segunda-feira, dezembro 31, 2007

Recap my 2007!!!

sexta-feira, dezembro 28, 2007

151! Um post à arte...


"A arte é uma fonte de conhecimento, tal como a ciência, a filosofia, etc., e a grande luta empreendida pelo homem para ir ajustando a sua concepção da realidade - que é o que o enaltece e torna livre - não pode prosperar se se manipularem ideias que já foram concebidas e realizadas anteriormente.

As formas caducas não podem conduzir a ideias actuais. Se as formas não são capazes de ferir a sociedade que as recebe, de a irritarem, de a impelirem à meditação, de fazerem com que ela veja que está atrasada, se não estiverem em ruptura, então não são uma autêntica obra de arte".

Antoni Tapies - in a Prática da Arte, 1970

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Vote no CD que mais gostou!

Enquanto não vem a nossa gala para a celebração e prémios dos melhores do Ano, deixo ao lado uma recolha de informação de como a música de certos artistas da praça foi recebida. Apenas um sinal do público, claro!

Agradeço a votação. Para figurar da lista escolhi estes.

Kim Alves - Dança das Ilhas

Zeca Nha Reinalda - Na Caminhu

Tcheka - Longi

Mario Lucio - Badyo

Vadu - Dixi Rubera

Tó Alves - Oh Mae Mas

Nhonhó Hopffer - Nhara Santiago

sábado, dezembro 22, 2007

A todos...

terça-feira, dezembro 18, 2007

Temos Medo, Djinho!

Caro Djoy, este teu comment é um antêntico post. Obrigado por isso!

Temos Medo, Djinho!
Questão 1: “Onde estão os intelectuais, artistas, igrejas, políticos, estudantes, ONGs, empresários...o escritório dos Direitos Humanos, os defensores da onda cívica, e sobretudo as vítimas?”

Nós, os intelectuais, temos medo porque não nos fica bem participar em passeatas e depois correr o risco de não reunir patrocínio para o próximo livro ou o convite para moderar ou apresentar uma comunicação numa conferência de grande nível.

Nós, os artistas, não fomos à passeata por medo de sermos vistos no Telejornal e ficarmos de fora dos festivais, de convite para animar jantares e fecharmos algumas portas importantes para a produção do próximo CD.

Nós, os religiosos, não estivemos lá porque tivemos medo que os nossos fieis, pensando que agora resolvemos descambar para a política, rumassem para outras confissões.

Nós, os estudantes, temos medo do papá e da Mama, que não nos querem ver em actos que podem bater de frente com os seus respectivos chefes.

Nós, as ONGs, temos o receio de dar a cara nestes casos, pois podemos ser conotados com Partido A ou B, e isto pode significar menos capacidade de mobilização de recursos ....

Nós, os empresários, achamos por bem não aparecer na medida em que poderia pôr em causa importantes connections...

Nós, os políticos, tivemos receio em estragar a manifestação com a nossa presença, pois os adversários iriam dizer que o nosso partido estaria por detrás do acto.

Nós, as vítimas, tivemos medo de dar a cara, ainda com sinais de maltrato, e sermos motivo de chacota no trabalho, na rua....

Questão 2: “O crioulo indigna-se com o quê?”

Nós também temos medo de nos indignarmos, e ponto final!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Raiz pa Raiz!














Raiz

Raiz
ben flan
na ki ladera di Santiagu
ki bu simia
nos tradiSon

Raiz
ben flan
kantu dixi
ki n´ten ki dixi
pa ntendi Nacia, Codé i Denti D´Oru

Raiz
ben flan
pamo ki n´ten ki
coba fundu
pa n´xinti
Son kenti di nos alma

Raiz
ben flan
pamo ki n´ten ki
coba fundu
coba fundu
pa n´tchiga na
spritu terra

ah!!! Raiz
leban ku bó
ah!!! Raiz
mostran caminhu
bó ê nha fé
di cada dia

Raiz
subi nen ke um dia só
ben mostran
mó ki ta fazedu Raiz

Raiz
Subi
leban ku bó
mostran caminhu
Subi
Raiz

Djinho Barbosa
(Tema pa Raiz di Polon)
Gravado por Zeca di Nha Reinalda no recente CD "Na Caminho"

Indignação!


Lançou-se um repto há dias para que todos manisfestassem a sua indignação e protesto contra a onda de violência que passeia por todo o lado. A ideia era de uma marcha.

Houve a concentração e até a marcha. Com pouco mais de 20 pessoas.
Decidiu-se sair da Pracinha até à Praça 12 de Setembro.

Houve ainda palavras de protesto e levantar de cartazes, inclusive o meu feito especialmente para o evento.

Fica a pergunta o porquê da não multidão e essas coisas.
Penso que sei a resposta, mas hoje deixo em vez disso uma pergunta.

O criolo indigna-se com o quê?

Onde estão os intelectuais, artistas, igrejas, politicos, estudantes, ongs, empresários...o escritório dos Direitos Humanos, os defensores da onda cívida, e sobretudo as vítimas?

Alguém vai dizer não sabiam. Tretas!

Kasu body geral!

segunda-feira, dezembro 10, 2007

RAP DI KASU-BODI!



Recebi este protesto do José Luis Tavares perante as denúncias de violencia na cidade.

