
Em Maio, estive em Lisboa. Fui ao Casa da Morna para ouvir música.
Não havia música, mas tive o prazer de jantar com o meu amigo Paló.
Depois do jantar Paló convidou-me para acompanhá-lo ao BLEZA onde ia fazer o som dos Tabanka Djazz. Fui. Afinal era uma oportunidade para rever malta amiga desde os tempos de finason numa famosa viagem a Bissau.
Fui já perguntando pelo Mikas, Ju, quando o Paló deixou-me saber do estado de saúde do Caló. Na hora, a noticia não teve assim tanto impacto.
Chegamos ao BLEZA e no Pátio de Edifício pusemos à conversa com o Mikas.
Depois chega o Caló a conduzir. Não deu para esconder que fiquei triste ao vê-lo. As marcas que o cancro lhe vinha impondo eram visíveis. Quando me viu, deu-me um abraço forte e ainda os parabéns pelo Trás di Son. Perguntei-lhe como se sentia, respondeu: “hoje estou bem, vou até tocar. Fica para ouvir”.
Mas Caló conservava a mesma presença nas músicas do Tabanka Djazz e naquela noite mantinha ainda a simpatia e uma delicadeza que lhe é muito própria.
A morte de Caló toca-me e de certeza toca a todos que de alguma forma conviveram com ele.
Aproveito em nome da malta do Finason para enviar um abraço forte a todos os amigos do Tabanka Djazz.
Que haja mais música em memória a Caló Barbosa.
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