É realmente é dificil fazer o balanço de 2006 seguindo um pouco a lógica da "linha editorial" do Son di Santiagu. Aproveito para ...

Ba...Lanço e Ultimo de 2006!

9:14 PM 1 Comments

É realmente é dificil fazer o balanço de 2006 seguindo um pouco a lógica da "linha editorial" do Son di Santiagu.

Aproveito para deixar algumas notas e as opiniões soltas que dei no programa Secção da Música de Stieve Andrade ontem (30).

O. Lancei o Trás di Son. Depois de 3 anos a matutar finalmente saiu em Março. Agradeço a todos os músicos e pessoal que tem consumido as músicas.

1. Son di Santiagu fez um ano, fiz uma centena de posts e até este minuto 14.443 pessoas visitaram o blog.

2. Os blogs em CV marcam uma presença importante. Por isso aproveito para mandar aquela força a todos e desejar ainda mais inspiração e conteudos em 2007. É que muito "boa gente" anda a sondar a bloggsfera.

3. Alguns poucos concertos aconteceram mas marcaram o momento.
Princesito e Vadu no quintal da música, Ricardo no CCP e CCF, Kim Alves no Auditorio, Maria de Barros no Auditorio, Mario Lucio no Farol e Auditório.

4. Duka, Magra, Zezé e Zeca Nha Reinalda apareceram em grande no festival de Assomada. A volta das pessoas que lembram bons tempos de música é necessária.

5. A SOCA ainda "curte" uma ausência que até incomoda. Para quando esta aparição também necessária? É que minhas músicas estão registadas na "metrópole" e o pessoal da SPA tem feito um atendimento triste.

6. Calú Gonçalves lança um livro de grande interesse para a música de CV. Todos a ler Kab Verde Band.

7. Se não repararam aqui vai. Nhelas Spencer, Kaká Barbosa, Betu, Antero Simas, Tibau, Kim di Santiagu são os compositores que forneceram música para alguns dos bons discos de 2006.

8. Escolhi duas músicas (as que tocam no meu ouvido) como as melhores de 2006.
2002 de Ricardo de Deus e Kesmyn Cristal de Kim Alves. Procure ouvir estes temas...

9. Em Setembro (?) Paulino Vieira deu um susto à musica caboverdiana. Espero que tudo esteja já ultrapassado. Muita saúde a este mestre do son e grande amigo.

10. O funaná/batuco continuou a marcar presença com Pó di terra, Tchuni Preta, Ferro Gaita e batucaderas.

11. Quintal da Musica, CCF e CCP prestam um serviço decente àqueles que precisam de espaço para fazerem arte acontecer. Um obrigado especial.

12. O preço continua ainda proibitivo no Auditório Nacional. E pior. Parece não haver diálogo possível para procura de soluções.

13. Discos recomendáveis: Oh Mãe mais Justa (Tó Alves), Fragmentos (Ricardo de Deus), Dança das Ilhas (Kim Alves), Gabriela, Vamar (?), Hernâni (?), Gamal (?), Nhara Santiagu (Nhonho Hopffer) .

14. Casa da Cultura surge como o programa de televisão made em CV que entrou e permaneceu em todas as casas das ilhas.
É coisa para dizer que Nta Mora Li passou a ser a expressão mais utilizada e bateu slogans de instituições poderosas como “mais perto de si”, “para ir mais longe”, “fala fala coração” ou ainda a concorrente de peso “vamos transformar Cabo Verde”.
Son di Santiagu sugere a Vicente pa continua TA MORA LI.

15. Manu Pretu e Mário Lúcio apresentaram uma grande obra. Don Quixote das Ilhas.
Não vi referência (digna) na nossa imprensa. Estão de parabéns pela realização. Aproveitem o vento e levam este Quixote berdiano ao mundo.

16. A Reitoria da UNICV marcou presença em actividades culturais. Uma exposição de nível de Hélder Monteiro, com texto fino de João Vieira, e um concerto de Natal com alunos e Professores Ricardo e Tó do Pentagrama.
Cheira que o espaço do auditório da Reitoria pode vir a ser um delta positivo nesta mexida tão necessária que à cidade deve ser dada.