Nha genti kel li é kusé?,
fladu é kasu-bodi
nhu rai na si pagodi
mondon na si xalé

Di noti dj'e bira lei
pa tudu kantu sidadi
ta kasa sen piadadi
sen vistu nen okei

Es trena la pa steiti
na stilu faruesti
madjadu ku kaseti
k'é kura k'es sta meste

Si kel li é molestra
dja lastra na txon di téra
nu dexa di palestra
nu arma nu ba géra

Matxadu ku pistola
fakon punhal nabadja
pa nu nxina kanadja
ba studa otu skola

Kô fika mô dongoli
aspradu dentu braku
ka bu da pa moli
mas fla-s ma bô é nhaku

Fladu ti pulísia
dja kanba baxu meza
sukuru ku malísia
dja bira morabeza

Dotoradus na krimi
ta dadu nobu skola
si es é bon pa filmi
nós é xou di bola

Direitus umanu
ka só pa tugs nau
tanbé é pa nhu beltranu
k'es dexa sen kakau

N ka juis pa N julga-s
nen santu pa N purdua-s
so N kré nha liberdadi
pa N anda na sidadi

Alvés pa bu ten pás
bu ten ki faze géra
nu ten ki ser kapás
di konbate-s un-séra

Iletra ku si apagon
sta djuda es mau ason
si N txoma-l kafuketa
é liberdadi pueta

Nu sende nós txabeta
nu bonbia nós korneta
nu manda-s da otu boita
ku lei ô ku raboita


JOSÉ LUIZ TAVARES

Um texto Kompiladu!


Bento Oliveira, gostou do clima que esteve à volta da sua exposição.

Mais do que isto, aproveitou para dar um giro, conhecer, falar com as gentes de cá.

No interior da ilha Bento respirou tipo um "regresso a Santo Antão", com gente simples e o clima das montanhas.

Esta estadia do artista deixa, para além da exposição, o texto que Abraão Vicente desenhou para apresentar a obra.

Son di Santiagu registou!

BENTO OLIVEIRA

“Entre o trabalho e o sonho”

Entre o trabalho e o sonho, mas também, entre a memória e o esquecimento, entre o momento e o movimento, entre Bento e a sua condição existencial de mediador. Mediador do não dito, mandatário da imanência das coisas e das estórias. Como persuadir os olhos que vêm que as linhas, as cores, as formas, a matéria no papel, do papel, no corpo da obra é apenas pretexto. Nunca linha, cor, forma, matéria, corpo, mas apenas subterfúgio, empréstimo do tempo à substância para que a obra seja coisa de se ver. Por fim, como dizer em poucas palavras que aqui se reinventa a natureza das coisas e que o mimetismo além de metáfora é linguagem.

A obra de Bento nasce de um exercício de síntese, de procura minuciosa de sentido nos signos, mas também o inverso: do signo nos sentidos. A economia de recursos em cada composição surge, não como escassez de presságios, mas sobretudo como predição de que a cada momento pictórico corresponderá um exacto estado místico encarnado por objectos, que claramente, se disfarçam de gente e dão sentido à narrativa.
Bento Oliveira, como artista cabo-verdiano é fiel ao imaginário, aos símbolos e à riqueza espiritual da sua cultura, remetendo declaradamente as coordenadas espaciais do seu âmago como ser para um espaço preciso: 15 17 N (Santo Antão). Por outro lado, como artista universal e contemporâneo, reinterpreta as noções de tempo e dialecto, negando a narração fechada dos factos, mitos, ícones e clichés rotulados como o “tipicamente cabo-verdiano”.

A obra de Bento é a mais recente afirmação da inovação nas artes plásticas cabo-verdianas que se atesta não na recusa da tradição, mas na sua definitiva renovação. A linguagem plástica de Bento estende-se da pintura e desenho à gravura, à escultura, à instalação e à performance, o que o torna um artista de características únicas dentro do panorama das artes plásticas cabo-verdianas.

“Entre o trabalho e o sonho”, é a primeira exposição individual de Bento de Oliveira na cidade da Praia, marcando por isso, o início de uma relação com um público novo, que espero, venha a ter a benesse de apreciar a consagração definitiva de Bento em todas as suas formas de expressão.

Abraão Vicente

sexta-feira, dezembro 07, 2007

ECO a Pedrabika!


Mais Ricardo, mais música!



Ricardo de Deus apresenta hoje, pelas 21 horas, no auditório do BCA, na Praia, o seu primeiro trabalho discográfico a solo, "Fragmentos".

A convite da Embaixada do Brasil em Cabo Verde, o pianista brasileiro faz-se acompanhar neste espectáculo por Kisó Oliveira (baixo), Raul "Hauss" Ribeiro (percussão) e Djinho Barbosa (violão).

A entrada é gratuita.
in asemana.cv

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Badiu! Uma nova Estética?


"Mais do que acomodar/acordar os meus gemidos silenciados, desejo a aura de dias orquestrados no meu corpo olvidado, onde habitam as gotículas em pó-badiu.
Neste meu corpo, a pasárgada sonhada em contos húmidos, repousam as marcas de breves dias passados com o amargo sabor do mel."

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Trás di Son a um Click!


Deixo ao lado, em Nha Son, alguns temas do CD Trás di Son em mp3.

Quando tiver um tempo pare para ouvir...

terça-feira, dezembro 04, 2007

A poesia de José Luis Tavares!


As irrevogáveis trevas

1.
Alguns ligeiros dias virão
o engano na voz dos homens
o bafo sombrio dos anunciados astros
semeando o anoitecer
nos acerados campos de setembro

homem despido de razões
a quem nem a subornável malícia
dos deuses consente o duvidoso consolo
de um maio sangrando às mãos da geada

até ao fim serás pequenina árvore
aí onde se desvanece o irrestrito pulsar
das manadas
como um vento que já não soubesse
por que montes acolher-se
quando absortos sinos anunciam
o amotinado repouso dos martelos

alguns ligeiros dias virão
às moradas onde o degredo é compassivo
e reverdece a caudalosa voz das antigas fúrias
razão desta vã arte
florescendo nos vastos campos da metrópole

vaticinado sucesso dos que se extraviaram
pelo pez dos séculos
e porfiam que o infindável garrote
da intempérie
é a inocente visitação do deus

uma morada só acharás
em fundo precipício
aí onde gratos emboloram
ossos e meteoros


2.
Como som para sempre extinto,
percute-te o sono a anfíbia música
da idade — desenho de sombras sob um
céu irreal onde o convulsivo eco
prediz o harmatão, seu coro de aflição.

