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Showing posts from September, 2006

Impacto

Hello Kim, não poderia deixar de te dizer que depois de ler a tua entrevista no Asemana On line o Son di Santiagu ficou completamente desafinado...

Penso que continuará a valer sempre isto que eu mesmo disse no dia do pré-lançamento de Dança da Ilhas.

"Desejo ao Kim saúde, muito sossego na vida para criar sempre e sobretudo à luz da humildade para estar sempre com os pés no chão junto daqueles que no dia a dia o acarinham e o inspiram de forma também simples para a música."

E viva a música!

Dança das Ilhas - Pré-Lançamento

Ontem foi dia de pré-lançamento do CD “Dança das Ilhas” de Kim Alves.
Aconteceu no Espaço K e Kim convidou a imprensa, amigos e músicos para dar a conhecer o que ele mesmo considerou ser seu “presente” à música caboverdeana.

Eu sabia que ia ter pré-lançamento. Não sabia era que Kim ia “improvisar” e me convidar para na hora falar sobre “Dança das Ilhas”.
Não pude deixar Kim na mão. Ele que não nega nada, sobretudo a músicos quando lhe pedem para dar o seu melhor.

Assim, achei importante falar da pessoa do músico que é Kim Alves. Alguém que tem dado uma contribuição de valor à música de muita gente. Aquele que acredita sempre no projecto dos outros e o executa como sendo seu. Enfim, aquele ao abrir um Studio tem ajudado a muitos de nós a realizar os seus projectos.

Confesso que este foi o lado fácil da minha conversa.


O difícil mesmo era falar de “Dança das Ilhas”. Mesmo assim procurei deixar alguns comentários. Entendo que este trabalho tem um quê de síntese de muito o que é o repertório ou…

Dança da Ilhas

Por Kwame Gamal Monteiro

1. APRESENTAÇÃO

O músico poli-instrumentista, produtor musical, arranjador,engenheiro de som, compositor e intérprete, estudioso da música de Cabo Verde, Joaquim Fernandes de Pina Alves (Kim Alves), vai fazer o lançamento do CD de música tradicional caboverdeana instrumental “Dança das Ilhas”. Este CD apresenta temas originais da nossa música (sendo a maioria da autoria do mesmo), com maior incidência nos rítmos de Santiago e Fogo, todos com tratamento altamente sofisticado (e ao mesmo tempo completamente acessível a qualquer leigo musical) em termos de harmonização melódica e rítmica, fruto de toda uma vida de recolhas e pesquisas dos rítmos realmente autóctones caboverdeanos.

O disco (totalmente produzido em Cabo Verde, no Kmagic Digital Studio) é uma compilação cultural de ritmos nacionais, onde a alma caboverdeana desfila todas as suas faces e seu esplendor de forma sublime e harmoniosa, constituindo-se, sem dúvida nenhuma, num documento etnográfico de valor …

Kim Alves - Dança das Ilhas

Esta semana, Son di Santiagu dedica este espaço para falar e fazer a divulgação do CD “Dança das Ilhas” de Kim Alves.
Gostaria de abrir o espaço ainda para receber todos aqueles que gostariam de deixar uma nota sobre este músico e o trabalho que vem fazendo no domínio da musica em Cabo Verde.

Kim, já estou ansioso para o dia do concerto e poder ao vivo e a cores deliciar os temas de “Dança das Ilhas”.

Não te esqueças do meu tema e da minha dedicatória!!!

Hello Hello Cabo Verde!!!

Son di Santiagu pede a todos aqueles que gostam de Paulino Vieira, reconhecem a sua importância para a música destas ilhas, para entrarmos numa onda positiva desejando uma rápida recuperação a este homem que é um património cultural da nação crioula.

Paulo, volte logo e com "kel classe da gaita...!!!

Casa da Cultura - Breaking News!!!

Hello Abraão,

Vai este post para te deixar saber lá pelas ruas de Paris, que o teu, nosso, da Casa da Cultura, "NTA MORA LI, "AMI E DI LI" para além de ter-se tornado um "icone" nacional, passou agora a fazer parte também da intimidade íntima das nossas criolas.

A cultura a cumprir um papel fora de série!!!
Valeu man!

Nta Mora Li - De Paris

Continuo sem entender porque é que os nossos ex-colonizadores continuam a pensar que somos objectos exóticos para exibir.
Eu que ando por aí de boca cheia chingando aos portugueses e vem os franceses e me saem com esta. Nouvelles Africainnes…Bom, não vou negar que é bom passar em certas ruas de Paris e ver as minhas fotos penduras por ai !
Sim mas isso é vaidade minha, no fundo detesto ser usado e além de mais ter de ser políticamente correcto. Pronto, devo confessar que estou um pouco irritado e diz-se que quando assim é convêm não falar do tema por algum tempo.

