quinta-feira, junho 08, 2006

Um Hello ao Milton e a Certas Canções

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Pra mim música é música e assim será para todo o sempre.
Só que quanto mais se puxar mais ela dá e mais se tem.

A onda e cristalização do Zouk made in CV, dá para perguntar aonde pára a irreverência, o espírito do novo e a necessidade da diferença da juventude.

Enfim, também já chega.
Depois de pensar por uns instantes nisso revisitou-me este som…
Alívio.


Certas Canções

Certas canções que ouço
cabem tão dentro de mim
que perguntar carece
Como não fui eu que fiz

Certa emoção me alcança
Corta minha alma sem dor
certas canções me chegam
Como se fosse o amor

Contos da água e do fogo
cacos de vidas no chão
Cartas do sonho do povo
o coração do cantor

Vida e mais vida ou ferida
Chuva, outono ou mar
Carvão e giz abrigo

Gesto molhado no olhar
Calor que invade, arde, queima, encoraja
Amor que invade, arde, carece de cantar

De Milton Nascimento Posted by Picasa
Reacções:

1 comentários:

karine disse...

Acho que todos nós ja tivemos essa sensação de « eu podia ter feito isto» e não só em relação à musicas como também a poemas, frases ditas, enfim tudo o que seja obra do espiríto. O porquê da pouca inovação da nossa juventude apesar da irreverência típica dessa fase resulta talvez desta nossa sociedade estereotipada que vê com maus olhos aquilo que é diferente. Torna mais fácil ir na onda do Zuck love ou «zuck caramelizado» como alguém chamou, do que inovar! Mas chega de psicologia barata, principalmente vindo de alguem que não possui nenhum dom artistico como eu.