Hás-de saber, no entanto,
que pela tarde destas mãos
espigam tributos matizados,
simples matéria de assombro
que a nora dos versos
polvilha de épicas fulgurações.

Real é dizer — anda o mar aqui
incrustado às minhas veias e as palavras
migram como aves que um aguarelista
pintasse à calota de um céu revolto.

Ao vê-las, no sépia disfarçado
em que os séculos uivam, juro
que uma rémora friável me infiltra
o coração que antes aqueci à pedra
onde tua boca, tuas coxas arrematei
num lance que hoje me escorra a orfandade.

Porém, nem sempre a sageza dos anos
nos ensina palavras com que suster o pranto,
porque o som que se extingue
no escuro da boca
é inumana infiel memória duma outra vida
tão para sempre ida

— vagamente, um piério rumor te rediz
do mundo a inconclusa trama; agora
resta-te apenas a litania indecisa
dos corpos caminho do engano,
mas nenhuma queixa, nenhum lamento,
que sempre foi o naufrágio ciência dos audazes.


3.
Quem te disse adeus quando a manhã
se incendiou para o lado das searas?
Mar ao fundo, pobre horizonte de turista,
agora que a borrasca interdita
o polimento da alma nas escadarias do passado

— fica o hálito, um rumor de véspera,
que não chega para acender no coração
o clarão da culpa, pois onde o látego
é consorte e o desterrado sonha
uma pátria improvável, não chegam
dos deuses o juízo e o preceito.

Quem pode, caminha até ao largo
onde o mundo arde em penas virtuais.
Mas tu não precisas de razões
para saber que nenhum cromado
polimento ilude a tua salitrada vocação
para a queda, desígnio que ombreia
com o tremendo rasgão do vento
desacoitando os óxidos embutidos à nascença.

Mesmo se tudo é cinza e passagem,
a ti, negro lázaro, que para uma segunda
morte hás-de nascer, oferto estes frutos
do fraco engenho, mudável reflexo
da vã alegria, fogo que ardesse
do princípio ao fim do mundo.




Da estrela à graça no eléctrico 28

Pelo findar do inverno ia eu nesse eléctrico,
por entre o marulho dos freios suaves turistas,
peregrino pedalando o diurno rosto da cidade,
não vi molero nem ofelinha — só o mulherio
esvoaçante da estrela ao bairro alto,
passos e ruas tão para sempre perdidos
ao vagar de março lustrando os poiais.

Depois, seguia ronceiro, modelo de dolência,
por essa graça súbita e distante,
por estreitas ruas que guardam o azul
temporão das manhãs de junho e o grave
semblante de quem, face ao rio, se despede
da breve primavera dos trabalhos.

Nuvens, telhados, quisera a vista estar
tão próxima desta intacta geometria, deste
tão consentido murmúrio sobre as graves
cabeças dos homens, projecto de aliança
que o vento estende sobre a secreta morada
dos mortos.

Desliza pelos dias noites de inverno,
feito nau de um distante passado,
navio do nosso futuro.
Vai sonâmbulo e vai subindo, da estrela
ao bairro alto, por entre choupos castelos
moiramas; vai de amarelo e ferrugem,
inquebrada seta pelo dealbar do dia,
caminho da graça, derradeira morada.




O rio quando antilira

O rio explode. Quando as mãos
dos anjos vêm varrer a névoa.
Ungido primeiro da tristeza,
escurece-lhe a voz
nas locas onde canta o pez.

Escuto-lhe os decibéis da ira
quando por uma tarde navegável
solta seu manancial de gritos:
já não é essa mansidão que ronronam
os líricos, mas um aguilhão
saltando às têmporas.

Mar e margem amparam o fragor
que leva o desalinho às vísceras.
Na máquina do poema
é lenta a combustão que devolve
o tejo ao afago que tantas metáforas
sussurrou aos zelosos funcionários da musa.

Não há, porém, métrica que cinja
a voz de um rio quando suspira nas entranhas
avivando um passado que é cisco na memória.


JOSÉ LUIS TAVARES é cabo-verdeano, nascido na ilha de Santiago. Seu primeiro livro, Paraíso Apagado por um Trovão, recebeu o Prêmio Mário António de Poesia 2004, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2005, seu segundo livro Agreste Matéria Mundo foi contemplado com o Prêmio Jorge Barbosa. Atualmente trabalha na tradução de poemas de Fernando Pessoa e Camões para o cabo-verdeano e reside em Portugal, onde estudou Literatura e Filosofia.


fonte: http://www.confrariadovento.com/revista/numero17/index.htm

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Ventu trazi Bentu!


Vai este post para saudar a estadia de Bento Oliveira, entre nós.

Este cidadão de desenvolvimento mais que médio, artista plástico fino, representa os outros ventos que sopram no arquipélago das artes em Cabo Verde.


Há uma grande ventania pelos lados de Sintanton!

sexta-feira, novembro 30, 2007

Sim, Sou pela Paz!


Que a corrente pela Paz continue.

Dois Anos de Son!

Em Novembro de 2005 começava assim o Son di Santiagu. Pretendia dar um toque numa certa àgua.

Depois desse tempo, penso que vale a pena comemorar. Afinal não é sempre fácil manter a motivação e o interesse. Talvez sim há que se ter uma razão para se continuar a continuar.

Tem sido um esforço, pois a escrita é uma dor. Diz-se que para quem sabe já é uma tarefa penosa, imagine-se para quem não domina a técnica e nem tem aquele segredo que vem na noite.