Para me acalmar vou comendo todos os museus e monumentos da Cidade: Louvre, Concorde, les Champ Elissés, todas as pontes, Notre Dame, Centro Pompidou (que maravilha para os olhos e para os sentidos), museu de Orsay, Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris, mais maravilhas que só visto.
Hoje finalmente Museu de Quai Brandly.

Sim, essa gente é completamente louca. Para se ver um Museu é preciso literalmente um dia inteiro, tanta é …

Rap di Pueta!!!

Isto fui buscar no Liberal.
Um texto cheio de musicalidade do José Luis Tavares.

Follow this flow, man!!!

RAP DI PUETA
Nha bida é fase versu
manera di konbersu
rafaze universu
na óra reza tersu
//
Ka oru pa futuru
sustentu di manhan
más só tinta sukuru
kansera ku bran-bran
//
Un bes ta flada muza
kel spritu ki ta nspira
gosi bu ten ki uza
kabesa y transpira
//
N dexa kanta flor
pamodi forsa dor
nha versu perde kor
kubridu ku fedor
//
Amor dja é ka tema
si lumi dja ka kema
pa nobus prublema
konstrui nobu sistema
//
Katxor ta bai na rua
é tema di puezia
ómi prindadu na grua
é sol di tudu dia
//
Puezia é sen pabia
ti ómi na kadia
ti rai di kobardia
el é ta fla bon dia
//
Sukuru dentu bo
ta luta pa ser dia
makaku riba pó
kel li tanbé é puezia
//
E ka ta intxi kartera
inbora é txeu kansera
na txada sen barsera
é barsi paridera
//
Albês é konbersu duru
batida di kuduru
más e ka ta rende juru
na banku di futuru
//
Si vos ken ki obi-l
ta odja mô k´é mundu
albes na mês d´abril
e ta rabenta fundu
//
Prende-l é trabadju rixu
ki ta tra soris di testa
pa ot…

Resposta a uma inquietação

Ao MFAP

Desde ontem, na tentativa de procurar perceber um determinado problema que tem me tirado o apetite, procurei alguma coisa para ler, sempre atrás de alguma pista no sentido de resolver este estado de alma.

Deitei mão ao “Combates pela História”, de António Correia e Silva e por acaso esfolhei até chegar na página 81.

Diz assim: “Mas numa sociedade, como a nossa, na qual as elites que concebem e executam as políticas de desenvolvimento são, muitas vezes, arrogantemente ignorantes da História, desconhecendo soluções, debates e impasses já vividos por outras gerações, estou em crer que faz todo sentido, a propósito do futuro que se procura inventar, revisitar o passado.”

Que alívio!!!

Teté Alhinho - Mais Música

A Teté Alhinho está a gravar mais um CD.
No sábado passado fui ao Stúdio do Zunga Pinheiro, na rua Madragoa, para dar uma espreitadela.

Deu para sentir a felicidade da Teté fazendo mais este trabalho, e sobretudo deu para sentir um bom fluído dentro do Stúdio. A música saia leve pelas mãos de Sara, Ricardo, Ângelo, Micau, e Kizó. Ouvi um bom tema, senão me engano “Konkista di Badiu”…

Força Teté e até à próxima visita.

Son di Santiagu - Updates!!!

Tenho andado a explorar uma forma para tornar o "Catálogo di Son" com alguma dinâmica. Surgiu esta ideia que vi num site do meu amigo Orlando, que também viu nas experiencias da minha amiga Vania.

Espero poder vir a passar uma longuíssima metragem que é este filme de pessoas que fizeram/fazem acontecer nesta ilha.

Nta Mora Li - Noticias de Barcelona

“Los Castigados” emigram para Cabo Verde

Depois de uma semana de chuva e tempestades, imagine-se tropicais, em pleno mediterrâneo, hoje sexta-feira, momento de lavar roupa suja e secá-la ao sol.
Barcelona encanta-me pois aqui cai por solo, patética, aquela mania já antiga de enganarmo-nos uns aos outros de sermos todos iguais. Aqui viva a desigualdade.

Ontem fui visitar Andrea Luschi, pintor Italiano, meu amigo da espera. Andrea anda a trabalhar na série Die another day, retratos explicativos do consumismo, da necessidade contemporânea de estar sempre na moda. Andrea não está muito feliz, anda a trabalhar na Loja Mango para poder pagar as contas, a pintura ainda não dá para viver.
Bebemos umas quantas birras e convidamos mais amigos da lide, a sentados no chão do atelier, visionarmos uma selecção de fotos “Cabo Verde Spritu Lebi”.

