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O Son varia com a L´Atitude.

sexta-feira, março 31, 2006

Stieve Andrade sta recorda Katchás na Secção da Musica



Stieve Andrade, na programa más obidu sábado na Cabo Verdi - Secção da Musica, sta bá recorda músico, compositor e referência di funaná Katchás.
Na studio sta bá sta Zé Augusto, baterista di Bulimundo na tempu di Kacthás. Otos figuras di musica també sta participa na programa.
Liga rádio na 99.9fm, 10 hora ês sábadu, pa más un grandi programa di Stieve i em homenagem a un grandi homi di cultura cabuverdianu. Posted by Picasa
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quarta-feira, março 29, 2006

Anu Nobu e Homenageado com a Peça "Upgrade bo Democracia" em SV



Eis uma estreia aguardada com enorme expectativa. Não só porque o grupo é recente e esta é a sua primeira apresentação pública, mas também porque o tema é quente e actual: o estado da nossa democracia. Encerra assim, com a peça de Alexandre Fonseca Soares "Upgrade (bô) democracia", a programação do "Março - Mês do Teatro" no Mindelo, lançando um grupo de teatro e um autor novos, ou então mais uma pedra para o cada vez mais sólido edifício teatral cabo-verdiano.
“Upgrade (bô) Democracia” é uma peça que sem papas na língua que brinca com a Política, os políticos e a sua maneira de ser e estar na Política. Em homenagem à memória do Dramaturgo Anu Nobu a peça utiliza a rima do princípio ao fim, o texto vai desenlaçando-se criticando directamente a Oposição, a Situação, o processo eleitoral, ou seja os actores políticos em geral e as regras que os regem. A peça estará em cena sexta, sábado e domingo sendo nos dois primeiros dias às 21h30 e no último dia à 20h30.

Fonte: www.mindelact.com

Son di Santiagu ta manda un grandi abraçu i ta spera sucessu. Valeu Tey... Posted by Picasa
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MÁRIO LÚCIO DIVULGA "MAR LUZ" NO BRASIL



O cantor cabo-verdiano Mário Lúcio que se encontra no Brasil para lançamento e divulgação de seu novo trabalho "Mar Luz" ofereceu um show gratuito à comunidade cabo-verdiana, aí residente, no passado domingo, segundo fez saber a Associação Cabo-verdiana do Brasil.

Mário Lúcio que disse sentir-se muito bem junto daquela comunidade, pelo carinho que sempre recebeu, durante o show que teve lugar na sede da Associação, em Santo André, aproveitou a oportunidade para premiar o Cônsul Geral de Cabo Verde em São Paulo, Aguinaldo Rocha, pelo apoio que o mesmo tem dado aos artistas cabo-verdianos em terras brasileiras.

Fonte: Liberal Posted by Picasa
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terça-feira, março 28, 2006

Conferência com José Luis Hopffer



A Sociedade da Língua Portuguesa promove uma conferência sob o tema "Novos Actores e Tendências na Literatura Africana pós Independência" e será proferida por José Luís Hopffer de Almada no dia 28 de Março, às 18.30 horas, na R. Mouzinho da Silveira, 23 – (ao Marquês de Pombal). Posted by Picasa
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Tcheka - Entrevista na Paralelo14



Tcheka: “Nunca vou trocar Cabo Verde por nenhum país do mundo”