Confesso que o Son di Santiagu também não fechou as portas graças à dinamica dos Blogs CV. Todos.
Muito do que escrevo são "inspirações" das visitas aos colegas do lado. Muitos deles sim têm aquela coisa do escrever bem e sobretudo têm um sentido para a sua escrita.
Fica dificil destacar todos, mas devo agradecer hoje, nesta celebração, o Filinto e Albatrozberdiano, A Guida e Os Momentos, O Abraão e Alamarginal, a Kamia e Sopafla, a Vera e Maktub, a Eileen e Soncent, a Matilde e Lantuna, o Mário e Tempo de Lobos, o Kizó e cvmultimerdia, o Paló e BlogdoPalo, o Tide e Pedrabika e muitos outros que compôem esta coluna nova das ideias em CV.

Se tiver que prometer alguma coisa, prometo continuar a procurar escrever poucas linhas sobre as coisas que me interessam e ler muito sobre o que todos escrevem e também de acordo com o interesse fazer o que eu chamo de ECO no Son di Santiagu.

Por fim, queria agradecer a todos que têm visitado este espaço.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Xintáda Technology!


Xintáda é a mais recente inovação do pessoal.
Trata-se, segundo dizem, de um encontro de amigos e pessoas próximas em casa de alguém para uma "sessão de conversa".

Os temas parecem ser tipo "vale tudo". Politica, Civismo, Sexo, Bairrismo, Relações a Dois, Oportunidades, Desemprego, Música, Universidade, Informação e Conhecimento, Globalização, Blogs, TACV, Telecom, Electra, Vinhos, Vida de Cada Um, A Ultima fofoca e até "non sense".

Parece ser uma forma de se escapar à falta de luz na cidade, à sua derivada "KASSU BODY", à falta de espaços convidativos e inovadores, à falta de glamour, de bom gosto e de Arte.

Estes "pequenos clubes" procuram de certa forma uma alternativa ao que é tão fundamental como o convivio social, mas claro, com um toque mais "Chic Privé".

Espero que esta fase de Xintáda seja uma xintadinha apenas, para entrarmos tão cedo quando possivel numa outra talvez de maior consequência, que são xintádas mais amplas, aonde se pôem na mesa todas questões sérias às quais, caboverdianamente, se tem feito um autêntico Overlook.

Dicas à Cultura!


A Cultura é também hoje em dia informação e sobretudo o acesso ao conhecimento.

A compilação e a divulgação da informação cultural local, nacional e global constituem eixos de intervenção dominantes em todas as sociedades.


Incomoda-me muito o facto de aqui nas Ilhas, em termos institucionais, o Governo, o Ministério da Cultura, Associações Culturais e outros não se preocuparem em nada com a criação da necessária interface de comunicação com o meio cultural involvente ou ainda com aqueles que no dia procuram a informação sobre a cultura em seus vários segmentos.

Pensemos nos estrangeiros, turistas, aqueles que estão a acreditar que na Terra da Cesária, do Bana, do Paulino, do Tito, da Mayra, do Tcheka, transborda o mel cultura (eventos, informação etc).

Há tanta coisa que poderia ser feita. Se dermos uma volta na internet e repararmos no que está sendo feito por aí, a inspiração devia ser instantanea.

Em termos de dicas para os nossos "burocratas da cultura" deixo o seguinte para a tal inspiração.









e um sem fim de exemplos disponiveis.

De acordo com o nosso Waldemar da TVEC, a questão e "correr atrás".


segunda-feira, novembro 26, 2007

Vasco - Um músico para outros Ventos e Outras Rotas!


Na Sexta passada assisti ao concerto do Vasco Martins no Centro Cultural Português.
Tenho uma admiração por este músico criolo, que há muito vive a música profundamente.
A música aos dedos de Vasco ganha outros sentidos e é trazida por ventos de outra órbita.
Neste concerto, o músico deu-nos a oportunidade de entrar no seu mais privado mundo e sentir com ele a ventania que segundo ele é terrivel lá pelos lados de Calhau aonde mora em São Vicente.
A última do Vasco é que as suas sinfonias foram gravadas pela Orquestra Sinfónica da Républica Checa. O disco já saiu e merece uma audição.

O post da Eillen é NORMAL?


A Eillen fez este post, que para registar transcrevo.

"Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Em Badio é que nos entendemos?
Fui até à Praia esta semana e foi com surpresa que me dei conta de que a assistente de bordo nos dava as boas vindas em Badio, para depois se nos dirigir em Português, Francês e Inglês.


No final da viagem, perguntei a uma das assistentes acerca desta novidade e ela disse-me que vai ser introduzida em todos os voos da companhia, até Janeiro.


E perguntei logo: mas vai ser dita em Badio?

E ela:- Eu já lhe disse que não sei dizer isso em badio, quando for a minha vez, direi em crioulo de São Vicente. O pior é um colega meu, que é "di fora". Quando ele fala, ninguém percebe.-


Pois, imaginei......Isto assim é complicado...

E levantou outra questão:-

Mas porquê?- Porque há muita gente que não percebe o Português....


Eu até acho o Badio uma língua bonita, viva, mas que não a percebo toda, lá isso não. E sei que há muita gente no mesmo bote. Barco. Navio. Que é que pensas disto? "


Pessoalmente chamou-me atenção o espanto da Eillen nesta viagem até este Pais que se fala uma lingua de nome Badiu.
Que eu saiba, aqui falamos uma coisa chamada CRIOLO.
Deixo em destaque os pontos que penso merecem uma "discourse analysis".


Por essas e por outras, acho que o disco do Badiu Mario Lucio, de nome Badyo, pode trazer contribuições válidas.

É a criação do elemento estético associado ao Badio, contrapondo àquele lado pejorativo e negativo que ainda impera.


Isto vai levar tempo mesmo assim.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Cize também trouxe a Parceria Especial!