No Final repetimos os slides enquanto conversávamos. A lista de exposições para Cabo Verde cresce todos os dias. Eu prometo como um político descarado e corrupto…

Sem Titulo!!!

Tenho que pedir permissão ao Sopafla para "roubar" este post. É que estas imagens têm que estar no Son di Santiagu.

Fico a imaginar duas coisas: esta construção feita há vários anos atrás e o que ela pode trazer para o pessoal que mora nesta área e para a ilha.


Fotos: Gafanhotu.

Um novo Batuku - Mais uma nota

Oh Kisó, li o teu post “O Novo Batuko da TSF”…

Deu-me vontade de mandar este que eu tinha já pensado há algum tempo.
Defendo que o novo em Cabo Verde pode estar há vários anos atrás. Não hoje, ou mesmo o que pode vir amanhâ.
Como não se consome muita coisa boa que se fez no passado, ou não há uma valorização social, cultural destas coisas, elas passam a coisas comuns, ou passam a nada pura e simplesmente.

Por exemplo, achei fixe uma amiga há dias “confessar” que está a redescobrir Bulimundo, Finaçon…enfim há muita coisa por (re)descobrir em termos de música. Outro exemplo, há uma (re)descoberta a ser feita no disco Cabeça em Movimento de Abel Djassi…Rapazis xinta na tchon es pensa i es toca…

Sobre o Batuku, Tabanka, Funaná e ritmos afins, vale a pena (re)descobrir o grupo Kolá que nasceu em São Vicente, o Norberto Tavares di Somada.

Para finalizar, convido a todos a ouvirem “Tema para Dois” dos Tubarões.
Que raio de coisa é esta que o Zeca Couto quis nos dizer em pleno anos 80.
Enfim, música …

Holofote em Djoi Amado!!!

Aqui está de certeza um outro filão na música que se faz em Cabo Verde.
Meu primeiro encontro com Djoi Amado, foi casual, no studio do Kim Alves.
Na altura mostrava algumas músicas ao Manu Lima. Penso que estava-se a preparar o projecto "Conexão Dakar-Praia".

Há pessoas que vêem a música de outros ângulos. Djoi é dessas pessoas.
Cada melodia que ouvia naquele dia suava a diferente, novo mesmo, outro son.

Passou um tempo, ouvi um dia na rádio a música “tchuba ta cai na tchon, tcheru di terra modjadu…”. Depois, na abertura do concerto de Maria de Barros tive a feliz surpresa de ver Djoi de novo. Uma presença em palco que me arrepiou.
Acho que Djoi Amado surpreendeu a todos, sobretudo com a música “Bila”.

Possuidor de uma voz desconcertante e boa execução na guitarra Djoi vai marcar a sua assinatura na lista dos grandes músicos e compositores destas ilhas.
Alguém quer apostar…

Conversa entre mestres!!!

O que é que Codé di Dona estaria a dizer ao Paulino Vieira?
Venho tentando imaginar o que seria desde há algum tempo pra cá.
Hoje descobri.

Nada mais do que: “n´teni febri funaná….”

Nta Mora Li - Noticias de Lisboa

Quando Lisboa fala criolo!

Lisboa nas suas muitas maneiras de falar, hoje é mais criola do que nunca!
Criola na sua forma de sentir, vestir, cantar, pensar, ser! Criola porque mista, multicultural, atrevida e cada vez mais moderna! Para mim, Lisboa de outros tempos, do Bairro Alto, Rua da Rosa, rua do Norte, rua da Barroca e a esquina do Mezcal declarada zona freak oficial, suas meninas Erasmus, prontas a serem conquistadas, eu e a minha insaciável vontade de viver, eu era parte dessa Lisboa.

Passeio devagar o meu olhar e tudo isso ainda lá esta. Nada muda apesar da nostalgia, a estranha sensação de que tudo continua mesmo sem nós. Quem não existe é aquele personagem que era eu: o menino afro, depois rasta, com os dedos eternamente sujos de tinta, um olhar, diziam, sonhador e que sofria de insónias, por isso a noite era sempre longa, longa interminável . Do outro lado da fantasia o Tejo Bar, local onde nas mãos, guitarras, voz, pincéis, cores de muitos e todos os artistas perdidos da n…

Mário Lúcio - Ao Vivo e aos Outros

Recebi via móvel o convite para o lançamento de mais este CD do Mário.
Recebi ainda, um envelope com convite e CD. A cidade convidava a todos que se interessassem para assistirem a este “momento de felicidade” deste artista.