17. Secção da Música e Stieve Andrade estiveram sempre no ar. Com a pesquisa sobre tudo o que de melhor acontece. Bons momentos foram proporcionados por Andrade trazendo nos seus encontros de Sábado aspectos curiosos da vida e obra dos seus convidados. Viva Secção da Musica e muita saúde ao Stieve.

18. De vez em quando houve aquela conversa de que nada acontece na cidade, mas quando há também a chamada “classe média” não aparece. Muitos preferem, como disse um amigo meu, passear o cão na marginal.
Em 2007, talvez seja necessário também um programa de luta contra a pobreza de espírito, para alem da de luta contra a pobreza.

19. Quantos concertos deram os nossos artistas internacionais em palcos nacionais?
Porque razão não há concertos do nível que oferecem aos franceses na sua própria terra?

20. Quem deve fazer o balanço do ano cultural nas ilhas?
A esta altura do ano não devíamos era ter uma grande gala da cultura para celebrarmos o que de melhor todos nós afirmamos que temos?

Um bom ano a todos, muita saúde e paz em 2007 e obrigado pelas visitas.

1 comments:

Queria tanto poder dizer alguma coisa sobre o Fórum Mais Santiago. Obrigado Filinto pelo texto que já diz tudo. "Ajudei a organizar u...

Mais Santiago...e só!

10:25 PM 1 Comments


Queria tanto poder dizer alguma coisa sobre o Fórum Mais Santiago.
Obrigado Filinto pelo texto que já diz tudo.

"Ajudei a organizar um Fórum. Falava-se ali sobre o Desenvolvimento Regional da Ilha de Santiago. Era uma coisa generosa, inclusiva e aberta. Era mais Cabo Verde. Tão diferente do sentido hegemónico de certos desacertos, que, ao longo dos anos, nos têm imposto elitezinhas levianas, desesperadas e bairristas. Tão à margem das conspirações regionalistas, e seus lobbies assombrosos, que desviam mundos e fundos para que não se desencravem os moradores de Santiago nos seus rincões e cutelos, achadas e fajãs, nossas leiras de terra enfim, sonho incisivo e visionário do poeta António Nunes. O Fórum de todos os cidadãos ciosos desta ilha maior e matricial, onde nasceu e tomou corpo a aventura crioula. Santiago, meu santo de todas as sementeiras, aqui me encontro. Estamos aqui. Por Cabo Verde…"

Por Filinto Silva em albatrozberdiano.blogspot.com

1 comments:

No ´próximo dia 20, Quarta Feira, Ricardo de Deus apresenta, mais uma vez, o seu novo trabalho "Fragmentos" ao público Praiense n...

Mais Fragmentos!

9:25 PM 0 Comments


No ´próximo dia 20, Quarta Feira, Ricardo de Deus apresenta, mais uma vez, o seu novo trabalho "Fragmentos" ao público Praiense no Centro Cultural Francês, às 21.30h.

Contamos com a presença de todos.

0 comments:

«A Linguagem do Ver» é uma mostra fotográfica de Hélder Paz Monteiro que estará patente ao público a partir desta segunda-feira 18, pelas 1...

A Linguagem do Ver em Exposição

9:12 PM 1 Comments


«A Linguagem do Ver» é uma mostra fotográfica de Hélder Paz Monteiro que estará patente ao público a partir desta segunda-feira 18, pelas 18h15 horas, e até 23 de Dezembro, na Reitoria da Universidade de Cabo Verde.

Ver mais em asemana

1 comments:

No último Casa da Cultura, o Vicente disse umas boas sobre o “estado da arte” da Cultura em Cabo Verde, claro apontando por exemplo o quinh...

100 Palavras...e um gráfico!

10:14 PM 2 Comments


No último Casa da Cultura, o Vicente disse umas boas sobre o “estado da arte” da Cultura em Cabo Verde, claro apontando por exemplo o quinhão que esta “pasta” (uma carteira minguada) vai receber do Orçamento Geral do Estado para 2007.

È curioso e vale a pena deixar aqui registado, para aqueles que foram “fintados”, a repetição do programa que normalmente acontece aos Sábados, levou ao ar um outro “Nta Mora Li” que não o da Quarta anterior.

Estas coisas criam-nos alguns grandes macacos e questões mil vêm à cabeça.
Será que houve...?

Numa altura em que toda a comunicação social junta-se para em acto solene pensar o “momento de viragem” é de se perguntar que tipo de viragem é por exemplo esta que aconteceu com o programa que não chegou a sair.