Muita gente batalhou para a Parceria Especial.
Mas muitos acessos foram conseguidos porque o nome da Cesária e da música de Cabo Verde falou bem alto.

Conta-se por exemplo que um determinado encontro foi conseguido porque este tal Director de uma comissão tinha assistido com a mulher a um concerto da Cesária Evorá e ficaram encantados com as nossas ilhas.

Enfim, é o peso da Cesária e da música!

Parceria Especial!


Que a Parceria Especial não seja definitivamente uma melhoria de relações com Lisboa, que parece ter sido a capital que muito corredor fez.

A Europa significa ainda muitas outras capitais que sequer chegamos. Sobretudo as do norte.

Que esta parceria seja um alargar geral de horizontes e de oportunidades para políticos, homens de negócio e para o todo o Cabo verdiano.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Mário Lúcio - Novu CD


Badyo

Este é o nome por que é conhecido hoje o habitante de Santiago, a primeira ilha a ser habitada no Arquipélago de Cabo Verde. Mas, Vadio era todo o negro que recusava a condição de escravo; e, livre, não reconhecia o controlo das instituições sociais dominantes. Ele é o Mandinga, o Mandjaco, o Pepel, o Bantu, o Congo, o Fula, o Yoruba, o Wolof vindos de Africa como escravos e que, entre outras plantações, semearam o gérmen dos nossos ritmos: Batuko, Tabanka, Funaná, Coladera, Colá, Morna, etc. Badyo é o ancestral do Homo Criolo. Não só nos trouxe ao mundo, como também ao mundo nos levou: para América do Norte, Antilhas, América Central, Brasil, Argentina, Europa, espalhando e assimilando novos ritmos além-mar, toques e tiques que um dia voltariam em instrumentos como o Bandonéon, o Cavaquinho, a Guitarra, o Piano, a Harmónica. Badyo é o homem da rota dos escravos e a sua música, a primeira música mestiça do Planeta, a música síntese do maior encontro de culturas da história. É esta mestiçagem universal que me seduz, que eu busco e proponho na reminiscência dos sons que vieram, dos que foram, e dos que regressaram. Pois, foi aqui em Santiago de Cabo Verde que as músicas dos povos e das etnias africanas (que nunca antes tocaram juntas) viraram a música africana que anunciou a música americana que tocou a música europeia que conhecerá a música do mundo que é a música de Cabo Verde, que é mais antiga do que se pensa e mais moderna do que parece.

Mário Lúcio
........................................
Texto de MIA COUTO

O que faz Cabo verde surgir como um centro de produção de música de reconhecida qualidade? Para uns a resposta é simples: trata-se de uma ilha e as ilhas, todas elas, são espaços de criatividade musical. Como se a música fosse uma ponte para vencer a insularidade, um apelo contra a solidão secular, uma reza para vencer distâncias e esquecimentos.
Para outros a resposta não está na geografia mas na alma mestiça, na aptidão histórica dos territórios insulares para receberem e misturarem influências. A existência do ilhéu está sentada na praia, vendo quem chega e quem parte, repartida entre a raiz eterna e a permanente despedida.
Quem está condenado a rezar, tem o canto por destino: essa seria uma outra tentativa de explicação dessa aptidão musical de uma das mais jovens nações africanas.
Não creio que estas coisas necessitem de explicação. Hoje, a música confere visibilidade a um país africano. Ter a arte como rosto, num continente que apenas é notícia pela desgraça, é uma condição rara e privilegiada.
Mas este privilégio tem um senão. O mesmo sistema que ajudou a projectar Cabo verde no mundo pode acabar por diluir aquilo que é profundamente original e diverso na música caboverdiana. Noutras palavras, o sucesso internacional da música de Cabo Verde é hoje o seu maior obstáculo. O desafio é simples e perverso: espera-se que essa arte seja fiel a si mesma e facilmente reconhecível mas é essa mesma simplificação que acabará por a derrotar e banalizar. Espera-se, assim, que a música caboverdiana se supere, se coloque em causa e invente, em si mesma, outras caboverdianidades.
Mario Lucio sabe deste repto e escolheu, desde há muito, acender outros caminhos, dar sonoridade a outras tradições que, sendo verdadeiras, são assumidamente reinventadas. O seu percurso com o grupo Simentera confirma essa preocupação de permanente renovação e ousadia. Neste álbum ele fez da reinvenção da tradição uma arma que impede que o património musical de Cabo verde seja folclorizado como “música do mundo” ou arrisque a ser moda passageira ou objecto de valor etnográfico.
Eis um outro Cabo verde, um outro Mario Lucio que não é apenas um filho da ilha. Eis um disco que se espera e que surpreende e que nos faz a nós sermos ilhéus e barcos vencendo o mar.

Mia Couto
(escritor moçambicano)
..........................
Ficha Técnica :
Todas as letras e músicas são originais de Mario Lucio.
Arranjos e Concepção: Mario Lucio
Músicos: Mário Lúcio: Vozes, Guitarras, Baixo, Cavaquinho, Laúde, Viola 10 cordas, Harmónica, Cimboa, percussão, acordeão diatónico.
Stéphane Perruchet:: Percussão:
Chico Serra: Piano
Duka: Piano
Lela Violão: Violão
Mariza Mercadet (Argentina): Bandonéon
Thierry Fanfant (Guadalupe): Baixo e contrabaixo.
Aly Keita (Costa de Marfim/Mali): Balafon
Houss: Percussão e bateria:
Jorge “Pimpa” Martins: Bateria
Zé di Tchutcha: Gaita
Xinha: Ferro
Perry: Percussão
Grupo Batucaderas de Monteagarro
Grupo Pra Sambá
Grupo Shukayaya

Gravado no Estúdio “Nas Nuvens”, Achada Mato, Praia, Cabo Verde, em Março 2007
Engº Som: Stéphane Caisson

sexta-feira, novembro 09, 2007

Blogs - Da Caps bó ê Anónimo? bu móvel ê...pan fla?