domingo, 26 março 2006
Tcheka está a “rolar no mapa” (Corsino Fortes) sobre as rodas do seu talento (e um empurrãozinho do Djô da Silva), como tantos outros artistas cabo-verdianos. Em Portugal, onde voltará a estar no África Festival, na Torre de Belém, a 7 de Julho, deu esta entrevista ao “Expresso África”, que “P14” transcreve com a devida vénia e muito orgulho. E reparem que “P14” nunca transcreve entrevistas. Só mesmo o carinho por Tcheka.Como começou a cantar? Comecei em casa com meu pai aos 9 anos. Ele necessitava de músicos. Inicialmente fui obrigado a aprender mas depois até fui pedir ao meu irmão mais velho para me ensinar. Quando fiz 18 fui para a capital, a Cidade da Praia, e a partir daí comecei a ouvir novas músicas e a aprender novos sons. Cabo Verde não é só mornas, embora elas sejam uma importante parte da nossa cultura. É conhecido pelo seu batuque. Como surge nas suas músicas esse som que antigamente era tocado pelas mulheres e proibido pela igreja? O batuque é muito característico da ilha de Santiago, era aí a maior concentração de escravos. Gostei do som e comecei a trabalhar nesse sentido. Antes só tocava morna e achei que devia tocar uma coisa diferente. Também porque fui impulsionado pelo meu amigo jornalista Júlio Rodrigues. Nunca estive numa escola para aprender, portanto foi tudo por ouvido. O seu primeiro álbum foi produzido por José da Silva, empresário de Cesária Évora. Conte-me como foi esse encontro? Estava a tocar num bar com esse meu amigo jornalista, e o José da Silva viu e achou interessante, disse-me que seria bom gravar um CD. Para ser sincero, eu nem sabia quem ele, só muito depois é que soube que ele era o empresário da Cesária. Nunca o levei a sério, até porque só soube dele passado quatro anos desse primeiro encontro. Depois voltaram-me a propor gravar uma maqueta, mas tal como da primeira vez as coisas só se concretizaram passados dois anos. Antes disso ainda fiz duas compilações uma delas a "Ayan". Fale-me do seu primeiro álbum “Argui”. Esse disco foi uma grande experiência para mim, até porque gravei com uma equipa muito boa. Incuti vários sons, porque a minha intenção na música é fazer coisas novas, ritmos diferentes, sem perder a base cabo-verdiana. A tchabeta foi um dos ritmos que utilizei. Assim, trouxe a música dos escravos, o batuque misturado com a guitarra. Canto em crioulo e não é por acaso, tenho mesmo vontade de assegurar que o crioulo não perca a sua identidade, ele é parte da nossa raiz. Compôs duas músicas, “Tabanka Assigo” e “Ma`n Ba Dês Bês Kumida Dâ” para a Lura. Como foi essa experiência? Nunca componho para os outros, apenas faço para mim. Mas se outra pessoa gostar de cantar o que faço, não me importo. Eu não conhecia a Lura e convidaram-me para fazer duas músicas para ela cantar e eu dei-lhas e ficou bem. Lançou recentemente o álbum “Nu Monda”, editado pela Lusafrica. Fale-me um pouco desse trabalho. Este álbum volta a ser mais um estudo da minha raiz cabo-verdiana com a ajuda da minha equipa. Dei o nome “Nu Monda”, que quer dizer o retirar das ervas daninhas, o retirar daquilo que não nos deixa crescer. Foi uma metáfora que utilizei propositadamente neste álbum. Juntei mais sons de Cabo Verde. Ainda há muitos para dar a conhecer, e é preciso espalhá-los por outros lados. Como surgiu o prémio RFI ( Radio France Internacional) que ganhou em 2005 em Dacar? Inicialmente não tinha ideia do que significava esse prémio. Fui seleccionado e ganhei. Fiquei contente, pois fui lá mostrar a minha terra e música. Foi um prémio do mundo, o que me dá imensa alegria. Esta iniciativa dá oportunidades aos artistas. Cabo Verde é e será sempre a sua inspiração? Nunca vou trocar Cabo Verde por nenhum país do mundo. A minha juventude foi lá e as minhas vivências também, portanto é lá a minha casa. Já lhe chamaram o cronista de Cabo Verde... Sim, porque acho importante falar sobre as coisas bonitas de lá. Se estivermos fora, então ainda vamos dar-lhes mais valor. Posted by Picasa