De qualquer forma fica aqui em imagem o que foi dito.

2 comments:

Caro Mito, agradeço o tempo que tens arranjado para mandar as mantenhas de Lisboa e apareceres sempre no espaço do Son. Há dias li a tua en...

Frase!

8:58 PM 0 Comments


Caro Mito,
agradeço o tempo que tens arranjado para mandar as mantenhas de Lisboa e apareceres sempre no espaço do Son.
Há dias li a tua entrevista e achei de extrema inteligência esta tua frase que te peço para "soltar" também a partir deste cutelo.

"Todo o meu trabalho é uma busca incessante da espiritualidade caboverdiana , sem no entanto recorrer ao cromo postal ou ao zouk visual”.

Mito

Entrevista por Margarida Fontes

0 comments:

O corêto perdeu o seu inquilino maior. Não sei olhar a "gurita", sem me lembrar dele. Paz à alma do Sr. Manuel Clarinete. Por M...

Manel Clarinete - Uma Homenagem! (2)

9:35 PM 0 Comments


O corêto perdeu o seu inquilino maior.
Não sei olhar a "gurita", sem me lembrar dele.
Paz à alma do Sr. Manuel Clarinete.


Por Mito Elias

0 comments:

Son di Santiagu pede permissão à Glaucia para utilizar o texto publicado no Paralelo 14. Gostaria de pelo menos prestar uma homenagem a este...

Manel Clarinete - Uma Homenagem!

9:18 PM 2 Comments

Son di Santiagu pede permissão à Glaucia para utilizar o texto publicado no Paralelo 14.
Gostaria de pelo menos prestar uma homenagem a este cidadão que foi um professor de música de vários musicos.
Que a sua alma descanse em paz.

.........
As bandas de música (X) - Manuel Clarinete

Domingo, 17 abril 2005
Na última crónica falámos de instrumentistas para quem as bandas municipais foram um pontapé de saída para carreiras em que vieram a se destacar longe delas. Desta vez, e a concluir esta série, vamos contar a história de alguém que, desde que começou a aprender a tocar, há mais de meio século, nunca se afastou delas.

Manuel Clarinete (Manuel Correia da Silva) nasceu na Praia no último dia do ano de 1933. Foi para S. Vicente ainda não tinha quatro anos, já que o pai, polícia, foi transferido para esta ilha em 1938.
Em 1948, quando Nhô Reis decide formar uma nova banda, substituindo os músicos que queriam ganhar mais, o jovem Manuel era aprendiz numa oficina de serralharia e mecânica. Com os colegas, vai para as aulas de música após o trabalho. "Saíamos às cinco horas e íamos directamente para a casa do sr. Reis, perto da Praça Nova. Naquele tempo, era rua Infante D. Henrique. Era todos os dias, até às oito da noite", recorda.

Essa banda, com 36 elementos, segundo o músico, estreia em Abril de 1950, no dia da Páscoa - um artigo publicado por Jacinto Estrela no "Notícias de Cabo Verde" confirma-o com exactidão. O mestre dividiu a banda em três partes e escolheu três dos melhores músicos para coordená-las e, ainda que novatos, ensinar aos outros: o naipe dos instrumentos baixos (contrabaixos, barítonos, trompas) ficou com Manuel, enquanto Duca de Nhô Pitra assumia os trombones e Ildefonso ficava com os clarinetes.

Mas o jovem Manuel, que nessa época tocava requinta (um clarinete pequeno, que também lhe deu a alcunha de Manuel Requinta), começa a tocar em bailes e, por isso, aos domingos, faltava. O sr. Reis, naturalmente, não gostava. "A gente, quando faltava, tinha de ir justificar, numa espécie de tribunal, arranjava-se um escrivão, a gente ia depor, dizer o motivo da falta, etc. Então fizeram isso umas três ou quatro vezes e decidi sair", conta o músico. Isso foi em 1952.