"meu caro,

blog ê importante, maê ca más di qui um meio di pessoas expressa ses opinion.logo valor qui ê tem ê isso mesmo, mero opinion pessoal.vantagem de blog, como meio de expressa opinion (pessoal), ê simplicidade de acesso a el (opinion) pa parte de outrem.

tanto ê qui dono ê livre de aceita ou não comentários qui ta bai contra se filosofia, moldaldo por isso opinions qui ta sta disponível portanto, ca nu emociona tcheu nem tenta cre impõe blog como meio fidedigno de conceitos"

Da caps
.............

Hello DA CAPS nta prometi tenta ntendi kuzé ki bu kis fla ku ês OPINION di bó.
Às vezes DA PALPITI ê també um tarefa dificil, bu sabi :) !!!

A Semana (Re) Conhece os Blogs made in CV!


Acabo de ver o texto da Chissana sobre os blogs CV no Asemana papel. Senão me engano o primeiro do género na nossa imprensa.

Para mim este artigo tem um valor importante. Significa o inicio de um reconhecimento da imprensa "séria" a um grupo largo de pessoas que escrevem coisas diversas e que muitas vezes são noticias. Pode ainda significar o inicio de uma forma de relacionamento caracterizada por um elemento importante que os blogs trazem que é a diversidade, a flexibilidade e sobretudo a dinâmica dos chamados "posts".´


É que um post, pode ser um verdadeiro breaking news para o jornal ou para a TV a meu ver.

Claro, para isto há que reconhecer primeiro a existencia e também a qualidade da informação produzida. Para se perceber isto é só dar uma vista de olhos nos blogs odiaquepassa.blogspot.com da Margarida Fontes, albatrozberdiano.blogspot.com do Filinto ou ainda alamarginal.blogspot.com do Abrãao Vicente, que por sinal senão me engano, não foram mencionados no texto.

A Chissana, Kamia de sopafla.blogspot.com, deu um ponta pé de saida com este artigo que acredito será um marco definitivo neste assunto. Talvez por ser ela mesma das blogueiras mais antigas da comunidade.
Parabéns pela iniciativa.


Deixo aqui, um comentário que encontrei na net há dias.
"Whether or not anyone reads your blog is not the primary goal, but if you do it well, and if you do it often - and if you do it well, and often, for long enough - you can build a reputation, and surprising things can happen: freelance work can come to you; you can be contacted by a journalist looking for ‘expert’ opinion; or, best of all, you’ll be at that interview, and the editor turns to you and says: “I’ve read your blog. It’s very good.”

quarta-feira, novembro 07, 2007

Aquecimento Global - Duas Interpretações!


















segunda-feira, novembro 05, 2007

Procurando um post para Pantera!


"Se estivesse vivo, teria completado ontem (2 Nov) a bonita idade de 40 anos.
Pois é, nasceu no Dia de Todos os Santos e morreu com a idade de Cristo, numa Quinta Feira, que era o seu dia no Quintal da Música.
Coisas curiosas ligadas a este artista super especial."

Recuperason Faxi pa Zeca Nha Reinalda!


Falei hoje com o Zezé di Nha Reinalda e deixou-me saber que o irmão Zeca foi operado no Sábado à noite.
Segundo ele a intervenção correu bem e Zeca continua em observação médica.
Más um bez recuperason faxi pa Zeca
..............//....................
Sex-02-Nov
Caro Zeca, soube há pouco que estás internado no hospital da Praia.
Espero e todos os teus amigos esperam a tua rápida recuperação.
Um abraço!

sexta-feira, novembro 02, 2007

Baluka vs Caetano!


Li o poema do Baluka (asemana de 02-11-2007) e diz: " Sentir-te minha Esta Cidade exaspera-me, por senti-la minha Por esperar dela outros destinos. Será das gentes? Ou será o meu querer, que ultrapassa as fronteiras do que ela me pode dar. Porque são assim as gentes? Nunca conformadas com o que têm E em contínua busca, no além do que podem ser."


e lembrei-me de...











SAMPA do mano Caetano.

"Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João
é que quando eu cheguei por aqui
eu nada entendida dura poesia concreta de tuas esquinas
da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João..."

Miss Cabo Verde e Dia de Todos os Santos!


Ontem era dia santo. Às tantas da noite fui visitado e uma voz à Mayra Andrade disse:
"Não entendi, Miss mesmo tem que ser bonita. Na terra, no céu em toda a parte...
Os deuses me mandaram para pedir que se mude a foto da moça do outdoor.
Já!!!"

terça-feira, outubro 30, 2007

Hello Tcheka - Em vez de Lonji, Nu Kodji...


Caro Tcheka,


0. Antes de mais aquele abraço. Espero que estejas bem e pronto para ouvires as reacções sobre Lonji.


1. Para mim o melhor tema do disco é Fla Mantenha.


2. Não pude perceber a ideia da ausência do Baixo em todo o Disco. Por acaso esta ideia até que funcionou em dois ou três temas. Generalizar para a totalidade do CD me pareceu até amordaçar o teu próprio "groove".

3. Fiquei com a sensação de que aconteceu alguma opção esquisita com a originalidade e capacidade de "sair" do Hernani. Foi também opção da produção? Senti imensa falta do Hernani e do seu rasgo de guitarra a completar e recriar a tua.
É que fica dificil aceitar ligeiros floreados de guitarra do Hernani...

4. Sinceramente tinha uma enorme expectativa sobre o delta que o Lenine podia trazer ao teu som. As vozes estão a quem do que se podia fazer e mesmo os instrumentos escolhidos para improviso ficaram tímidos para a qualidade de músicos que de certeza Lenine tem à mão.