Mais sobre Tcheka em http://tcheka.blogspot.com .
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quinta-feira, março 23, 2006

Kim Alves - O Reconhecimento ao Músico


Kim Alves, um dos mais conceituados músicos de Cabo Verde, multi-instrumentista, arranjador e produtor, vai ser homenageado pelo Ministério da Cultura, no dia 24 de Março - Sexta feira pelas 19 horas, no Palácio da Cultura - Praia. Reconhece-se assim o seu percurso no domínio da música e ainda o vasto leque de intervenções de qualidade que tem tido sobretudo nos últimos anos, no estrangeiro e ultimamente a partir de seu Studio K-Magic, na Achada de Santo António na produção de trabalhos discográficos de uma centenas de artistas e grupos.
Son di Santiagu, agradece a iniciativa e convida a todos os artistas para comparecerem para um abraço musical ao nosso grande Kim. Posted by Picasa
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Sana "Peppers" em Concerto



O músico original, apaixonado do blues, do rock e dos beatles, sublime na sua harmónica,
Sana “Peppers”, vai estar em concerto no Palácio da Cultura nesta Quinta, 23 de Março pelas 19 horas.
A cidade está ansiosa para ver o que de certeza vai ser mais um memorável encontro com este artista de grande talento Posted by Picasa
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quarta-feira, março 22, 2006

Fotosintizi di Cesar

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Cesar, marca a diferença com sensibilidade e luz em “Fotosintizi”.
A exposição aconteceu no passado dia 10 de Março, no Centro Cultural Francês - Praia.
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terça-feira, março 21, 2006

Filinto Trás di Son




Não podia deixar de assinalar o lançamento do álbum Traz di Som, de Ângelo (Djinho) Barbosa, ocorrido na última sexta-feira, no Palácio da Cultura. São 16 faixas de boa música, à procura ousada de novas sonoridades e de outras atitudes para com a Música. Projecto generoso e federador, Ângelo (Djinho) Barbosa, conseguiu o feito de reunir, para fazer coisa boa, 35 músicos de diferentes matrizes e matizes. É obra. Num tempo em que precisamos, como pão para a boca, de destrinçar o trigo do joio…
Filinto Elisio Posted by Picasa
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Voo di Musica na Palacio di Kultura


17 de Março. Antero Barbosa resolve dar a música. Com uma banda de suporte com Gamal(Percurssão), Leis (Guitarra), Nhelas Spencer (Guitarra), Djinho Barbosa (Baixo), Paulinha Barbosa (Voz), Guida Mascarenhas(Voz), Xantal (Voz), Zé Mario(Voz),Kaká Barbosa (Voz) e Antero (Teclados), houve música no palácio da Cultura.
Guida e Paulinha lembraram o antigo (sempre novo) tema Disusperu, Zé Mario cantou e encheu de encanto a todos presentes com o tema Flor di Pena. Xantal causou lágrimas a muitos com o tema Inteligencia. Aplausos foram muitos e todos queriam mais. Houve mais Xantal.
Kaká barbosa em dueto com Guida celebrou uma ode à morna revelando mais uma vez a forma muito propria das líricas e harmonias de Antero.
Tó Alves desenvolve com grande sensibilidade o tema Voo di Coladera, e leva o publico a delírio. Todos sentiram a música, o voo e juntos voaram quase que dizendo a Antero para que fique já que ele está de partida.
Resta dizer que tudo isto foi noticia. Notícia para ser coberta pela TV, Rádio, Jornal…A TV, quis saber, não esteve lá porque não receberam “nota”…todos nós demos uma grande risada. Pensei comigo, será que sabem quem é Antero na música...
Afinal de contas, houve um grande momento criado por este grande músico. Obrigado Antero, que o teu voo de regresso seja para breve. Posted by Picasa
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Un Frasi - Un Grandi Xintidu


Dianti di tantu kusas ki tem stadu ta contici na musica, na teatro, na pintura, na fotografia, na dança alguem di grandi xintidu fla:

"Praia sta Prenha"...(Princesito) Posted by Picasa
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quinta-feira, março 16, 2006

Kaká Barbosa Trás di Son


TRÁS DI SON: UM SOPRO D’ALMA – Imago em 2 A 4

Gostaria de começar este registo assim: o paizinho – Alberto Barbosa – e a mãezinha – Maria da Graça Barbosa – são a fonte fascinante e conformadora do fluxo fecundo em que se assenta a nossa impagável e extensa irmandade. Robusto, senti-me, ao ouvir o Djinho – (Tui 10 in private) – em directo na rádio com uma afável participante de 82 anos de idade, a nossa mãe, nas vésperas do lançamento do seu álbum. «Djinho, sabes que gosto da morna e não música “di tolera”». «Sim, mãe, vai uma morna» Um “soft” riso do “kodé”, despretensioso, escapuliu na linha do tempo estrelando o firmamento das nossas alegrias.
Para todos vocês, o Djinho é, naturalmente, um grande músico. Mas, em mim, ele é (t)alento.
Tudo começou em Assomada quando o menino da escola primária cedo abraçou a curva do violão para o bem deste hoje, altivo e saliente na pauta, onde “Trás di Son” se perpetua. Eram Beatles, Otis Reding, Roberto Carlos, Adamo, entre outros, os poucos discos que não paravam de girar no precário gira-discos no nosso quartinho do terraço. Viraram todos músicos de renome, os pioneiros de ontem, Djinho, Kim, Albertino, Xando, Jorge, Antero, Totinho, meninos atinados que marcaram a aventura Abel Djassi enquanto escola fecunda de aprendizagem e de camaradagem. O tempo e a distância que hoje os separa foram vencidos com esta bela produção musical. Mas foi a estada no Brasil, em formação universitária, a confirmar em Djinho, ainda que fresco, os parâmetros que haviam de impulsioná-lo na construção, na conformação e na consolidação de uma linha melódica própria que faz deste álbum uma angélica obra de contornos modernistas no actual panorama musical verdiano.
O Ângelo Mano da Música, no silêncio das madrugadas praianas, vinha tecendo as teias sonoras de ligação do tradicional à modernidade, tema constante das nossas conversas – o mister do salto qualitativo pelo alargamento dos limites da nossa música – quando nos víamos confrontados com o teor e a performance melódica das diferentes obras discográficas produzidas dentro e fora do país. Este claro Sopro d’Alma dá-me múltiplas razões para me sentir deveras feliz não só pelo facto de temas meus e a minha própria voz nele ficou ligado, mas sobretudo por apurar a exemplificação em como a partilha do afecto se conjuga com a objectividade, por conferir que esta forte aposta traduz o espírito das ideias por que nos vimos batendo, enfim, por consagrar temas fortes e formas de participação inéditos, levando o “Trás di Son” a converter-se numa magnífica e ousada onda de criatividade.
“Contido” no dia da estreia, fiquei, mas a ponderar a folhagem de palavras que devia corporizar o Imago em A4 em sinal de louvor à obra. Vão, pois, estas reflexões retidas no livro – Claros d’Alma & Solos – em revisão, considerando a relevante meta atingida com este salto. Cito: «Foi graças à contínua aprimoração na feitura dos instrumentos musicais, potenciando e requintando a sua sonoridade é que os músicos e a música cabo-verdiana se elevaram para níveis superiores de grandeza, bom grado a aposta na sua aquisição, à facilidade de adaptação, à habilidade e ao empenho que os mais talentosos cedo puseram a favor da modernização do nosso legado melódico, tendo os jovens adeptos da música, da nossa música, dentro e fora do país, abraçado a nobre razão de contribuir para a elevação do nosso património musical e cultural.
O despertar das consciências para aquilo que era autenticamente nosso fez surgir um bom leque de actores em todas as vertentes artísticas, trazendo, por vezes, propostas inovadoras baseadas no aproveitamento e no emprego de novos materiais, novas técnicas e novos sons. Fez, também, renascer o empenho individual de muitos na aquisição dos equipamentos electrónicos de som o que ajudou na estilização da nossa música, na conquista de maior sonoridade e mais beleza, na obtenção de novos arranjos, conquistas estas que ditaram e dilataram o empoderamento destes e da nossa música e uma notável qualificação.
Mas nem sempre foi conseguido o desejado por alguns deles (músicos) que, entusiasmados pelo fragor dos ritmos mexidos, deixaram-se influenciar demasiadamente, ficando um pouco arriscado e defeituoso o seu trabalho. A imperícia na procura de melhores soluções, quiçá, a rejeição da opinião dos mais experientes, acrescido da falta que faz um centro oficial de formação musical, levaram a que muita coisa ficasse mal concebida, logo, esquecida, já que uma boa obra é resultado de meditação, de indagação, de dedicação enfim de muito trabalho.
