sexta-feira, junho 30, 2006

Santos e seu Som no CCF Sábado 30, às 21 horas

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Este concerto não aconteceu porque esta equação não é verdade ainda pelo menos em Santiagu: "música = luz" e luz = música".
Fica também dificil fazer-se arte e música no "breu" imposto pela Electra.

"Faça-se luz" - disse o criador!

Isto foi dito em Genesis. Nossa!!! há muito tempo!
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terça-feira, junho 27, 2006

Holofote para Houss e Kisó

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Muitas vezes em certas actividades o holofote fica posicionado de forma a sugerir sempre o mesmo destaque. Na música por exemplo, destaques são sempre os cantores, sobretudo no caso da música em Cabo Verde. Isto é ainda mais agravado quando músicas tipo instrumental não fazem ainda muita preferência para um público mais amplo.

Assim, este "post" vai para chamar atenção sobre dois músicos que penso constituem pilares fundamentais de uma determinada onda musical actual. Têm os dois um background musical fora do comum e o mais importante, cultivam as tendências inteligentes do mundo da música.


Cultivam ainda a audição musical ao seu extremo. Difícil encontrar o Houss ou Kisó sem uma boa música nos seus 4 rodas. Este exercício vale ouro, e contribui para atingirem o nível que apresentam nos palcos e nos discos.
Quando fazem o "back to the roots" acabam por levar a execução a outros níveis.

Quando, por exemplo, se fala no Pantera e ou posteriormente no Tcheka, não se faz referência a estes dois músicos que desde o inicio estiveram na criação das "correntes" de um e outro. (Há outros, claro!)

Eu não tenho dúvidas de que tanto o Houss (Baterista/Percussionista) como o Kisó (Baixo) introduziram um tempero, uma técnica e uma experiência musical que foram determinantes para definir o som que ficou associado a esta nova onda. Posted by Picasa

sábado, junho 24, 2006

Debate: Música de Cabo Verde

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Confesso que está a ser difícil escrever sobre o encontro de ontem.
Pela admiração e respeito que tenho pelos apresentadores (Glaucia Nogueira e Carlos Gonçalves) marquei presença.
Afinal era mais uma oportunidade para se ouvir e falar de música.
Coisa rara por aqui. Em regra aqui toca-se. Agora, não se fala sobre o que é tocado.

Lembra-me um pouco a discussão de há dias em que o “menino Vicente” disse que “não temos um pensamento para arte”.

Devo dizer que sai do encontro meio desapontado.
Bem, primeiro os músicos não apareceram e de gente que entendo deve interessar-se pela música nas/das ilhas nem sinal. A foto mostra a sala 30 minutos depois da hora marcada...

A minha expectativa era maior. O tema dava para mais.
Quis ver o encontro de ontem como algo mais “perspectivo”, para os tempos que vêm. Com a troca de ideais sobre, estética musical, correntes musicais ou estilos, produção musical, audição, divulgação, nível de execução, domínio de instrumento, interacção entre músicos, formação musical, crítica musical enfim coisas que penso serem importantes para a “Perspectiva da música de Cabo Verde nos seus aspectos estéticos e comerciais”. Posted by Picasa

3500 Hits e um Hello aos Artistas

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O counter do Son di Santiagu mostra hoje que 3500 hits passaram pela página.
Aproveito para agradecer a todos que circulam por este espaço. Espero que estejam a sair com algo de interesse depois da visita.

Gostaria no entanto que houvesse algum rasto da visita, alguma interação à volta dos posts. Quando pensei nesta ideia era um pouco para criar uma "movimentação" à volta de ideias, projectos e interesses que todos temos. Sobretudo em relação aos artistas, para os quais crie uma janela especifica. Fico à espera de algum envolvimento dos artistas.

Penso que a internet e recursos do género podem e de que maneira ajudar a criar uma exposição individual/colectiva que ultrapassa a fronteira das ilhas para atingir uma dimensão universal.

Mas participar (efectivamente)é sempre dificil! Posted by Picasa

quinta-feira, junho 22, 2006

Perspectiva vs Expectativa

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Pra mim futebol é música. Dá-me a impressão que é possivel em cada jogo, ter uma música própria que depende do ritmo que se conseguiu naqueles noventa minutos.
Realmente gosto muito das duas coisas e mais, de praticar as duas coisas.

