Tema pa Raiz di Polon)
Gravado por Zeca di Nha Reinalda no recente CD "Na Caminho"
Share:

Indignação!


Lançou-se um repto há dias para que todos manisfestassem a sua indignação e protesto contra a onda de violência que passeia por todo o lado. A ideia era de uma marcha.

Houve a concentração e até a marcha. Com pouco mais de 20 pessoas.
Decidiu-se sair da Pracinha até à Praça 12 de Setembro.

Houve ainda palavras de protesto e levantar de cartazes, inclusive o meu feito especialmente para o evento.

Fica a pergunta o porquê da não multidão e essas coisas.
Penso que sei a resposta, mas hoje deixo em vez disso uma pergunta.

O criolo indigna-se com o quê?

Onde estão os intelectuais, artistas, igrejas, politicos, estudantes, ongs, empresários...o escritório dos Direitos Humanos, os defensores da onda cívida, e sobretudo as vítimas?

Alguém vai dizer não sabiam. Tretas!

Kasu body geral!
Share:

segunda-feira, dezembro 10, 2007

RAP DI KASU-BODI!



Recebi este protesto do José Luis Tavares perante as denúncias de violencia na cidade.

Nha genti kel li é kusé?,
fladu é kasu-bodi
nhu rai na si pagodi
mondon na si xalé

Di noti dj'e bira lei
pa tudu kantu sidadi
ta kasa sen piadadi
sen vistu nen okei

Es trena la pa steiti
na stilu faruesti
madjadu ku kaseti
k'é kura k'es sta meste

Si kel li é molestra
dja lastra na txon di téra
nu dexa di palestra
nu arma nu ba géra

Matxadu ku pistola
fakon punhal nabadja
pa nu nxina kanadja
ba studa otu skola

Kô fika mô dongoli
aspradu dentu braku
ka bu da pa moli
mas fla-s ma bô é nhaku

Fladu ti pulísia
dja kanba baxu meza
sukuru ku malísia
dja bira morabeza

Dotoradus na krimi
ta dadu nobu skola
si es é bon pa filmi
nós é xou di bola

Direitus umanu
ka só pa tugs nau
tanbé é pa nhu beltranu
k'es dexa sen kakau

N ka juis pa N julga-s
nen santu pa N purdua-s
so N kré nha liberdadi
pa N anda na sidadi

Alvés pa bu ten pás
bu ten ki faze géra
nu ten ki ser kapás
di konbate-s un-séra

Iletra ku si apagon
sta djuda es mau ason
si N txoma-l kafuketa
é liberdadi pueta

Nu sende nós txabeta
nu bonbia nós korneta
nu manda-s da otu boita
ku lei ô ku raboita


JOSÉ LUIZ TAVARES

Share:

Um texto Kompiladu!


Bento Oliveira, gostou do clima que esteve à volta da sua exposição.

Mais do que isto, aproveitou para dar um giro, conhecer, falar com as gentes de cá.

No interior da ilha Bento respirou tipo um "regresso a Santo Antão", com gente simples e o clima das montanhas.

Esta estadia do artista deixa, para além da exposição, o texto que Abraão Vicente desenhou para apresentar a obra.

Son di Santiagu registou!

BENTO OLIVEIRA

“Entre o trabalho e o sonho”

Entre o trabalho e o sonho, mas também, entre a memória e o esquecimento, entre o momento e o movimento, entre Bento e a sua condição existencial de mediador. Mediador do não dito, mandatário da imanência das coisas e das estórias. Como persuadir os olhos que vêm que as linhas, as cores, as formas, a matéria no papel, do papel, no corpo da obra é apenas pretexto. Nunca linha, cor, forma, matéria, corpo, mas apenas subterfúgio, empréstimo do tempo à substância para que a obra seja coisa de se ver. Por fim, como dizer em poucas palavras que aqui se reinventa a natureza das coisas e que o mimetismo além de metáfora é linguagem.