A música, quer dizer a boa música, para ser concebida de ouvido e de forma espontânea sem que a pessoa a tenha estudado e compreender as suas leis, a valência dos ritmos, a noção do compasso e a musculação dos versos dentro da frase melódica não é de modo algum tarefa fácil. O músico tem de saber gerir e jogar com tudo isso, com as emoções, com o instrumento, com a criatividade, etc., enfim, ele deve possuir bons conhecimentos e ter cuidados especiais. Não chega a boa vontade. Criar é mais do que imaginar coisas. É fazer carburar com sucesso os fundamentos de uma ideia original ou inovadora. Partir do conhecimento da realidade, aproveitar as vantagens, aplicá-las com justeza e parcimónia, enriquecer sem complexos o tecido sonoro que os nossos antecessores, Eugénio Tavares, Jota Monte, B. Leza, Olavo Bilak, Bala, Abílio Duarte entre outros, nos legaram, é tarefa a cumprir-se com distinção, sentido crítico, com postura e com dignidade.
Por outro lado enquanto não houver a tal instituição oficial para o ensino das artes e da música, um homem da música para o ser de facto, deve é saber aproveitar e bem os ditames da sua sensibilidade artística, dando asas à sua imaginação e deixar que seja presenteado com o belo, com o suave, com o harmonioso, com sopro fluídico universal que sobre si desce e o envolve naqueles momentos ímpares e invulgares da criação. Ser compositor é ser um bom registador de factos e um bom contador de histórias. É saber rebuscar na riqueza das tradições as pedras fundamentais e na sua base espiritual o essencial da construção do seu paraíso onde o maravilhoso, as fantasias, o romantismo, seja o incenso para o seu Funanbá. É ser um melodista lírico, um fantasista, um sonhador, um amante do amor por excelência, um boémio, um humanista, mas também uma voz crítica, um denunciador do estado de coisas que magoam a sociedade dos homens, intervindo e sugerindo, enaltecendo ou condenando as práticas sociais incorrectas, utilizando para o efeito, a sinceridade e a honestidade das suas expressões ou o sentido de humor carregado de subtilezas criticando de forma veemente e satírica, ironizando os comportamentos, sem contudo deixar-se cair em exageros forjados pelas emoções.
Tudo isso não deve estorvá-lo a ser o dono das suas asas e voar sem se intimidar, mas movendo-se cauteloso e inteligente servindo-se dos factos e dos eventos de forma desabusada adentro dos princípios do respeito e da autenticidade, erigindo estes últimos como bandeira da sua forma de comunicar. Pois, a palavra joga e deve jogar sempre um papel de primordial grandeza dentro e fora da melodia. Quem tem o hábito de escutar, notará, com certeza, que há palavras certas que no corpo de uma melodia move-nos a pele e retesa-nos os cabelos.
Cuidar das palavras, dar-lhes um tratamento adequado é uma acção imprescindível e tão necessária para uma obra assim como é uma boa afinação para as cordas e os acordes num bom violão. E por falar em violão devo salientar que este instrumento, na nossa terra, popularizou a música servindo sempre como parte importante na harmonização de espaços de convívio, na construção de valores e da espiritualidade verdiana.
É raro num compositor ou num poeta cabo-verdiano, o louvor à “terra-madrasta”, o peso da distância, o mar e o céu, a saudade, o paisagístico, os enganos e os desenganos do mundu bénba, não pesarem sobremaneira na pele da sua alma e não funcionarem como vagas fogosas eclodindo nas rochas do seu pensamento. É difícil, as imagens retidas da sua infância e as focagens que as luzes do seu interior lhe não oferecem e lhe não dê o sangue inevitável para entornar na carne dos versos alimentando a boca do seu violão e não jazer na torrente da melodia que brota da sua criação. Um músico é um cultor de sons, um construtor de alento, um plantador do riso, do choro e da esperança na boca soante do seu violão».
Ângelo Barbosa – Djinho – é um exímio plantador de Sopros d’Alma na braveza feminil destas Ilhas, correndo em “Cio” a maratona da transformação, sendo “Trás di Son” uma “Tran si Son” de fôlego que o coloca no luzente vértice da constelação dos arquitectos da moderna sonoridade verdiana e … “Tui 10”… «Não fôssemos irmãos de sangue e de cultura era nula a paixão em tentar captar a luz da música que goteja em cada tema desta distinta compilação. Esta obra assume os contornos de uma viagem pelas vagas do som numa vasta operação de libertação de sopros e de imagens que a clave da idade, em feição de tons e vozes, descodificou. “Trás di Son” é um sopro d’alma na linha do tempo, inédito e sedutor, uma tónica a comprovar a eficácia e a força comunicativa da cientificidade, um tom a evidenciar como interligar o tradicional popular e a modernidade. “Trás di Son” convida-nos ainda a penetrar num mundo de sons prenhe de ancestralidade, conduzindo-nos ao maravilhoso e ao fantástico que povoam o nosso imaginário com o condão de nos seduzir como crianças a apalpar na variante dos sentidos se o amor é um “código nas margens do rio da vida” ou se o som é um “Sopro d’Alma” a sondar o “Si em Cio” na linha do tempo.
Djinho, a música que trazias dentro não podia ficar silenciada».
Praia, 11 de Março de 2006
Kaka Barboza Posted by Picasa
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segunda-feira, março 13, 2006