Hoje é um dia dificil. Há a conferência "Perspectivas sobre a Musica Caboverdiana" e há mais um jogo do Brasil. Parece que coincidem na hora (18:00 ?)



A expectativa é ver se o pessoal da música é assim tão ligado ao futebol.
Meu "prognóstico" é que ganha o Brasil e que também haja "quorum" para o debate.
Para que a música caboverdiana também marque alguns pontos.
Vou com camera e tudo. Depois conto como foi... Posted by Picasa

terça-feira, junho 20, 2006

Festival de Pequenos Cantores

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Ontem (19) fui assistir ao Festival dos Pequenos Cantores no Auditório Nacional.
Um evento organizado pela Fundação Infância Feliz para marcar Junho - o mês da criança. Marcaram presença cerca de 10 (?) crianças de vários cantos de Cabo Verde.
Sala quase cheia e animação do show também feita por apresentador criança. Decisão esperta e que mereceu aplausos da criançada.

Fui para ver a minha sobrinha Leila Barbosa, representando Assomada e o interior de Santiago. Os quatro concorrentes que entraram cantaram bem. Quando a Leila entrou sinti (não por ser tio ) que mudou alguma coisa. Primeiro porque ela antes de cantar quis ter uma comunicação com os organizadores, o júri e todo o auditório. A Leila estava firme e com a certeza no palco típico de artista. Estava linda…

Cantou dois temas: “Ursinho” e “Batuku sta na moda”.
No primeiro, tema infantil, deu um show de voz. Afinadíssima, uma interpretação de arrepiar. No segundo tema, colou-se como uma criança faria à interpretação da Lura, seguindo todas as nuances melódicas daquela estrela nacional. Leila não se perdeu nos improvisos da parte final da música.
Assumi um “já ganhou”!!!

Não é que o júri também sentiu e decidiu a mesma coisa!!!

No dia anterior, durante os ensaios no Parque 5 de Julho, a Leila perguntou-me: “Tio, achas que tenho chances de ganhar”? Posted by Picasa

Que Trio!

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Admiro este trio. Não formam necessariamente um trio de música, embora terem já estado em em apresentações juntos. A última se não me engano promovida pelo Centro Cultural Francês -Praia.

A minha admiração tem a ver exactamente com características especiais que estas pessoas têm e pela sua dedicação à formação musical.

1. Tó Tavares, carrega uma visão e talvez um sonho de longa data. Criar uma escola de música, ensinar música sobretudo a crianças. No inicio dos anos 90 surge a Escola Pentagrama. É comovente ouvir o Tó a falar deste seu projecto, das angústias e das alegrias que a escola tem dado.
Na verdade, mesmo enfrentando dificuldades mil, a Escola tem feito um trabalho de base que tem dado frutos. Hoje é comum ver-se crianças e jovens de guitarra nas costas cruzando a cidade. Vão para a aula de música com o professor Tó Tavares na Escola Pentagrama.
Tó Tavares teima em fazer da Escola um espaço em que esta nova geração tenha uma oportunidade para se formar numa área que em Cabo Verde precisamos dar um salto: a música.

2. Ricardo de Deus, um brasileiro que Deus mandou para Cabo Verde cumprir uma missão. Ensinar música e dividir seus conhecimentos e sobretudo a sua sensibilidade musical com todos que com ele trabalham. Ricardo é professor na Escola Pentagrama, e faz um trabalho que no nosso contexto exige uma paciência que teria que ser alguém com seu estado de alma para levar o desafio por uma semana. O rigor, a disciplina e sobretudo o nível de estudo das lições de Piano que Ricardo gostaria de ver acontecer parece ser ainda problemas sérios para os nossos estudantes.
O nosso ambiente ainda acredita e promove o lado fácil da arte. A grande maioria parece querer sentar-se no piano e começar a tocar.
Este ciclo que tende a músicos apenas de ouvido terá que ser quebrado e já.
Ricardo tem conhecimentos de sobra para isso.