A obra de Bento nasce de um exercício de síntese, de procura minuciosa de sentido nos signos, mas também o inverso: do signo nos sentidos. A economia de recursos em cada composição surge, não como escassez de presságios, mas sobretudo como predição de que a cada momento pictórico corresponderá um exacto estado místico encarnado por objectos, que claramente, se disfarçam de gente e dão sentido à narrativa.
Bento Oliveira, como artista cabo-verdiano é fiel ao imaginário, aos símbolos e à riqueza espiritual da sua cultura, remetendo declaradamente as coordenadas espaciais do seu âmago como ser para um espaço preciso: 15 17 N (Santo Antão). Por outro lado, como artista universal e contemporâneo, reinterpreta as noções de tempo e dialecto, negando a narração fechada dos factos, mitos, ícones e clichés rotulados como o “tipicamente cabo-verdiano”.

A obra de Bento é a mais recente afirmação da inovação nas artes plásticas cabo-verdianas que se atesta não na recusa da tradição, mas na sua definitiva renovação. A linguagem plástica de Bento estende-se da pintura e desenho à gravura, à escultura, à instalação e à performance, o que o torna um artista de características únicas dentro do panorama das artes plásticas cabo-verdianas.

“Entre o trabalho e o sonho”, é a primeira exposição individual de Bento de Oliveira na cidade da Praia, marcando por isso, o início de uma relação com um público novo, que espero, venha a ter a benesse de apreciar a consagração definitiva de Bento em todas as suas formas de expressão.

Abraão Vicente

Share:

sexta-feira, dezembro 07, 2007

ECO a Pedrabika!

Share:

Mais Ricardo, mais música!



Ricardo de Deus apresenta hoje, pelas 21 horas, no auditório do BCA, na Praia, o seu primeiro trabalho discográfico a solo, "Fragmentos".

A convite da Embaixada do Brasil em Cabo Verde, o pianista brasileiro faz-se acompanhar neste espectáculo por Kisó Oliveira (baixo), Raul "Hauss" Ribeiro (percussão) e Djinho Barbosa (violão).

A entrada é gratuita.
in asemana.cv
Share:

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Badiu! Uma nova Estética?


"Mais do que acomodar/acordar os meus gemidos silenciados, desejo a aura de dias orquestrados no meu corpo olvidado, onde habitam as gotículas em pó-badiu.
Neste meu corpo, a pasárgada sonhada em contos húmidos, repousam as marcas de breves dias passados com o amargo sabor do mel."
Share:

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Trás di Son a um Click!


Deixo ao lado, em Nha Son, alguns temas do CD Trás di Son em mp3.

Quando tiver um tempo pare para ouvir...
Share:

terça-feira, dezembro 04, 2007

A poesia de José Luis Tavares!


As irrevogáveis trevas

1.
Alguns ligeiros dias virão
o engano na voz dos homens
o bafo sombrio dos anunciados astros
semeando o anoitecer
nos acerados campos de setembro

homem despido de razões
a quem nem a subornável malícia
dos deuses consente o duvidoso consolo
de um maio sangrando às mãos da geada

até ao fim serás pequenina árvore
aí onde se desvanece o irrestrito pulsar
das manadas
como um vento que já não soubesse
por que montes acolher-se
quando absortos sinos anunciam
o amotinado repouso dos martelos

alguns ligeiros dias virão
às moradas onde o degredo é compassivo
e reverdece a caudalosa voz das antigas fúrias
razão desta vã arte
florescendo nos vastos campos da metrópole

vaticinado sucesso dos que se extraviaram
pelo pez dos séculos
e porfiam que o infindável garrote
da intempérie
é a inocente visitação do deus

uma morada só acharás
em fundo precipício
aí onde gratos emboloram
ossos e meteoros


2.
Como som para sempre extinto,
percute-te o sono a anfíbia música
da idade — desenho de sombras sob um
céu irreal onde o convulsivo eco
prediz o harmatão, seu coro de aflição.

Hás-de saber, no entanto,
que pela tarde destas mãos
espigam tributos matizados,
simples matéria de assombro
que a nora dos versos
polvilha de épicas fulgurações.

Real é dizer — anda o mar aqui
incrustado às minhas veias e as palavras
migram como aves que um aguarelista
pintasse à calota de um céu revolto.

Ao vê-las, no sépia disfarçado
em que os séculos uivam, juro
que uma rémora friável me infiltra
o coração que antes aqueci à pedra
onde tua boca, tuas coxas arrematei
num lance que hoje me escorra a orfandade.