Nessa altura, o pai, que já estava reformado desde 1948, decide voltar para Santiago. "E não me deixou ficar lá." Entretanto, Jorge Cornetim, que estava a reger a banda da Praia - e que fora professor de Manuel Clarinete na disciplina de canto coral, no liceu em S. Vicente - fica sabendo da chegada do rapaz. "No dia seguinte àquele em que cheguei ele convidou-me para ir para a banda. Cheguei no dia 10 de Julho de 1952, e já no dia 13 toquei pela primeira vez na praça. Mas o meu pai disse que eu tinha que trabalhar, ficar só a tocar não podia. Jorge Cornetim contacta uma pessoa da Câmara para me arranjar um emprego, e aí fiquei sempre lá. Nunca trabalhei noutro sítio."

Com a saída de Jorge Cornetim, que vai para S. Vicente em 1967, o contramestre Eugénio Varela assumira a direcção da banda. Certo dia, em 1971, o sargento português Joaquim Safara estava na praça a ouvir a banda. No fim da apresentação, apresentou-se ao contramestre, disse que era músico e que estava a faltar qualquer coisa à banda. "Com quem é que devo falar?", perguntou. "Indicamos para falar com alguém na Câmara, ele foi. Foi uma iniciativa dele, não tinha vindo para reger a banda." Safara fica como regente até Janeiro de 1973 e, ao partir, indica o nome de Manuel Clarinete - que era funcionário da Câmara na área da fiscalização - para ficar no seu lugar. E ele passa, assim, a ser músico a tempo inteiro.

Também na sua gestão a banda - como foi sempre habitual na história destas formações - teve os seus altos e baixos. Em 1976, é extinta. "Havia músicos muito idosos - alguns estavam a tocar desde os anos 20 -, muitos não tinham dentes, coisa que numa banda é impossível, pois os dentes é que suportam embocadura dos instrumentos de sopro e sem a sua pressão as notas não saem afinadas. Os instrumentos também eram velhos, não ajudavam nada. Então na altura o delegado do governo - Alexandre de Pina - decidiu suspender a banda até haver melhores condições", recorda o maestro.

Em 1980, Manuel Clarinete parte para Portugal, para uma formação na banda da Guarda Nacional Republicana (GNR) que deveria durar quatro anos. Contudo, ao observar o músico cabo-verdiano, o chefe da banda, capitão Amorim, pergunta-lhe onde tinha estudado. "Eu disse: em Cabo Verde. Ele perguntou: mas lá há um conservatório? Eu disse que não. Então, como é que o sr. aprendeu? Eu disse: eu estudo. Porque na banda só se aprende a tocar, não há teoria. Mas eu sempre li, tinha muita prática de instrumento, e uma coisa que ajuda muito é escrever música. Há pessoas que só lêem música mas não escrevem."
O facto é que, menos de um ano depois da sua chegada, o chefe da banda da GNR diz-lhe que não tem muito a aprender lá e que se quiser pode-se ir embora. "Então passaram-me o diploma e o capitão Amorim entregou-me dois pares de batutas. E voltei para Cabo Verde." A Câmara abre inscrições e cerca de 120 pessoas se inscrevem, raparigas inclusive (cerca de 20, mas nenhuma ficou). Em Fevereiro de 1981 inicia-se a formação da nova banda, que estreia a 19 de Maio de 1983, recorda o maestro.

Mais tarde, parte dos músicos é contratada pelas Forças Armadas para formar a banda militar, o que faz com que actualmente a Banda Municipal da Praia conte com pouco mais de 30 elementos, embora os da militar participem das actuações da municipal. Há mais de um ano, por falta de bancos no coreto da Praça Alexandre Albuquerque, a banda não toca aos domingos. Mas os ensaios mantêm-se regularmente, embora as escassas oportunidades de tocar desmotivem os músicos.

Para além de músico e chefe da banda, recorde-se que Manuel Clarinete é também compositor. A bela morna "Laura" - gravada por Mário de Melo e Arminda Sousa há mais de 30 anos, e, na década de 90, por Gardénia Benrós e Maria Alice, sem contar a gravação de Fátima Alfama, inédita até 1998 e incluída na reedição do disco de Tututa e Taninho - é um dos seus temas mais conhecidos.

"Mata Sodadi" foi gravada pelo grupo Zeca Santos; "Basculante", por Ima Costa (Fátima Alfama) e "Pega Malandro" aparece em discos 45 rpm de Maria da Luz e de Mário de Melo. "Milho Branco", por sua vez - "que toquei a primeira vez num baile de fim de ano, em 14 de Dezembro de 1955" - , foi gravada pel'Os Apolos. "Só que eles trocaram a letra e um bocadinho a música", diz o compositor. "Nossa Senhora da Graça" e "Tempo Perdido" são temas que apresentou na rádio ou outras ocasiões, mas que não sabe se foram gravados.