3. Pedro Moreno, um dia foi aluno de Tó Tavares. Foi sempre dedicado aos estudos da música e mostrou grandes qualidades na execução. Num dos workshops promovidos pela Escola, Pedro ganhou uma bolsa e foi estudar música num conservatório em Paris-França.
Hoje é professor também na Escola Pentagrama. Há dias, Pedro esteve no programa Finason di Konbersu di Danny Spínola. Falou da sua experiência nesta outra dimensão que é o lado erudito da música.
Gostei dos recados que deixou sobre a música de uma forma geral e em particular sobre a música de Cabo Verde. Pôs o dedo na questão da formação como única forma de sairmos do folclore e passarmos a ser capazes de explorar melhor o campo musical e cada instrumento.
A própria forma como as imagens mostraram Pedro a cuidar do seu instrumento, dele tirar sons, evidencia o quanto a formação por si impõe um relacionamento completamente diferente entre o músico, o instrumento e a música.

terça-feira, junho 13, 2006

Hello para Debbie Jefferson

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Quem me falou dela foi Tó Tavares, professor da Escola Pentagrama. Uma Americana (já Cabo Verdiana), que depois da missão no Peace Corps, resolveu ficar por estas bandas. A Debbie vem dando aulas de canto e também tem cantado em alguns lugares reservados.
Quando pensei na música Finata 44, imaginei um som com algo de "soul". Um dia, o Tó me deu o contacto da Debbie e liguei.
"Hi Debbie, i´m working on this cd project and i would like to have your "soul" on it".
"Thanks for inviting me". Esta foi a conversa com Debbie, alguém que nem conhecia. Combinamos o dia para ir ao Studio K-Magic na Achada de Santo António.
Fui buscá-la na rotunda de Lém Ferreira. Trocamos coordenadas para que o encontro não falhasse.
Durante o trajecto, fizemos as apresentações e falamos do projecto. Debbie já estava "in". Deu para sentir o entusiasmo. Procurei passar o que esperava da sua participação na música.
No Studio, ouvimos apenas a parte em que ela devia entrar. Percebi logo que o groove passou. Debbie balançava a cabeça. Sentou-se ao piano e começou a desenhar a linha melódica que na hora apareceu. Fez, refez, tomou notas, escreveu a sensibilidade. Tudo em poucos minutos. Pediu, cópia da música para em casa dar mais uma vista de olhos.
Três dias depois, a Debbie entra em Studio para deixar uma marca pessoal na Música na Finata 44.

Debbie, admiro a leveza e sensibildade que carregas e agradeço-te eternamente por trazeres o que achei que poderia ser "soul" a este tema. Take care and see you! Posted by Picasa

quinta-feira, junho 08, 2006

Um Hello ao Milton e a Certas Canções

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Pra mim música é música e assim será para todo o sempre.
Só que quanto mais se puxar mais ela dá e mais se tem.

A onda e cristalização do Zouk made in CV, dá para perguntar aonde pára a irreverência, o espírito do novo e a necessidade da diferença da juventude.

Enfim, também já chega.
Depois de pensar por uns instantes nisso revisitou-me este som…
Alívio.


Certas Canções

Certas canções que ouço
cabem tão dentro de mim
que perguntar carece
Como não fui eu que fiz

Certa emoção me alcança
Corta minha alma sem dor
certas canções me chegam
Como se fosse o amor

Contos da água e do fogo
cacos de vidas no chão
Cartas do sonho do povo
o coração do cantor

Vida e mais vida ou ferida
Chuva, outono ou mar
Carvão e giz abrigo

Gesto molhado no olhar
Calor que invade, arde, queima, encoraja
Amor que invade, arde, carece de cantar

De Milton Nascimento Posted by Picasa

terça-feira, junho 06, 2006

A propósito de Abraão Vicente em Paris

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Numa das visitas a CV, vindo de Barcelona Abraão tinha me confidenciado o projecto que tinha em mente. Um projecto fotográfico, temático sobre Cabo Verde. Conhecendo hoje melhor o artista dá para perceber que na altura a ideia já era sólida e o objectivo era real. Ou seja era para sair mesmo. E isto tudo, dentro de uma série de outros projectos que pretende FAZER.