Porém, nem sempre a sageza dos anos
nos ensina palavras com que suster o pranto,
porque o som que se extingue
no escuro da boca
é inumana infiel memória duma outra vida
tão para sempre ida

— vagamente, um piério rumor te rediz
do mundo a inconclusa trama; agora
resta-te apenas a litania indecisa
dos corpos caminho do engano,
mas nenhuma queixa, nenhum lamento,
que sempre foi o naufrágio ciência dos audazes.


3.
Quem te disse adeus quando a manhã
se incendiou para o lado das searas?
Mar ao fundo, pobre horizonte de turista,
agora que a borrasca interdita
o polimento da alma nas escadarias do passado

— fica o hálito, um rumor de véspera,
que não chega para acender no coração
o clarão da culpa, pois onde o látego
é consorte e o desterrado sonha
uma pátria improvável, não chegam
dos deuses o juízo e o preceito.

Quem pode, caminha até ao largo
onde o mundo arde em penas virtuais.
Mas tu não precisas de razões
para saber que nenhum cromado
polimento ilude a tua salitrada vocação
para a queda, desígnio que ombreia
com o tremendo rasgão do vento
desacoitando os óxidos embutidos à nascença.

Mesmo se tudo é cinza e passagem,
a ti, negro lázaro, que para uma segunda
morte hás-de nascer, oferto estes frutos
do fraco engenho, mudável reflexo
da vã alegria, fogo que ardesse
do princípio ao fim do mundo.




Da estrela à graça no eléctrico 28

Pelo findar do inverno ia eu nesse eléctrico,
por entre o marulho dos freios suaves turistas,
peregrino pedalando o diurno rosto da cidade,
não vi molero nem ofelinha — só o mulherio
esvoaçante da estrela ao bairro alto,
passos e ruas tão para sempre perdidos
ao vagar de março lustrando os poiais.

Depois, seguia ronceiro, modelo de dolência,
por essa graça súbita e distante,
por estreitas ruas que guardam o azul
temporão das manhãs de junho e o grave
semblante de quem, face ao rio, se despede
da breve primavera dos trabalhos.

Nuvens, telhados, quisera a vista estar
tão próxima desta intacta geometria, deste
tão consentido murmúrio sobre as graves
cabeças dos homens, projecto de aliança
que o vento estende sobre a secreta morada
dos mortos.

Desliza pelos dias noites de inverno,
feito nau de um distante passado,
navio do nosso futuro.
Vai sonâmbulo e vai subindo, da estrela
ao bairro alto, por entre choupos castelos
moiramas; vai de amarelo e ferrugem,
inquebrada seta pelo dealbar do dia,
caminho da graça, derradeira morada.




O rio quando antilira

O rio explode. Quando as mãos
dos anjos vêm varrer a névoa.
Ungido primeiro da tristeza,
escurece-lhe a voz
nas locas onde canta o pez.

Escuto-lhe os decibéis da ira
quando por uma tarde navegável
solta seu manancial de gritos:
já não é essa mansidão que ronronam
os líricos, mas um aguilhão
saltando às têmporas.

Mar e margem amparam o fragor
que leva o desalinho às vísceras.
Na máquina do poema
é lenta a combustão que devolve
o tejo ao afago que tantas metáforas
sussurrou aos zelosos funcionários da musa.

Não há, porém, métrica que cinja
a voz de um rio quando suspira nas entranhas
avivando um passado que é cisco na memória.


JOSÉ LUIS TAVARES é cabo-verdeano, nascido na ilha de Santiago. Seu primeiro livro, Paraíso Apagado por um Trovão, recebeu o Prêmio Mário António de Poesia 2004, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2005, seu segundo livro Agreste Matéria Mundo foi contemplado com o Prêmio Jorge Barbosa. Atualmente trabalha na tradução de poemas de Fernando Pessoa e Camões para o cabo-verdeano e reside em Portugal, onde estudou Literatura e Filosofia.


fonte: http://www.confrariadovento.com/revista/numero17/index.htm
Share:

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Ventu trazi Bentu!


Vai este post para saudar a estadia de Bento Oliveira, entre nós.

Este cidadão de desenvolvimento mais que médio, artista plástico fino, representa os outros ventos que sopram no arquipélago das artes em Cabo Verde.


Há uma grande ventania pelos lados de Sintanton!
Share:

Pesquisar neste blogue

Categories

Popular Posts

Blog Archive

Visitors

Copyright © O Son varia com a L´Atitude | Powered by Blogger
Design by SimpleWpThemes | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com | Distributed By Blogger Templates20