Fui ver o lançamento. Vi o CD ser mesmo lançado ao mar e a lua que era cheia também assistiu.
Mário Lúcio, claramente tem um sentido estético para o seu trabalho.
Hasta Siempre, Lutchu!!!

Os Perigos da Noite ou a Tentação da Criação

Ontem houve um “encontro de pessoas” na Casa Bela, a tal porta 29 no Plateau.
A ideia deste “encontro” surgiu a partir de uma visita, em que César, João Vieira e eu, desafiamos a nós próprios para a necessidade de provocarmos uma conversa sobre alguma coisa neste espaço “cool” que é a Casa Bela.

De repente surge-nos um nome para isto: “ Os perigos da Noite e a Tentação da Criatividade”.
Não por acaso, este título mas porque o João pareceu “defender” que a noite pode ser perigosa e eu por acreditar que a “minha inspiração vem do silêncio da noite”.

O César pôs fogo nesta lenha, aceitamos a “armação”. Convites circularam e o nosso amigo Paulo Noel foi nomeado moderador.

E aconteceu mesmo. Pessoas várias apareceram e “pintou” um clima interessante. Penso que pode estar ali uma forma de fazer vida nocturna na cidade. Continuo, pessoalmente a acreditar que a noite é cada um de nós, intimidades, medos, fantasias, descobertas, criação, mitos e a própria noite.

Claro que não vou falar dos detalhes …

Um delta na equação da Cidade

Há dias tinha feito um post que chamei "O Bar do Ney..."

Hoje faço um outro para falar do mesmo espaço, aquela tal porta 29, mas para por o holofote no Cesar e Baluka que resolveram acrescentar algo mais à "linha editorial" do Ney, criando a Casa Bela .

Son di Santiagu, deixa forças aos dois "New Kids on the Block", para fazerem durar no tempo esta iniciativa.
Espero, que apesar do delta, consigam manter a uma ideia de um espaço "cool".

Finason di Konbersu com Danny Spinola

Ontem, dia 04, a TCV passou a gravação do programa “Finason di Konbersu” de Danny Spínola, que Princesito e eu participamos.

Devo dizer que foi um prazer grande para mim fazer este programa.
Pelo facto de ter tido a oportunidade de falar do projecto Trás di Son com o Danny, pessoa pelo qual tenho admiração pela forma como se bate pelas questões ligadas a esta coisa que é a cultura caboverdiana.
Fazer um programa na Televisão em Cabo Verde exige muita coisa, mas exige uma coisa importante que Danny de certeza tem. Ideias, Projectos e sobretudo vontade de fazer.

Por outro lado, estar ao lado de Princesito nesta conversa é sempre desafiador, pois este “finador contemporâneo” que sabe ler, escrever e ainda faz dá umas “boitas” com a guitarra, é um criador nato, autêntico e me surpreende a cada minuto.

Falamos de coisas que parecem ser importantes neste momento, e claro, aprofundamos os temas muito em função do tempo que é sempre limitado na TV.

O certo é que, depois de terminarmos a gravação fi…

Cabo Verde - Spritu Lebi em Paris

O “menino” Vicente partiu para Paris…
na verdade o destino é Paris mas o tour tem uma passagem por Bairro Alto, a marginal de Barcelona e depois sim, Paris.

Vicente, está entre os 60 artistas africanos seleccionados pela organização do evento para ajudar a “mostrar uma outra imagem da Africa” usando as suas sensibilidades fotográficas.

A exposição será no “20e arrondissement” que será o espaço da exposição e de descoberta das imagens.

Tive a oportunidade de ver o material que o criador de Nta Mora Li e Casa da Cultura leva na bagagem.
Se esta participação tem alguma coisa com o que normalmente se diz por cá, que está-se a representar Cabo verde e blá blá blá, então como caboverdiano sinto que vamos estar representados com classe, criatividade e sobretudo que Abraão "não vai passear" nesta mostra de fotografias sobre/de África.

É que Vicente vai a Paris porque trabalhou para isto e vem “estudando” esta participação há cerca de um ano. Tudo isso implicou uma actividade de pesquisa …

Cantando na Chuva!!!

Ontem, dei uma volta pela "cidade" para ficar com o registo da boa chuva que caiu.
Houve "alerta vermelha" em pontos criticos, caiu a encosta do Brasil, a estrada do Gimno ficou completamente alagada, idem aspas a do Palacio do Governo...
Mas o cool mesmo foi encontrar estes 4 garotos "rappers", na entrada da Várzea.

Fizeram uma autêntica denúncia cantando na chuva.
Diziam algo como isto...

"Praia Capital
Minina di Atlanticu
Keli e Praia Rial
Agu na Kintal
Alguem sa ta ingananu"...

Não deu para não cantar com eles...