"O meu mal sempre foi que eu fazia a música para eu tocar, porque eu tocava todos os sábados, todos os domingos, e o reportório aqui na Praia não era muito, por isso eu criava música", explica, para justificar que, apesar da sua memória excepcional, não se possa recordar de todas as suas composições tão bem quanto se recorda das datas que marcaram os seus 55 anos de banda, 32 como chefe da da Praia.

Por Gláucia Nogueira

2 comments:

Festival di Somada tevi participason di grandis nomis di musica internacional. Alfa Blondy, Gipsy Kings e Kassav. Ma Son di Santiagu, f...

Ah Somada (3) - Back to the Roots!

6:21 PM 5 Comments





Festival di Somada tevi participason di grandis nomis di musica internacional. Alfa Blondy, Gipsy Kings e Kassav.

Ma Son di Santiagu, fica sabi ta sabi ma na kel palco staba també presença di Zeca Nha Reinalda, Zezé di Nha Reinalda, Duka e Magra. Tudu es como parti di mesma Banda.

Ê motivo pa pergunta si dja tchiga ora di um "Back to The Roots"... Posted by Picasa

5 comments:

Depois de PraiaMov, que fez subir contentores "riba Praça", Cesar Schofield, apresenta Praia Mix no CCF, hoje sexta-feira, dia 1 ...

Praia Mix

9:37 PM 1 Comments


Depois de PraiaMov, que fez subir contentores "riba Praça", Cesar Schofield, apresenta Praia Mix no CCF, hoje sexta-feira, dia 1 de Dezembro às 18h30.

Pelas imagens que vi Cesar continua a propor um olhar diferente sobre a cidade e sobre o seu quotidiano.

Como diz o próprio fotógrtafo, "a exposição é um ensaio fotográfico sobre a beleza da Cidade da Praia. Este conceito parece chocar completamente com a evidente desorganização da cidade, com os seus imensos bairros ilegais, lixeira, ruas esburacadas, ligações clandestinas, comércio ambulante caótico...mas é precisamente de todos esses elementos que o ensaio fotográfico vai buscar a estética."

Estamos todos convidados.

1 comments:

Parte do Texto. “Quixote gostava de vento. E por aqui havia dois bandos: Barlavento e Sotavento. Com os ventos vinham os gafanhotos – esses...

D. Quixote of the Islands!

9:32 PM 0 Comments

Parte do Texto.

“Quixote gostava de vento. E por aqui havia dois bandos: Barlavento e Sotavento. Com os ventos vinham os gafanhotos – esses anjos do deserto. Os moinhos de vento nasciam já cansados de poços que nunca deram de mamar à terra. E na velhice tinham como única ocupação ceifar asas dos gafanhotos.

Quando o vento soprava de um lado Quixote ficava magro, magro, magro. E do engenhoso fidalgo descenderam muitos meninos eternamente magros no tempo e no espaço. Quando o vento soprava do outro lado Quixote se convertia em Sancho Panza, e parecia gordo, mas não o era, estava apenas prenhe de outros tantos meninos gordos no espaço e magro no tempo..”

...................

Caros Manu Preto e Mário Lúcio,

Ontem não podia faltar à estreia de “D. Quixote das Ilhas” – o nosso Quixote.

Para ser breve, já que talvez não tenha argumentos para criticar o que vi, deixo-vos publicamente minha grande admiração e reconhecimento pelo trabalho de mais de 2 anos que agora dividem com o público.

Achei o espaço “pequeno” para a dimensão da grande obra que “transpiraram”.
Uma coreografia muito bem musicada o que me pareceu realmente um trabalho intenso de conversa e acertos ainda longe do palco.
Valeu muito a paixão e a entrega na realização. Valeu ainda todo o trabalho de som e luz conseguiram. O som da guitarra e da voz foi de alto nível.
Parabéns a todos.


Considero ter sido um grande momento de actividade criativa e de exercício da arte.
Que seja dado a D. Quixote a oportunidade de aproveitar o vento e viajar pelas ilhas e pelo mundo.

PS: Nota 10 ao Director do CCP por ter pedido o desligar dos telemóveis.

0 comments: