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Showing posts from June, 2006

Santos e seu Som no CCF Sábado 30, às 21 horas

Este concerto não aconteceu porque esta equação não é verdade ainda pelo menos em Santiagu: "música = luz" e luz = música".
Fica também dificil fazer-se arte e música no "breu" imposto pela Electra.

"Faça-se luz" - disse o criador!

Isto foi dito em Genesis. Nossa!!! há muito tempo!

Holofote para Houss e Kisó

Muitas vezes em certas actividades o holofote fica posicionado de forma a sugerir sempre o mesmo destaque. Na música por exemplo, destaques são sempre os cantores, sobretudo no caso da música em Cabo Verde. Isto é ainda mais agravado quando músicas tipo instrumental não fazem ainda muita preferência para um público mais amplo.

Assim, este "post" vai para chamar atenção sobre dois músicos que penso constituem pilares fundamentais de uma determinada onda musical actual. Têm os dois um background musical fora do comum e o mais importante, cultivam as tendências inteligentes do mundo da música.


Cultivam ainda a audição musical ao seu extremo. Difícil encontrar o Houss ou Kisó sem uma boa música nos seus 4 rodas. Este exercício vale ouro, e contribui para atingirem o nível que apresentam nos palcos e nos discos.
Quando fazem o "back to the roots" acabam por levar a execução a outros níveis.

Quando, por exemplo, se fala no Pantera e ou posteriormente no Tcheka, não se faz re…

Debate: Música de Cabo Verde

Confesso que está a ser difícil escrever sobre o encontro de ontem.
Pela admiração e respeito que tenho pelos apresentadores (Glaucia Nogueira e Carlos Gonçalves) marquei presença.
Afinal era mais uma oportunidade para se ouvir e falar de música.
Coisa rara por aqui. Em regra aqui toca-se. Agora, não se fala sobre o que é tocado.

Lembra-me um pouco a discussão de há dias em que o “menino Vicente” disse que “não temos um pensamento para arte”.

Devo dizer que sai do encontro meio desapontado.
Bem, primeiro os músicos não apareceram e de gente que entendo deve interessar-se pela música nas/das ilhas nem sinal. A foto mostra a sala 30 minutos depois da hora marcada...

A minha expectativa era maior. O tema dava para mais.
Quis ver o encontro de ontem como algo mais “perspectivo”, para os tempos que vêm. Com a troca de ideais sobre, estética musical, correntes musicais ou estilos, produção musical, audição, divulgação, nível de execução, domínio de instrumento, interacção entre músicos, formação mu…

3500 Hits e um Hello aos Artistas

O counter do Son di Santiagu mostra hoje que 3500 hits passaram pela página.
Aproveito para agradecer a todos que circulam por este espaço. Espero que estejam a sair com algo de interesse depois da visita.

Gostaria no entanto que houvesse algum rasto da visita, alguma interação à volta dos posts. Quando pensei nesta ideia era um pouco para criar uma "movimentação" à volta de ideias, projectos e interesses que todos temos. Sobretudo em relação aos artistas, para os quais crie uma janela especifica. Fico à espera de algum envolvimento dos artistas.

Penso que a internet e recursos do género podem e de que maneira ajudar a criar uma exposição individual/colectiva que ultrapassa a fronteira das ilhas para atingir uma dimensão universal.

Mas participar (efectivamente)é sempre dificil!

Perspectiva vs Expectativa

Pra mim futebol é música. Dá-me a impressão que é possivel em cada jogo, ter uma música própria que depende do ritmo que se conseguiu naqueles noventa minutos.
Realmente gosto muito das duas coisas e mais, de praticar as duas coisas.

Hoje é um dia dificil. Há a conferência "Perspectivas sobre a Musica Caboverdiana" e há mais um jogo do Brasil. Parece que coincidem na hora (18:00 ?)



A expectativa é ver se o pessoal da música é assim tão ligado ao futebol.
Meu "prognóstico" é que ganha o Brasil e que também haja "quorum" para o debate.
Para que a música caboverdiana também marque alguns pontos.
Vou com camera e tudo. Depois conto como foi...

Festival de Pequenos Cantores

Ontem (19) fui assistir ao Festival dos Pequenos Cantores no Auditório Nacional.
Um evento organizado pela Fundação Infância Feliz para marcar Junho - o mês da criança. Marcaram presença cerca de 10 (?) crianças de vários cantos de Cabo Verde.
Sala quase cheia e animação do show também feita por apresentador criança. Decisão esperta e que mereceu aplausos da criançada.

Fui para ver a minha sobrinha Leila Barbosa, representando Assomada e o interior de Santiago. Os quatro concorrentes que entraram cantaram bem. Quando a Leila entrou sinti (não por ser tio ) que mudou alguma coisa. Primeiro porque ela antes de cantar quis ter uma comunicação com os organizadores, o júri e todo o auditório. A Leila estava firme e com a certeza no palco típico de artista. Estava linda…

Cantou dois temas: “Ursinho” e “Batuku sta na moda”.
No primeiro, tema infantil, deu um show de voz. Afinadíssima, uma interpretação de arrepiar. No segundo tema, colou-se como uma criança faria à interpretação da Lura, seguind…

Que Trio!

Admiro este trio. Não formam necessariamente um trio de música, embora terem já estado em em apresentações juntos. A última se não me engano promovida pelo Centro Cultural Francês -Praia.

A minha admiração tem a ver exactamente com características especiais que estas pessoas têm e pela sua dedicação à formação musical.

1. Tó Tavares, carrega uma visão e talvez um sonho de longa data. Criar uma escola de música, ensinar música sobretudo a crianças. No inicio dos anos 90 surge a Escola Pentagrama. É comovente ouvir o Tó a falar deste seu projecto, das angústias e das alegrias que a escola tem dado.
Na verdade, mesmo enfrentando dificuldades mil, a Escola tem feito um trabalho de base que tem dado frutos. Hoje é comum ver-se crianças e jovens de guitarra nas costas cruzando a cidade. Vão para a aula de música com o professor Tó Tavares na Escola Pentagrama.
Tó Tavares teima em fazer da Escola um espaço em que esta nova geração tenha uma oportunidade para se formar numa área que em Cabo Verde…

Hello para Debbie Jefferson

Quem me falou dela foi Tó Tavares, professor da Escola Pentagrama. Uma Americana (já Cabo Verdiana), que depois da missão no Peace Corps, resolveu ficar por estas bandas. A Debbie vem dando aulas de canto e também tem cantado em alguns lugares reservados.
Quando pensei na música Finata 44, imaginei um som com algo de "soul". Um dia, o Tó me deu o contacto da Debbie e liguei.
"Hi Debbie, i´m working on this cd project and i would like to have your "soul" on it".
"Thanks for inviting me". Esta foi a conversa com Debbie, alguém que nem conhecia. Combinamos o dia para ir ao Studio K-Magic na Achada de Santo António.
Fui buscá-la na rotunda de Lém Ferreira. Trocamos coordenadas para que o encontro não falhasse.
Durante o trajecto, fizemos as apresentações e falamos do projecto. Debbie já estava "in". Deu para sentir o entusiasmo. Procurei passar o que esperava da sua participação na música.
No Studio, ouvimos apenas a parte em que ela devia entra…

Um Hello ao Milton e a Certas Canções

Pra mim música é música e assim será para todo o sempre.
Só que quanto mais se puxar mais ela dá e mais se tem.

A onda e cristalização do Zouk made in CV, dá para perguntar aonde pára a irreverência, o espírito do novo e a necessidade da diferença da juventude.

Enfim, também já chega.
Depois de pensar por uns instantes nisso revisitou-me este som…
Alívio.


Certas Canções

Certas canções que ouço
cabem tão dentro de mim
que perguntar carece
Como não fui eu que fiz

Certa emoção me alcança
Corta minha alma sem dor
certas canções me chegam
Como se fosse o amor

Contos da água e do fogo
cacos de vidas no chão
Cartas do sonho do povo
o coração do cantor

Vida e mais vida ou ferida
Chuva, outono ou mar
Carvão e giz abrigo

Gesto molhado no olhar
Calor que invade, arde, queima, encoraja
Amor que invade, arde, carece de cantar

De Milton Nascimento

A propósito de Abraão Vicente em Paris

Numa das visitas a CV, vindo de Barcelona Abraão tinha me confidenciado o projecto que tinha em mente. Um projecto fotográfico, temático sobre Cabo Verde. Conhecendo hoje melhor o artista dá para perceber que na altura a ideia já era sólida e o objectivo era real. Ou seja era para sair mesmo. E isto tudo, dentro de uma série de outros projectos que pretende FAZER.

Casa da Cultura também saiu. E como ele mesmo tem dito, conseguiu um programa simples e de agrado sobretudo da comunidade artística. Eu acrescentava, hoje muita gente espera pelas quintas feiras para assistir ao “nta mora li”…porque há ali claramente um misto de ousadia, de diferença e sobretudo, nota-se a paixão que empresta aos cerca de 60 minutos do programa.

Há uns dias atrás, recebi um telefone do Vicente dizendo que tinha sido seleccionado para a mostra fotográfica em Paris. Hoje entendo, a tal “participação afirmativa” que Abraão menciona na entrevista ao www.asemana.cv.

Son di Santiagu deixa aqui uma admiração por este …

Raiz di Polon na Escola Superior de Dança - Lisboa

Tive o privilegio de ver a apresentação do Raiz di Polon na Escola Superior de Dança há dias em Lisboa.
Lotação esgotada, uma aula de dança, um autêntico show. Coreografia made in Cape Cape Verde e música da cor da sensibilidade de Mário Lúcio. Registei esses comentários dos alunos e público em geral: k´a granda grupo pá!!!

Fiquei arrepiado e orgulhoso do Raiz. Depois da apresentação senti a necessidade de dar um abraço a todos os dançarinos. Numa caminhada curta para os táxis troquei alguma conversa com Mano Preto. Guardei este comentário: “Djinho, aqui as coisas são diferentes, é outro nível e temos outro significado…”

De regresso à Praia, fico a pensar se de facto existe neste país a verdadeira noção da importância e qualidade desta malta que apenas teima em DANÇAR…
Sabiam por exemplo, que o espaço aonde eles ensaiam não deve ter mais de 25m2...

Não estaria, Abraão Vicente certo ao dizer que “não temos um pensamento voltado para a arte”?

Para mais informação sobre Raiz em Lisboa ver http…