Casa da Cultura também saiu. E como ele mesmo tem dito, conseguiu um programa simples e de agrado sobretudo da comunidade artística. Eu acrescentava, hoje muita gente espera pelas quintas feiras para assistir ao “nta mora li”…porque há ali claramente um misto de ousadia, de diferença e sobretudo, nota-se a paixão que empresta aos cerca de 60 minutos do programa.

Há uns dias atrás, recebi um telefone do Vicente dizendo que tinha sido seleccionado para a mostra fotográfica em Paris. Hoje entendo, a tal “participação afirmativa” que Abraão menciona na entrevista ao www.asemana.cv.

Son di Santiagu deixa aqui uma admiração por este caboverdiano que vive a sua arte, pesquisa diariamente, tem objectivos e sabe onde quer estar e com quem.
De certeza, esta ida a Paris não vai ser apenas mudar de ares.

O resto sim, é tudo farsa.

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Deixo aqui o texto do projecto escrito pelo autor.
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Cabo Verde - Spritu Lebi

Sobre os fundamentos de Cabo Verde Rituais de Vida e morte, O momento da Tabanka e “Nouvelles Africaines”06#SET 04- OUT 01
Inspirado pela curiosidade, necessidade de iniciar, construir uma relação intima com Cabo Verde, por isso com sua gente, sua história e suas representações, lancei-me a caminho, guiado por algumas linhas rascunhadas numa folha onde se podia ler: “Cabo Verde Grande Reportagem”. No corpo do texto original inscrito o cordel no qual me deveria apoiar para fotografar. Além do ambicioso recto de “desconstruir os lugares comuns e de se arquitectar pelo olhar próprio( o olhar do homem caboverdiano) uma autocrítica, uma autorepresentação através da constituição de um arquivo de imagens caracterizando Cabo Verde nas sua mais variadas vertentes. O projecto Cabo Verde, Grande Reportagem tem como objectivo principal contribuir para a construção de uma memória fotográfica do país, através de um roteiro traçado a toda extensão do seu território, constituir um arquivo de imagens que abarque tanto os vestígios do inicio da historia das ilhas como acentuar a testemunha da realidade de hoje.” Eram também claras os grandes temas, diz o texto, Ideia base: Fotografar as dez ilhas de cabo verde na sua vertente: - Paisagem Natural; - Paisagem humanizada; - O homem Caboverdiano: - Retratos; - Imagens do dia a dia;
Naturalmente pus me a caminho, não sem antes realizar, como se exige num trabalho comprometido com a qualidade, um exercício de documentação. Pus-me a par dos olhares já derramados sobre a realidade caboverdiana e fiz minhas opções acerca dos ângulos a partir dos quais quero enfocar a reportagem: o homem caboverdiano e a cultura ( por cultura entendo todas as práticas enraizadas no dia a dia como instituições representativas de uma determinada comunidade: como se comemora o nascimento e a morte, a indumentária, a família, o trabalho, manifestações colectivas de cultura: Tabanka, Batuque, Funáná,, Cola San Djon(...) entre outros encontros sociais). O meu interesse em todas as práticas culturais centra-se nas suas carga Simbólicas. Contudo tornou-se ainda imperativo tomar mais uma decisão epistemológica: que vertente fotografar: a pública ou a privada/ intima? Face à evidencia do já existente e à total inexistência de documentação fotográfica sobre Cabo Verde nessa perspectiva, instintivamente optei pela vereda do espaço intimo, pelo simbólico, o que resta depois de eliminar-mos as representações. Assim como em todo o projecto de investigação o meu objecto de estudo foi tomando contornos próprio, foi limitando-se como tema e estruturando-se como conceito, assim pouco a pouco se foi construindo o grande tema sobre o qual actualmente conduzo a reportagem: Cabo Verde Rituais de Vida (spritu lebi). Dois autores de base: Sebastião Salgado (fotografo brasileiro) e Graciela Iturbine, o primeiro pela vertente documentalista e a segunda pelo poder simbólico e sociológico das suas imagens.

