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O Son varia com a L´Atitude.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Mais Santiago...e só!


Queria tanto poder dizer alguma coisa sobre o Fórum Mais Santiago.
Obrigado Filinto pelo texto que já diz tudo.

"Ajudei a organizar um Fórum. Falava-se ali sobre o Desenvolvimento Regional da Ilha de Santiago. Era uma coisa generosa, inclusiva e aberta. Era mais Cabo Verde. Tão diferente do sentido hegemónico de certos desacertos, que, ao longo dos anos, nos têm imposto elitezinhas levianas, desesperadas e bairristas. Tão à margem das conspirações regionalistas, e seus lobbies assombrosos, que desviam mundos e fundos para que não se desencravem os moradores de Santiago nos seus rincões e cutelos, achadas e fajãs, nossas leiras de terra enfim, sonho incisivo e visionário do poeta António Nunes. O Fórum de todos os cidadãos ciosos desta ilha maior e matricial, onde nasceu e tomou corpo a aventura crioula. Santiago, meu santo de todas as sementeiras, aqui me encontro. Estamos aqui. Por Cabo Verde…"

Por Filinto Silva em albatrozberdiano.blogspot.com
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Mais Fragmentos!


No ´próximo dia 20, Quarta Feira, Ricardo de Deus apresenta, mais uma vez, o seu novo trabalho "Fragmentos" ao público Praiense no Centro Cultural Francês, às 21.30h.

Contamos com a presença de todos.
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terça-feira, dezembro 19, 2006

A Linguagem do Ver em Exposição


«A Linguagem do Ver» é uma mostra fotográfica de Hélder Paz Monteiro que estará patente ao público a partir desta segunda-feira 18, pelas 18h15 horas, e até 23 de Dezembro, na Reitoria da Universidade de Cabo Verde.

Ver mais em asemana
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terça-feira, dezembro 12, 2006

100 Palavras...e um gráfico!


No último Casa da Cultura, o Vicente disse umas boas sobre o “estado da arte” da Cultura em Cabo Verde, claro apontando por exemplo o quinhão que esta “pasta” (uma carteira minguada) vai receber do Orçamento Geral do Estado para 2007.

È curioso e vale a pena deixar aqui registado, para aqueles que foram “fintados”, a repetição do programa que normalmente acontece aos Sábados, levou ao ar um outro “Nta Mora Li” que não o da Quarta anterior.

Estas coisas criam-nos alguns grandes macacos e questões mil vêm à cabeça.
Será que houve...?

Numa altura em que toda a comunicação social junta-se para em acto solene pensar o “momento de viragem” é de se perguntar que tipo de viragem é por exemplo esta que aconteceu com o programa que não chegou a sair.

De qualquer forma fica aqui em imagem o que foi dito.
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Frase!


Caro Mito,
agradeço o tempo que tens arranjado para mandar as mantenhas de Lisboa e apareceres sempre no espaço do Son.
Há dias li a tua entrevista e achei de extrema inteligência esta tua frase que te peço para "soltar" também a partir deste cutelo.

"Todo o meu trabalho é uma busca incessante da espiritualidade caboverdiana , sem no entanto recorrer ao cromo postal ou ao zouk visual”.

Mito

Entrevista por Margarida Fontes
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sexta-feira, dezembro 08, 2006

Manel Clarinete - Uma Homenagem! (2)


O corêto perdeu o seu inquilino maior.
Não sei olhar a "gurita", sem me lembrar dele.
Paz à alma do Sr. Manuel Clarinete.


Por Mito Elias
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quinta-feira, dezembro 07, 2006

Manel Clarinete - Uma Homenagem!

Son di Santiagu pede permissão à Glaucia para utilizar o texto publicado no Paralelo 14.
Gostaria de pelo menos prestar uma homenagem a este cidadão que foi um professor de música de vários musicos.
Que a sua alma descanse em paz.

.........
As bandas de música (X) - Manuel Clarinete

Domingo, 17 abril 2005
Na última crónica falámos de instrumentistas para quem as bandas municipais foram um pontapé de saída para carreiras em que vieram a se destacar longe delas. Desta vez, e a concluir esta série, vamos contar a história de alguém que, desde que começou a aprender a tocar, há mais de meio século, nunca se afastou delas.

Manuel Clarinete (Manuel Correia da Silva) nasceu na Praia no último dia do ano de 1933. Foi para S. Vicente ainda não tinha quatro anos, já que o pai, polícia, foi transferido para esta ilha em 1938.
Em 1948, quando Nhô Reis decide formar uma nova banda, substituindo os músicos que queriam ganhar mais, o jovem Manuel era aprendiz numa oficina de serralharia e mecânica. Com os colegas, vai para as aulas de música após o trabalho. "Saíamos às cinco horas e íamos directamente para a casa do sr. Reis, perto da Praça Nova. Naquele tempo, era rua Infante D. Henrique. Era todos os dias, até às oito da noite", recorda.

Essa banda, com 36 elementos, segundo o músico, estreia em Abril de 1950, no dia da Páscoa - um artigo publicado por Jacinto Estrela no "Notícias de Cabo Verde" confirma-o com exactidão. O mestre dividiu a banda em três partes e escolheu três dos melhores músicos para coordená-las e, ainda que novatos, ensinar aos outros: o naipe dos instrumentos baixos (contrabaixos, barítonos, trompas) ficou com Manuel, enquanto Duca de Nhô Pitra assumia os trombones e Ildefonso ficava com os clarinetes.

Mas o jovem Manuel, que nessa época tocava requinta (um clarinete pequeno, que também lhe deu a alcunha de Manuel Requinta), começa a tocar em bailes e, por isso, aos domingos, faltava. O sr. Reis, naturalmente, não gostava. "A gente, quando faltava, tinha de ir justificar, numa espécie de tribunal, arranjava-se um escrivão, a gente ia depor, dizer o motivo da falta, etc. Então fizeram isso umas três ou quatro vezes e decidi sair", conta o músico. Isso foi em 1952.

Nessa altura, o pai, que já estava reformado desde 1948, decide voltar para Santiago. "E não me deixou ficar lá." Entretanto, Jorge Cornetim, que estava a reger a banda da Praia - e que fora professor de Manuel Clarinete na disciplina de canto coral, no liceu em S. Vicente - fica sabendo da chegada do rapaz. "No dia seguinte àquele em que cheguei ele convidou-me para ir para a banda. Cheguei no dia 10 de Julho de 1952, e já no dia 13 toquei pela primeira vez na praça. Mas o meu pai disse que eu tinha que trabalhar, ficar só a tocar não podia. Jorge Cornetim contacta uma pessoa da Câmara para me arranjar um emprego, e aí fiquei sempre lá. Nunca trabalhei noutro sítio."

Com a saída de Jorge Cornetim, que vai para S. Vicente em 1967, o contramestre Eugénio Varela assumira a direcção da banda. Certo dia, em 1971, o sargento português Joaquim Safara estava na praça a ouvir a banda. No fim da apresentação, apresentou-se ao contramestre, disse que era músico e que estava a faltar qualquer coisa à banda. "Com quem é que devo falar?", perguntou. "Indicamos para falar com alguém na Câmara, ele foi. Foi uma iniciativa dele, não tinha vindo para reger a banda." Safara fica como regente até Janeiro de 1973 e, ao partir, indica o nome de Manuel Clarinete - que era funcionário da Câmara na área da fiscalização - para ficar no seu lugar. E ele passa, assim, a ser músico a tempo inteiro.

Também na sua gestão a banda - como foi sempre habitual na história destas formações - teve os seus altos e baixos. Em 1976, é extinta. "Havia músicos muito idosos - alguns estavam a tocar desde os anos 20 -, muitos não tinham dentes, coisa que numa banda é impossível, pois os dentes é que suportam embocadura dos instrumentos de sopro e sem a sua pressão as notas não saem afinadas. Os instrumentos também eram velhos, não ajudavam nada. Então na altura o delegado do governo - Alexandre de Pina - decidiu suspender a banda até haver melhores condições", recorda o maestro.

Em 1980, Manuel Clarinete parte para Portugal, para uma formação na banda da Guarda Nacional Republicana (GNR) que deveria durar quatro anos. Contudo, ao observar o músico cabo-verdiano, o chefe da banda, capitão Amorim, pergunta-lhe onde tinha estudado. "Eu disse: em Cabo Verde. Ele perguntou: mas lá há um conservatório? Eu disse que não. Então, como é que o sr. aprendeu? Eu disse: eu estudo. Porque na banda só se aprende a tocar, não há teoria. Mas eu sempre li, tinha muita prática de instrumento, e uma coisa que ajuda muito é escrever música. Há pessoas que só lêem música mas não escrevem."
O facto é que, menos de um ano depois da sua chegada, o chefe da banda da GNR diz-lhe que não tem muito a aprender lá e que se quiser pode-se ir embora. "Então passaram-me o diploma e o capitão Amorim entregou-me dois pares de batutas. E voltei para Cabo Verde." A Câmara abre inscrições e cerca de 120 pessoas se inscrevem, raparigas inclusive (cerca de 20, mas nenhuma ficou). Em Fevereiro de 1981 inicia-se a formação da nova banda, que estreia a 19 de Maio de 1983, recorda o maestro.

Mais tarde, parte dos músicos é contratada pelas Forças Armadas para formar a banda militar, o que faz com que actualmente a Banda Municipal da Praia conte com pouco mais de 30 elementos, embora os da militar participem das actuações da municipal. Há mais de um ano, por falta de bancos no coreto da Praça Alexandre Albuquerque, a banda não toca aos domingos. Mas os ensaios mantêm-se regularmente, embora as escassas oportunidades de tocar desmotivem os músicos.

Para além de músico e chefe da banda, recorde-se que Manuel Clarinete é também compositor. A bela morna "Laura" - gravada por Mário de Melo e Arminda Sousa há mais de 30 anos, e, na década de 90, por Gardénia Benrós e Maria Alice, sem contar a gravação de Fátima Alfama, inédita até 1998 e incluída na reedição do disco de Tututa e Taninho - é um dos seus temas mais conhecidos.

"Mata Sodadi" foi gravada pelo grupo Zeca Santos; "Basculante", por Ima Costa (Fátima Alfama) e "Pega Malandro" aparece em discos 45 rpm de Maria da Luz e de Mário de Melo. "Milho Branco", por sua vez - "que toquei a primeira vez num baile de fim de ano, em 14 de Dezembro de 1955" - , foi gravada pel'Os Apolos. "Só que eles trocaram a letra e um bocadinho a música", diz o compositor. "Nossa Senhora da Graça" e "Tempo Perdido" são temas que apresentou na rádio ou outras ocasiões, mas que não sabe se foram gravados.

"O meu mal sempre foi que eu fazia a música para eu tocar, porque eu tocava todos os sábados, todos os domingos, e o reportório aqui na Praia não era muito, por isso eu criava música", explica, para justificar que, apesar da sua memória excepcional, não se possa recordar de todas as suas composições tão bem quanto se recorda das datas que marcaram os seus 55 anos de banda, 32 como chefe da da Praia.

Por Gláucia Nogueira
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terça-feira, dezembro 05, 2006

Ah Somada (3) - Back to the Roots!





Festival di Somada tevi participason di grandis nomis di musica internacional. Alfa Blondy, Gipsy Kings e Kassav.

Ma Son di Santiagu, fica sabi ta sabi ma na kel palco staba també presença di Zeca Nha Reinalda, Zezé di Nha Reinalda, Duka e Magra. Tudu es como parti di mesma Banda.

Ê motivo pa pergunta si dja tchiga ora di um "Back to The Roots"... Posted by Picasa
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sábado, dezembro 02, 2006

Praia Mix


Depois de PraiaMov, que fez subir contentores "riba Praça", Cesar Schofield, apresenta Praia Mix no CCF, hoje sexta-feira, dia 1 de Dezembro às 18h30.

Pelas imagens que vi Cesar continua a propor um olhar diferente sobre a cidade e sobre o seu quotidiano.

Como diz o próprio fotógrtafo, "a exposição é um ensaio fotográfico sobre a beleza da Cidade da Praia. Este conceito parece chocar completamente com a evidente desorganização da cidade, com os seus imensos bairros ilegais, lixeira, ruas esburacadas, ligações clandestinas, comércio ambulante caótico...mas é precisamente de todos esses elementos que o ensaio fotográfico vai buscar a estética."

Estamos todos convidados.
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D. Quixote of the Islands!

Parte do Texto.

“Quixote gostava de vento. E por aqui havia dois bandos: Barlavento e Sotavento. Com os ventos vinham os gafanhotos – esses anjos do deserto. Os moinhos de vento nasciam já cansados de poços que nunca deram de mamar à terra. E na velhice tinham como única ocupação ceifar asas dos gafanhotos.

Quando o vento soprava de um lado Quixote ficava magro, magro, magro. E do engenhoso fidalgo descenderam muitos meninos eternamente magros no tempo e no espaço. Quando o vento soprava do outro lado Quixote se convertia em Sancho Panza, e parecia gordo, mas não o era, estava apenas prenhe de outros tantos meninos gordos no espaço e magro no tempo..”

...................

Caros Manu Preto e Mário Lúcio,

Ontem não podia faltar à estreia de “D. Quixote das Ilhas” – o nosso Quixote.

Para ser breve, já que talvez não tenha argumentos para criticar o que vi, deixo-vos publicamente minha grande admiração e reconhecimento pelo trabalho de mais de 2 anos que agora dividem com o público.

Achei o espaço “pequeno” para a dimensão da grande obra que “transpiraram”.
Uma coreografia muito bem musicada o que me pareceu realmente um trabalho intenso de conversa e acertos ainda longe do palco.
Valeu muito a paixão e a entrega na realização. Valeu ainda todo o trabalho de som e luz conseguiram. O som da guitarra e da voz foi de alto nível.
Parabéns a todos.


Considero ter sido um grande momento de actividade criativa e de exercício da arte.
Que seja dado a D. Quixote a oportunidade de aproveitar o vento e viajar pelas ilhas e pelo mundo.

PS: Nota 10 ao Director do CCP por ter pedido o desligar dos telemóveis.
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sexta-feira, dezembro 01, 2006

Protesto!


Com este jogo-contra da Telecom fica meio dificil "bloggar".
Este preço é "sacanagem" como se diz em Sampa.
Hoje deixei meu protesto uma lista da Adeco que circula pela cidade.

Assinemos todos!
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Kab Verd Band


Acabo de ver a noticia sobre a obra Kap Verd Band de Carlos Gonçalves.
Gostaria de aproveitar para dar os parabéns ao Calú, jornalista, homem de rádio e músico de audição fina por esta contribuição que certamente tem um valor histório e irá marcar uma referência na música caboverdiana.

A cronologia, as imagens, os grupos, as interações e os grandes momentos da história da música das ilhas sempre foi uma inquietação para Calú. Colocar em livro toda esta dinâmica que caracteriza talvez o que é o melhor produto caboverdiano merece respeito de todos nós.

Obrigado Calú, por este belo presente.
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Desabafo!


Caro Paló,
há dias estive a ler aquele teu post no qual denunciavas a falta de respeito que o pessoal tem quando está num ambiente para ouvir música.

Pois é, ontem aqui na nossa capital me convidaram para um evento organizado pela Ordem (imagine só) dos Médicos.
Advinha quem eram os músicos para "animar" a turma!
Nada mais nada menos que Nhelas Spencer, um dos grandes compositores criolos, Djick, que para mim conserva uma forma muito peculiar de tratar o violão criolo, Lela "Violão", um senhor que é uma relíquia nossa. Falando ainda de reliquia, caro Paló, para melhorar ainda o painel de artistas tinha ainda a ilustre presença da grande Tututa, a pianista caboverdiana. Um património nacional.

Só que caro amigo, a conversa era tanta, o papo era tão mais interessante, que o que poderia ser um grande momento de música pura e simplismente não aconteceu.

Meu caro, tomei uma atitude que pode ser mal ententida por alguns (ou talvez muitos) mas por uma questão de princípio e respeito aos músicos que lá estavam, abandonei a sala...por uma questão de coração já agora!

Até qualquer hora.
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Ah Somada (2)!


Son di Santiagu ta manda um abraçu pa tudo kes alguem ki fazi Santa Catarina ês grandi festa ki foi dia 25 passado.

Ao contrario di "banhu di sangui" (esperadu pa alguns) Somada da un grandi liçon di civismo.
Parcem até ma ninhum Hiaci ca rabida na "express way".

"Oioi ioioi nba tchada santa catrina
nodja moças bunita
ta monda dentu sol kenti
na meio di rapazis contenti
anu ta entra ta sai..."

Ti otu anu...
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