5. Para não ser longo Tcheka, senti falta de um outro som. Estive a matutar a noite toda para procurar perceber. Estou a ser sincero em dizer que senti falta do Hernani, do Angelo, do Kisó e Houss. E de ti por cima desta base. Acabei de saber que o Hernani já não faz parte da tua Banda. Triste!


6. Este CD poderia muito bem ser uma oportunidade. Estes ditos "jovens músicos" criaram contigo a fórmula do sucesso "ARGUI" e "NU MONDA".
Lonji poderia ser um "NU KODJI"... uma experiência já mais madura que em condições de melhor produção e sobretudo de relações diferentes com os músicos permitisse a tua música atingir uma outra escala.
Mas como sei muito bem, tudo isso são opções e decisões que se tomam.

Sucesso Sempre e força.

Djinho Barbosa

segunda-feira, outubro 29, 2007

A História de CV a um click!



Este é um dos projectos cujo resultado merece uma divulgação intensa e obrigatória.

Todo o livro pode ser consultado on line através do Fundação Portugal - Africa e Universidade de Aveiro.

Son di Santiagu fez a sua parte. Consulte e ajude a divulgar.

A Ciência de Casimiro!


"Volto a reafirmar o decisivo: na obra de Amílcar não há uma única linha a defender o Estado de Direito, as liberdades fundamentais e a primazia da dignidade humana.
Espero que o José Luís Hopffer consiga provar o contrário, sem evasivas e conversa fiada. A grande questão, por outras palavras, é esta: o Estado de Direito não é um envelope de discursos e liturgia piedosa. "

O Mercado!


"Do Mindelo, pois claro.
Limpo, asseado, um exemplo a ser seguido pelos utentes, vendedeiras e pelas Câmaras Municipais que mantêm os seus mercados em péssimas condições de higiene (o Mercado da Praia é disso exemplo). "

Fonte: Expresso das Ilhas
Pago ao jornalista uma semana de compra no mercado de São Vicente, se ele tiver a coragem de dizer (para além do facto) porque é que o mercado é limpo.
Exerça também a tal pedagogia que está muito na moda!

sexta-feira, outubro 26, 2007

Se o preço da gasolina continuar a subir!!!



Por favor, click na imagem :) .

quarta-feira, outubro 24, 2007

Alia e Kintal fazem homenagem à Musica!

Já são 40 fotografias penduradas ao som do Kintal da Música.

Parece ser uma forma teimosa de continuar a dizer que sim, existiram e existem músicos também deste lado. Visitem o espaço para além do bom restaurante e das boas noites de música ao vivo.
Dá uma ideia da história e do percurso da música de santiago e nacional.














segunda-feira, outubro 22, 2007

Poesia e Mérito!


Saiba mais em albatrozberdiano.

quinta-feira, outubro 11, 2007

CV Blogs Ranking



Hello blogsfera CV.

Estamos integrados num ranking de blogs.

Deêm uma vista de olhos.

Parabéns Margarida Fontes, pelo excelente "Os Momentos", até há poucos estavas entre os 20 top.

segunda-feira, outubro 08, 2007

A Barragem de Poilão e The Day After!



O chineses já fizeream a sua parte.

E a nossa? Criar condições mínimas naquele espaço é uma obrigação que se impôe.

O acesso é ainda quase proibido, não se pode ficar mais do que uma hora porque não conseguimos sequer criar sombra.

No capitulo da limpeza é que a barragem não convidada mesmo. Há lixo na àgua, nas margens, "geral".

Ou será que manter e criar vida pós construção é também da responsabilidade dos chineses?

sexta-feira, outubro 05, 2007

Eco a Manu Pretu!


Caro Manu, tive o previlégio de também assistir ao teu ensaio/performance de D. Quixote há dias.

Fiquei a saber das velas depois de ter saido.
Deixo o eco feito pelo Abraão para registar aqui no Son di Santiagu mais esta sintonia pela arte e pelo trabalho que fazes.

Estás convidado para o concerto de logo à noite.

Um concerto para maiores de 40 anos!



Teté Alhinho vai estar hoje no auditório do BCA pelas 21h cantando temas para maiores de 40.
O controle dos BI´s será rigoroso à entrada exactamente para garantir o público que se pretende.

Mesmo assim eu convidava todo o pessoal de 20. É que a música é também uma ponte entre gerações.

Teté vai estar acompanhada por, Ricardo de Deus (Piano), Raul "Houss" (Bateria), Djinho Barbosa (Violão) e Kim Alves (Baixo).

terça-feira, outubro 02, 2007

Cidade Velha - Património para Quem?


Não que eu seja pé frio e queira chumbar a candidatura do berço da nação crioula a património mundial.

Acredito sériamente que não vale a pena sermos empurrados pelos outros para passarmos no exame.
Património Mundial devia significar antes património nacional. De São Antão à Brava, todos os caboverdeanos devem fazer a prova global Cidade Velha no sentido de conhecerem e perceberem o valor deste património.

Enquanto não houver uma certa forma de "perigrinação nacional" aos locais, uma necessidade de reencontro com a nossa história nos becos deste passado criolo, o caboverdeano continuará a ser coxo, manco mesmo.
Na equação da falada identidade há de faltar variáveis fundamentais.

Pessoalmente, sinto que não temos uma corrente nacional à volta do projecto. E muito menos uma paixão louca por este "dossier".
Quando é assim fica dificil convencer aqueles cujo papel é ficarem convencidos do nosso "case".

Assim sendo, que Deus nos abençoe nesta candidatura.
Foto: asemana

sexta-feira, setembro 28, 2007

Curso de Empreendedorismo!


Enquanto o governo de Cabo Verde não descobre a formula para efectivamente agir com programas concretos para passarmos todos a empreendedores e homens de negócio, a solução parece estar a correr já solta pelos lados do PAIOL DOS COQUEIROS perto do mercado do PAIOL. No TEMPLO MAIOR.

O marketing do curso é letal. O curso é baseado na técnica do Rei Salomão, que segundo o pastor é o rico dos ricos. De ontem, de hoje e de sempre por utilizar os ensinamentos de Deus para se enriquecer. A disciplina central é uma tal reunião de CONQUISTAS FINANCEIRAS. Um verdadeiro “case study”, em que o pastor passa os ensinamentos do Rei Salomão e o cidadão faz o seu depoimento sobre como a sua vida mudou.

Aliás, esta autêntica universidade “livre”, que é o TEMPLO MAIOR tem dado um show em matéria de cursos. Há o “Dia de Ouro”, o “Banho do Óleo Sagrado”, “Terapia da Família”, “Ajuda Espiritual” e outros.

Veja mais em http://www.templomaior.cv/.

Enfim, um verdadeiro caso de cultura e de policia!

quinta-feira, setembro 27, 2007

Tra Rabu Tra!


Surge a mais recente "inovação" musical em Cabo Verde, mais precisamente segundo parece na zona de Ponta d´Agu.
O nome deste estilo é Tra Rabu e o hit de mesmo nome (Tra Rabu Tra) que abunda nas FMs locais tem tocado de manhâ à noite. Qual quê, 24 sobre 24.

A pesquisa da malta que criou a obra parece ter ficado entre Batida, Zouk, KuDuro, Deka e outros.

What a fusion!
Há gosto para tudo. Eu tenho procurado desviar o ouvido do Tra Rabu mesmo com o bombardeio.

Coragem vs Atitude!



Admiro a coragem e atitude dos monges da Birmania.
Estão a morrer para terem luz.

Será que nós aqui não brigamos este bem fundamental por não sermos todos monges budistas?

terça-feira, setembro 25, 2007

Definição da Luz!


"A luz na forma como a conhecemos é uma gama de comprimentos de onda a que o olho humano é sensível. Trata-se de uma radiação electromagnética pulsante ou num sentido mais geral, qualquer radiação electromagnética que se situa entre as radiações infravermelhas e as radiações ultravioletas. As três grandezas físicas básicas da luz (e de toda a radiação electromagnética) são: brilho (ou amplitude), cor (ou frequência), e polarização (ou ângulo de vibração). Devido à dualidade onda-partícula, a luz exibe simultaneamente propriedades de ondas e partículas.

Um raio de luz é a representação da trajetória da luz em determinado espaço, e sua representação indica de onde a luz sai (fonte) e para onde ela se dirige. O conceito de raio de luz foi introduzido por Alhazen. Propagando-se em meio homogêneo, a luz sempre percorre trajetórias retilíneas; somente em meios não-homogêneos é que a luz pode descrever "curva".

Em sentido figurado significa esclarecer ou fazer algo compreensível. "

Fonte: Wikipedia

Estou sem luz para perceber mais este apagão.

Sagrado Feminino!


Ao que parece há um complôt feminino para por as actividades culturais nos eixos aqui na capital.
A nova embaixadora do Brasil vêm com contentores de ordens e vontade para "fazer coisas" e criar um Centro de Estudos Brasileiros. Por outro lado, a nova directora do Centro Cultural Francês, que por sinal vem de São Paulo - Brasil, vem dar uma mãozinha cultural à nossa tapadinha.

Que a Electra ajude às duas, pois garra para fazer acredito que trazem.

Mando à Merda!


"Mensagens de desespero "solando" pela guitarra imobilizada...
Mando à merda e tudo o que restar é a minha música, o meu coração cheio de esperanças loucas".

Eileenistico, extracto conto página 119.


Hello Eileen, este é o meu conto.
Li-o na tua Soncent num fim de semana destes.
Perguntei por ti mas naquele bairro não conheciam a morada da criola que virou "nome de livro".
Queria deixar-te um Trás di Son para também passares a conhecer os meus desesperos com música.

Fica para a próxima.
Boa estadia pelo norte acima, que por aqui na Capital - Praia de Cabo Verde a sul vamos sem luz e talvez sem vontade dela.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Jovem com outro J!



Um jovem com uma atitude para além de ilheu!
Há vários anos atrás o meu irmão Cheto falou-me do Waldir de uma forma que me deixou impressionado. “O Waldir é um cientista”.

Tive a oportunidade de o conhecer ainda garoto. Depois foi estudar e nunca mais o vi. Tenho acompanhado de certa forma os textos que o Waldir escreve no Artiletra.

Também mantém na Internet várias janelas, entre as quais um espaço aonde publica os seus textos. Tenho uma admiração por este caboverdiano do Sal que vive a inquietude dos dias através de um pensar inteligente sobre problemas de vária ordem.

O Waldir marca uma diferença enorme dentro deste partido chamado “Jovem”. Se quiserem saber porquê dêem uma vista de olhos no que ele tem escrito.

Jovem com outro J!


Um jovem com uma atitude para além de ilheu!
Há vários anos atrás o meu irmão Cheto falou-me do Waldir de uma forma que me deixou impressionado. “O Waldir é um cientista”.

Tive a oportunidade de o conhecer ainda garoto. Depois foi estudar e nunca mais o vi. Tenho acompanhado de certa forma os textos que o Waldir escreve no Artiletra.

Também mantém na Internet várias janelas, entre as quais um espaço aonde publica os seus textos. Tenho uma admiração por este caboverdiano do Sal que vive a inquietude dos dias através de um pensar inteligente sobre problemas de vária ordem.
O Waldir marca uma diferença enorme dentro deste partido chamado “Jovem”. Se quiserem saber porquê dêem uma vista de olhos no que ele tem escrito.