O momento da tabanka

Dentro do conceito acertado para a reportagem certamente Tabanka. Tabanka porque acredito que as ideias têm poder e força para agir sobre o homem, sobre a cultura e sobre a sociedade. Porque todo o trabalho cultural requer um mínimo de compromisso com uma determinada forma ou sistema de saber. As minhas poucas certezas resumem-se a convicção de que o resultado final da reportagem será consequência de uma pesquisa especializada para interrogar a própria natureza da Tabanka.

Qual é a constituição da Tabanka, como fotografar esse espaço intimo que por certo alimenta seus momentos auges, quem faz a Tabanka, como se constrói seus momentos, como se define os espaços simbólico no “jogo” da Tabanka, como se estabelece as relações de hierarquia e poder entre os seus membros.

É inútil o trabalho do olhar fotográfico debruçado na incerteza de uma definição do seu objecto, neste caso a Tabanka, perdido na impossibilidade do reconhecimento da Tabanka como a manifestação de um saber. Momento da Tabanka porque sua prática não é uma aventura imprevisível, um jogo sem fim, com regras sendo inventadas a todo momento, sem ganhador nem perdedor. Momento da Tabanka porque a afirmação da mesma como uma herança cultural, como a passagem de um testemunho, como a revelação de um momento que não existe como acto de circunstância, mas sobretudo como uma sequência de espaços/tempos que narram e descrevem a própria cultura como espaço de intimidade em contraposição com o espaço público. A Tabanka como cultura espiritual do povo caboverdiano, tabanka como património vivo e de identidade nacional.

Assim plagiando os propósitos gerais do Cabo Verde Grande Reportagem Rituais de Vida (Spritu Lebi), Momento da Tabanka tem por objectivo edificar um documento fotográfico único sobre a Tabanka com vista a promover uma maior aproximação/ conhecimento dos caboverdianos face à vivência da Tabanka nos seus espaços íntimos, ou seja conhecer em primeira pessoa os rostos e história de quem da corpo á tabanka. Por outro lado construir um documento que sirva á promoção da imagem do país no exterior através da promoção concreta do seu património cultural mais enraizado na história. Assim Momento da tabanka é documentação fotográfica de: Indumentárias, acessórios e suas variantes; Instrumentos, Retratos dos homens, mulheres e crianças da Tabanka, Espaços de tabanka; Através da representação fotográfica desses aspectos o alvo principal é lançar uma luz sobre os campos simbólicos do “jogo da Tabanka”.

Abraão Vicente Posted by Picasa

segunda-feira, junho 05, 2006

Raiz di Polon na Escola Superior de Dança - Lisboa

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Tive o privilegio de ver a apresentação do Raiz di Polon na Escola Superior de Dança há dias em Lisboa.
Lotação esgotada, uma aula de dança, um autêntico show. Coreografia made in Cape Cape Verde e música da cor da sensibilidade de Mário Lúcio. Registei esses comentários dos alunos e público em geral: k´a granda grupo pá!!!

Fiquei arrepiado e orgulhoso do Raiz. Depois da apresentação senti a necessidade de dar um abraço a todos os dançarinos. Numa caminhada curta para os táxis troquei alguma conversa com Mano Preto. Guardei este comentário: “Djinho, aqui as coisas são diferentes, é outro nível e temos outro significado…”

De regresso à Praia, fico a pensar se de facto existe neste país a verdadeira noção da importância e qualidade desta malta que apenas teima em DANÇAR…
Sabiam por exemplo, que o espaço aonde eles ensaiam não deve ter mais de 25m2...

Não estaria, Abraão Vicente certo ao dizer que “não temos um pensamento voltado para a arte”?

Para mais informação sobre Raiz em Lisboa ver http://www.esd.ipl.pt/homepage.html Posted by Picasa

quinta-feira, junho 01, 2006

Nuno Sardinha Trás di Son

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Ontem, dia 30 de Maio, "Trás di Son" tocou a partir de Lisboa para a Lusofonia.
Nuno Sardinha, o Host do programa "Música sem Espinhas" na RDP Africa, convidou-me para uma pequena conversa na sua antena. Falamos da produção, dos músicos e das músicas.
Não sei porquê mas estando fora das ilhas, passei a gostar ainda mais deste projecto. Nuno, eu e todos os músicos agradecemos-te imensamente pela buraco que conseguiste na tua agenda para dares este "help" ao Trás di Son.