Trás di Son - O Lançamento

O CD Trás di Son foi lançado na ultima sexta feira, 10 de Março, no Palácio da Cultura - Praia.
Mediante uma presença de uma centena de pessoas, Stieve Andrade animou o lançamento,fazendo naquele memorável ambiente uma outra versão do seu programa de marca "secção da música". Carlos Gonçalves, músico e jornalista fez uma leitura sobre as músicas, evidenciado principalmente o lado "fusão" dos temas.
Filinto Elisio, por seu lado destacou o elemento "federador" do projecto e a experimentação registada de vários sentires musicais, nacionais e universais.
O Lançamento contou com a presença marcante de vários músicos que participaram do projecto, artistas do meio santiaguense de uma forma geral, imprensa, amigos e convidados.
Uma banda composta por Jorge Pimpa(bateria), Gamal (percurssão), Antero Barbosa( Baixo), Nhelas Spencer (Violão), Albertino (Baixo e Voz), Tó Alves (Voz), Princesito(Voz), Kim Alves(Guitarra) e Djinho Barbosa (Teclados), deliciou a plateia com 3 dos 16 temas do CD.
O Som divinal que se ouviou no pequeno espaço, dedicado a Ildo Lobo, foi responsabilidade de Russo Bettencourt, também baixo em 2 temas do Trás di Son. Veja mais fotos... Posted by Picasa
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