terça-feira, setembro 12, 2006

Nta Mora Li - Noticias de Lisboa

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Quando Lisboa fala criolo!

Lisboa nas suas muitas maneiras de falar, hoje é mais criola do que nunca!
Criola na sua forma de sentir, vestir, cantar, pensar, ser! Criola porque mista, multicultural, atrevida e cada vez mais moderna! Para mim, Lisboa de outros tempos, do Bairro Alto, Rua da Rosa, rua do Norte, rua da Barroca e a esquina do Mezcal declarada zona freak oficial, suas meninas Erasmus, prontas a serem conquistadas, eu e a minha insaciável vontade de viver, eu era parte dessa Lisboa.

Passeio devagar o meu olhar e tudo isso ainda lá esta. Nada muda apesar da nostalgia, a estranha sensação de que tudo continua mesmo sem nós. Quem não existe é aquele personagem que era eu: o menino afro, depois rasta, com os dedos eternamente sujos de tinta, um olhar, diziam, sonhador e que sofria de insónias, por isso a noite era sempre longa, longa interminável . Do outro lado da fantasia o Tejo Bar, local onde nas mãos, guitarras, voz, pincéis, cores de muitos e todos os artistas perdidos da noite lisboeta se fabricam sonhos!

No tejo bar, o dia acorda cedo e se prolonga ate o último cliente bater a porta e sair, seja a que horas for. Do miradouro de Santa Catarina guardo a memória de muitos primeiros beijos, tardes de improvisadas sambas, e o anoitecer sobre o tejo, Cristo rei português lá de longe vigia.
Lisboa também é, como não, a mais caboverdiana dos seus espaços: Beleza, onde hoje vão os velhotes e as cotas do antigamente relembrar velhos tempos nos ritmos de uma linda negra ou de um preto gigolo. Casa da morna pa kenha ki podi, kem ka ki podi ba bebi grogu la pa buraka.
Hoje minha Lisboa faz-se das mesmas esquinas de sempre, so eu nao lá estou, é porque a cidade é eterna e eu não. Posted by Picasa
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