Facebook
O Son varia com a L´Atitude.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Mais Santiago...e só!


Queria tanto poder dizer alguma coisa sobre o Fórum Mais Santiago.
Obrigado Filinto pelo texto que já diz tudo.

"Ajudei a organizar um Fórum. Falava-se ali sobre o Desenvolvimento Regional da Ilha de Santiago. Era uma coisa generosa, inclusiva e aberta. Era mais Cabo Verde. Tão diferente do sentido hegemónico de certos desacertos, que, ao longo dos anos, nos têm imposto elitezinhas levianas, desesperadas e bairristas. Tão à margem das conspirações regionalistas, e seus lobbies assombrosos, que desviam mundos e fundos para que não se desencravem os moradores de Santiago nos seus rincões e cutelos, achadas e fajãs, nossas leiras de terra enfim, sonho incisivo e visionário do poeta António Nunes. O Fórum de todos os cidadãos ciosos desta ilha maior e matricial, onde nasceu e tomou corpo a aventura crioula. Santiago, meu santo de todas as sementeiras, aqui me encontro. Estamos aqui. Por Cabo Verde…"

Por Filinto Silva em albatrozberdiano.blogspot.com
Share:

Mais Fragmentos!


No ´próximo dia 20, Quarta Feira, Ricardo de Deus apresenta, mais uma vez, o seu novo trabalho "Fragmentos" ao público Praiense no Centro Cultural Francês, às 21.30h.

Contamos com a presença de todos.
Share:

terça-feira, dezembro 19, 2006

A Linguagem do Ver em Exposição


«A Linguagem do Ver» é uma mostra fotográfica de Hélder Paz Monteiro que estará patente ao público a partir desta segunda-feira 18, pelas 18h15 horas, e até 23 de Dezembro, na Reitoria da Universidade de Cabo Verde.

Ver mais em asemana
Share:

terça-feira, dezembro 12, 2006

100 Palavras...e um gráfico!


No último Casa da Cultura, o Vicente disse umas boas sobre o “estado da arte” da Cultura em Cabo Verde, claro apontando por exemplo o quinhão que esta “pasta” (uma carteira minguada) vai receber do Orçamento Geral do Estado para 2007.

È curioso e vale a pena deixar aqui registado, para aqueles que foram “fintados”, a repetição do programa que normalmente acontece aos Sábados, levou ao ar um outro “Nta Mora Li” que não o da Quarta anterior.

Estas coisas criam-nos alguns grandes macacos e questões mil vêm à cabeça.
Será que houve...?

Numa altura em que toda a comunicação social junta-se para em acto solene pensar o “momento de viragem” é de se perguntar que tipo de viragem é por exemplo esta que aconteceu com o programa que não chegou a sair.

De qualquer forma fica aqui em imagem o que foi dito.
Share:

Frase!


Caro Mito,
agradeço o tempo que tens arranjado para mandar as mantenhas de Lisboa e apareceres sempre no espaço do Son.
Há dias li a tua entrevista e achei de extrema inteligência esta tua frase que te peço para "soltar" também a partir deste cutelo.

"Todo o meu trabalho é uma busca incessante da espiritualidade caboverdiana , sem no entanto recorrer ao cromo postal ou ao zouk visual”.

Mito

Entrevista por Margarida Fontes
Share:

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Manel Clarinete - Uma Homenagem! (2)


O corêto perdeu o seu inquilino maior.
Não sei olhar a "gurita", sem me lembrar dele.
Paz à alma do Sr. Manuel Clarinete.


Por Mito Elias
Share:

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Manel Clarinete - Uma Homenagem!

Son di Santiagu pede permissão à Glaucia para utilizar o texto publicado no Paralelo 14.
Gostaria de pelo menos prestar uma homenagem a este cidadão que foi um professor de música de vários musicos.
Que a sua alma descanse em paz.

.........
As bandas de música (X) - Manuel Clarinete

Domingo, 17 abril 2005
Na última crónica falámos de instrumentistas para quem as bandas municipais foram um pontapé de saída para carreiras em que vieram a se destacar longe delas. Desta vez, e a concluir esta série, vamos contar a história de alguém que, desde que começou a aprender a tocar, há mais de meio século, nunca se afastou delas.

Manuel Clarinete (Manuel Correia da Silva) nasceu na Praia no último dia do ano de 1933. Foi para S. Vicente ainda não tinha quatro anos, já que o pai, polícia, foi transferido para esta ilha em 1938.
Em 1948, quando Nhô Reis decide formar uma nova banda, substituindo os músicos que queriam ganhar mais, o jovem Manuel era aprendiz numa oficina de serralharia e mecânica. Com os colegas, vai para as aulas de música após o trabalho. "Saíamos às cinco horas e íamos directamente para a casa do sr. Reis, perto da Praça Nova. Naquele tempo, era rua Infante D. Henrique. Era todos os dias, até às oito da noite", recorda.

Essa banda, com 36 elementos, segundo o músico, estreia em Abril de 1950, no dia da Páscoa - um artigo publicado por Jacinto Estrela no "Notícias de Cabo Verde" confirma-o com exactidão. O mestre dividiu a banda em três partes e escolheu três dos melhores músicos para coordená-las e, ainda que novatos, ensinar aos outros: o naipe dos instrumentos baixos (contrabaixos, barítonos, trompas) ficou com Manuel, enquanto Duca de Nhô Pitra assumia os trombones e Ildefonso ficava com os clarinetes.

Mas o jovem Manuel, que nessa época tocava requinta (um clarinete pequeno, que também lhe deu a alcunha de Manuel Requinta), começa a tocar em bailes e, por isso, aos domingos, faltava. O sr. Reis, naturalmente, não gostava. "A gente, quando faltava, tinha de ir justificar, numa espécie de tribunal, arranjava-se um escrivão, a gente ia depor, dizer o motivo da falta, etc. Então fizeram isso umas três ou quatro vezes e decidi sair", conta o músico. Isso foi em 1952.

Nessa altura, o pai, que já estava reformado desde 1948, decide voltar para Santiago. "E não me deixou ficar lá." Entretanto, Jorge Cornetim, que estava a reger a banda da Praia - e que fora professor de Manuel Clarinete na disciplina de canto coral, no liceu em S. Vicente - fica sabendo da chegada do rapaz. "No dia seguinte àquele em que cheguei ele convidou-me para ir para a banda. Cheguei no dia 10 de Julho de 1952, e já no dia 13 toquei pela primeira vez na praça. Mas o meu pai disse que eu tinha que trabalhar, ficar só a tocar não podia. Jorge Cornetim contacta uma pessoa da Câmara para me arranjar um emprego, e aí fiquei sempre lá. Nunca trabalhei noutro sítio."

Com a saída de Jorge Cornetim, que vai para S. Vicente em 1967, o contramestre Eugénio Varela assumira a direcção da banda. Certo dia, em 1971, o sargento português Joaquim Safara estava na praça a ouvir a banda. No fim da apresentação, apresentou-se ao contramestre, disse que era músico e que estava a faltar qualquer coisa à banda. "Com quem é que devo falar?", perguntou. "Indicamos para falar com alguém na Câmara, ele foi. Foi uma iniciativa dele, não tinha vindo para reger a banda." Safara fica como regente até Janeiro de 1973 e, ao partir, indica o nome de Manuel Clarinete - que era funcionário da Câmara na área da fiscalização - para ficar no seu lugar. E ele passa, assim, a ser músico a tempo inteiro.

Também na sua gestão a banda - como foi sempre habitual na história destas formações - teve os seus altos e baixos. Em 1976, é extinta. "Havia músicos muito idosos - alguns estavam a tocar desde os anos 20 -, muitos não tinham dentes, coisa que numa banda é impossível, pois os dentes é que suportam embocadura dos instrumentos de sopro e sem a sua pressão as notas não saem afinadas. Os instrumentos também eram velhos, não ajudavam nada. Então na altura o delegado do governo - Alexandre de Pina - decidiu suspender a banda até haver melhores condições", recorda o maestro.

Em 1980, Manuel Clarinete parte para Portugal, para uma formação na banda da Guarda Nacional Republicana (GNR) que deveria durar quatro anos. Contudo, ao observar o músico cabo-verdiano, o chefe da banda, capitão Amorim, pergunta-lhe onde tinha estudado. "Eu disse: em Cabo Verde. Ele perguntou: mas lá há um conservatório? Eu disse que não. Então, como é que o sr. aprendeu? Eu disse: eu estudo. Porque na banda só se aprende a tocar, não há teoria. Mas eu sempre li, tinha muita prática de instrumento, e uma coisa que ajuda muito é escrever música. Há pessoas que só lêem música mas não escrevem."
O facto é que, menos de um ano depois da sua chegada, o chefe da banda da GNR diz-lhe que não tem muito a aprender lá e que se quiser pode-se ir embora. "Então passaram-me o diploma e o capitão Amorim entregou-me dois pares de batutas. E voltei para Cabo Verde." A Câmara abre inscrições e cerca de 120 pessoas se inscrevem, raparigas inclusive (cerca de 20, mas nenhuma ficou). Em Fevereiro de 1981 inicia-se a formação da nova banda, que estreia a 19 de Maio de 1983, recorda o maestro.

Mais tarde, parte dos músicos é contratada pelas Forças Armadas para formar a banda militar, o que faz com que actualmente a Banda Municipal da Praia conte com pouco mais de 30 elementos, embora os da militar participem das actuações da municipal. Há mais de um ano, por falta de bancos no coreto da Praça Alexandre Albuquerque, a banda não toca aos domingos. Mas os ensaios mantêm-se regularmente, embora as escassas oportunidades de tocar desmotivem os músicos.

Para além de músico e chefe da banda, recorde-se que Manuel Clarinete é também compositor. A bela morna "Laura" - gravada por Mário de Melo e Arminda Sousa há mais de 30 anos, e, na década de 90, por Gardénia Benrós e Maria Alice, sem contar a gravação de Fátima Alfama, inédita até 1998 e incluída na reedição do disco de Tututa e Taninho - é um dos seus temas mais conhecidos.

"Mata Sodadi" foi gravada pelo grupo Zeca Santos; "Basculante", por Ima Costa (Fátima Alfama) e "Pega Malandro" aparece em discos 45 rpm de Maria da Luz e de Mário de Melo. "Milho Branco", por sua vez - "que toquei a primeira vez num baile de fim de ano, em 14 de Dezembro de 1955" - , foi gravada pel'Os Apolos. "Só que eles trocaram a letra e um bocadinho a música", diz o compositor. "Nossa Senhora da Graça" e "Tempo Perdido" são temas que apresentou na rádio ou outras ocasiões, mas que não sabe se foram gravados.

"O meu mal sempre foi que eu fazia a música para eu tocar, porque eu tocava todos os sábados, todos os domingos, e o reportório aqui na Praia não era muito, por isso eu criava música", explica, para justificar que, apesar da sua memória excepcional, não se possa recordar de todas as suas composições tão bem quanto se recorda das datas que marcaram os seus 55 anos de banda, 32 como chefe da da Praia.

Por Gláucia Nogueira
Share:

terça-feira, dezembro 05, 2006

Ah Somada (3) - Back to the Roots!





Festival di Somada tevi participason di grandis nomis di musica internacional. Alfa Blondy, Gipsy Kings e Kassav.

Ma Son di Santiagu, fica sabi ta sabi ma na kel palco staba també presença di Zeca Nha Reinalda, Zezé di Nha Reinalda, Duka e Magra. Tudu es como parti di mesma Banda.

Ê motivo pa pergunta si dja tchiga ora di um "Back to The Roots"... Posted by Picasa
Share:

sábado, dezembro 02, 2006

Praia Mix


Depois de PraiaMov, que fez subir contentores "riba Praça", Cesar Schofield, apresenta Praia Mix no CCF, hoje sexta-feira, dia 1 de Dezembro às 18h30.

Pelas imagens que vi Cesar continua a propor um olhar diferente sobre a cidade e sobre o seu quotidiano.

Como diz o próprio fotógrtafo, "a exposição é um ensaio fotográfico sobre a beleza da Cidade da Praia. Este conceito parece chocar completamente com a evidente desorganização da cidade, com os seus imensos bairros ilegais, lixeira, ruas esburacadas, ligações clandestinas, comércio ambulante caótico...mas é precisamente de todos esses elementos que o ensaio fotográfico vai buscar a estética."

Estamos todos convidados.
Share:

D. Quixote of the Islands!

Parte do Texto.

“Quixote gostava de vento. E por aqui havia dois bandos: Barlavento e Sotavento. Com os ventos vinham os gafanhotos – esses anjos do deserto. Os moinhos de vento nasciam já cansados de poços que nunca deram de mamar à terra. E na velhice tinham como única ocupação ceifar asas dos gafanhotos.

Quando o vento soprava de um lado Quixote ficava magro, magro, magro. E do engenhoso fidalgo descenderam muitos meninos eternamente magros no tempo e no espaço. Quando o vento soprava do outro lado Quixote se convertia em Sancho Panza, e parecia gordo, mas não o era, estava apenas prenhe de outros tantos meninos gordos no espaço e magro no tempo..”

...................

Caros Manu Preto e Mário Lúcio,

Ontem não podia faltar à estreia de “D. Quixote das Ilhas” – o nosso Quixote.

Para ser breve, já que talvez não tenha argumentos para criticar o que vi, deixo-vos publicamente minha grande admiração e reconhecimento pelo trabalho de mais de 2 anos que agora dividem com o público.

Achei o espaço “pequeno” para a dimensão da grande obra que “transpiraram”.
Uma coreografia muito bem musicada o que me pareceu realmente um trabalho intenso de conversa e acertos ainda longe do palco.
Valeu muito a paixão e a entrega na realização. Valeu ainda todo o trabalho de som e luz conseguiram. O som da guitarra e da voz foi de alto nível.
Parabéns a todos.


Considero ter sido um grande momento de actividade criativa e de exercício da arte.
Que seja dado a D. Quixote a oportunidade de aproveitar o vento e viajar pelas ilhas e pelo mundo.

PS: Nota 10 ao Director do CCP por ter pedido o desligar dos telemóveis.
Share:

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Protesto!


Com este jogo-contra da Telecom fica meio dificil "bloggar".
Este preço é "sacanagem" como se diz em Sampa.
Hoje deixei meu protesto uma lista da Adeco que circula pela cidade.

Assinemos todos!
Share:

Kab Verd Band


Acabo de ver a noticia sobre a obra Kap Verd Band de Carlos Gonçalves.
Gostaria de aproveitar para dar os parabéns ao Calú, jornalista, homem de rádio e músico de audição fina por esta contribuição que certamente tem um valor histório e irá marcar uma referência na música caboverdiana.

A cronologia, as imagens, os grupos, as interações e os grandes momentos da história da música das ilhas sempre foi uma inquietação para Calú. Colocar em livro toda esta dinâmica que caracteriza talvez o que é o melhor produto caboverdiano merece respeito de todos nós.

Obrigado Calú, por este belo presente.
Share:

Desabafo!


Caro Paló,
há dias estive a ler aquele teu post no qual denunciavas a falta de respeito que o pessoal tem quando está num ambiente para ouvir música.

Pois é, ontem aqui na nossa capital me convidaram para um evento organizado pela Ordem (imagine só) dos Médicos.
Advinha quem eram os músicos para "animar" a turma!
Nada mais nada menos que Nhelas Spencer, um dos grandes compositores criolos, Djick, que para mim conserva uma forma muito peculiar de tratar o violão criolo, Lela "Violão", um senhor que é uma relíquia nossa. Falando ainda de reliquia, caro Paló, para melhorar ainda o painel de artistas tinha ainda a ilustre presença da grande Tututa, a pianista caboverdiana. Um património nacional.

Só que caro amigo, a conversa era tanta, o papo era tão mais interessante, que o que poderia ser um grande momento de música pura e simplismente não aconteceu.

Meu caro, tomei uma atitude que pode ser mal ententida por alguns (ou talvez muitos) mas por uma questão de princípio e respeito aos músicos que lá estavam, abandonei a sala...por uma questão de coração já agora!

Até qualquer hora.
Share:

Ah Somada (2)!


Son di Santiagu ta manda um abraçu pa tudo kes alguem ki fazi Santa Catarina ês grandi festa ki foi dia 25 passado.

Ao contrario di "banhu di sangui" (esperadu pa alguns) Somada da un grandi liçon di civismo.
Parcem até ma ninhum Hiaci ca rabida na "express way".

"Oioi ioioi nba tchada santa catrina
nodja moças bunita
ta monda dentu sol kenti
na meio di rapazis contenti
anu ta entra ta sai..."

Ti otu anu...
Share:

domingo, novembro 26, 2006

Ah Somada!


Somada, coraçon di Santiagu, sta na se festa maior. 25 di Novembro ê dia ki tudu alguém di Santa Catarina, undi kê sta ê ta xinti kel “batimentu forti tempradu na alma raiz di tchon”.

Santa Catarina, Somada di nôs, alenu ta bai… Posted by Picasa
Share:

A História tem dia, hora e minuto...e pessoas!

Foi feita a obra de "restauração" da Pracinha da Escola Grande.
Fiquei impressionado com o comentários de pessoas que deixam-me alguma impressão de que afinal a cidade tem jeito.

Este post vai para deixar um registo sobre um momento marcante na vida da cidade.





Deixo ainda o discurso Sr. Napoleão Santos, cidadão atento que aproveitou da ocasião para mandar alguns recados.

........

Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal da Praia. Excelência.
Exmos Senhores Convidados
Prezados Munícipes presentes.

Antes de mais gostaria de agradecer o convite formulado pelo Senhor Presidente para tomar a palavra nesta cerimónia, que me transporta a mais de 50 anos atrás.
Lembro-me dos tempos em que esta praça, oficialmente denominada Dr. António Lereno e popularmente baptizada de “praça da Escola Grande” era o local de encontro e convívio das pessoas, onde se escutavam as emissões da então Rádio Clube (iniciativa do saudoso Pantchol Lopes da Silva), lugar onde se contaram estórias, se enamorou e se sedimentaram amizades que ainda perduram.

Recordação que, uma vez mais, me fazem concluir da importância das praças como lugares de lazer, convivência e aprofundamento de laços de pertença à comunidade e de solidariedade entre os seus integrantes.

Enfim, subjacente à construção das praças houve e há sempre uma ideia do público, aliás, ideia essa que encontramos nos primeiros espaços públicos que antecederam as praças modernas, a ágora dos gregos e o fórum dos romanos, com a pequena diferença que, como se sabe, na primeira o debate público era feito em praça aberta e no segundo em espaços circundados por grandes edifícios públicos. Mas sempre presente a ideia do público.

Por isso é com alguma preocupação que vejo o crescimento da cidade sem a construção destes espaços devidamente estruturados e desempenhando o papel que tiveram ao longo da história destas ilhas. Basta uma rápida volta pela nossa cidade que pulula de gente e de vida para se constatar que assim é.

Mas como poderíamos melhorar o convívio social se por todos os bairros, sobretudo os mais recentes, a par dos modernos edifícios humanizássemos a vida que neles se desenrola com a construção e equipamento de praças!

Tudo isso justifica a felicidade com que acompanhei o desenrolar das obras de recuperação desta nossa “praça da Escola Grande” e com regozijo junto-me a todos aqui presentes para saudar a sua entrega aos praienses, mais valorizada e enriquecendo ainda mais o nosso património arquitectónico e histórico.

Contudo, permita-me Senhor Presidente, sem deixar de respeitar e elogiar obras já feitas pelo seu executivo, do mesmo passo manifestar alguma frustração para o estado de degradação em que se encontra o Platô, que tarda em receber as tão anunciadas obras que dele façam, quem sabe, Património Histórico da Humanidade.

Mesmo que não se chegue a tão almejado patamar, em todo caso obras que venham dar mais qualidade à vida dos praienses e que a todos cabo-verdianos faça orgulhar.

O Platô não pode continuar como está!

É imperioso e urgente que se comece a sua recuperação qualificada, se impeçam os atentados estéticos e arquitectónicos que acontecem aos olhos de todos (veja-se, por exemplo, o que está sendo feito no prédio ao lado da Igreja do Nazareno onde no lugar de persianas foram colocadas grades por todas as janelas como se de uma prisão se tratasse, ou ainda o gradeamento e chapeamento das montras de algumas casas comerciais), se devolva os passeios aos peões, os quais foram tomados tanto pelas vendas ambulantes como pelas viaturas.

Enfim, perdoe-me o exagero, mas precisa-se de uma revolução na forma de fazer as coisas para se estancar o processo degradação que ameaça o Platô.
Felizmente que a obra de recuperação desta praça demonstra claramente que é possível fazer coisas boas e bonitas para a nossa cidade, com vontade, criatividade e visão de futuro.

Já agora, permita-se-me sugerir à edilidade a busca de parcerias junto das instituições públicas e privadas sedeadas ou instaladas na capital para que estas dêem um pouco mais à cidade que as acolhe, nomeadamente, na recuperação ou construção de espaços de convívio social, na recuperação de miradouros (Diogo Gomes, Parque Infantil), dos edifícios emblemáticos, enfim uma co-participação activa na modelação da vida da cidade.

É certo que tudo não se resume a realização de obras. Também constitui um desafio, talvez mais do que obras em si, os comportamentos dos cidadãos e das autoridades para com os outros e para com a coisa pública.
E aqui importa chamar a atenção pelo défice do nosso comportamento cívico que demonstra a necessidade de programas nas escolas e nos meios de comunicação social para a interiorização de determinados valores de convívio social e de afirmação da cidadania.

Como deixar passar ao lado um meio tão poderoso como a televisão para veicular informação e formação dos nossos concidadãos!
Senhor Presidente, Senhores convidados.

Não pretendo maçar-vos, apenas quis aproveitar a ocasião para, a par da satisfação da inauguração, trazer algumas preocupações que me vão na alma enquanto munícipe interessado pela vida da sua cidade.

Estou em crer que encontrarão eco no Senhor Presidente e sua equipa pois que convencido e esperançado estou de que todos amamos esta Cidade e queremos vê-la prosperar com rapidez e muita dignidade.

Obrigado
Praia. 19.11.2006 Posted by Picasa
Share:

Frase!


Há dias assistindo a nossa "estação" de TV, surge o nosso anchor, simpático e esforçado Waldemar com esta:
"A concerrência vem aí mas nós já estamos cá".

Espero que este não é o slogan que saiu do encontro do pessoal da TCV para (re)pensar a televisão pública nacional.
Senão... Posted by Picasa
Share:

sexta-feira, novembro 24, 2006

Santo Antão dá o tom!


Ontem assisti ao já necessário Casa da Cultura.
Lembrou um pouco um dos primeiros posts sobre o programa no qual desafiava Abraão Vicente para procurar cobrir Cabo Verde. Pessoalmente penso que é vital fazer esta “cruzada” para romper de vez com certas lógicas de promover (se é que é promoção) a cultura em Cabo Verde.

Pois é ontem conheci um mais de Santo Antão e conheci Bento Oliveira.
Fiquei de queixo caído com este artista. A meu ver artista a sério. Pois possui alma, atitude e discurso. E claro, tem obra. Me impressionou o trabalho deste “fala manso”.

Agradeço a Casa da Cultura por esta oportunidade.
Fica no entanto uma pergunta. Quantos Bentos temos? Quem os “descobre” e que espaços estão a ocupar para mostrar a sua arte?

Para os interessados, vejam mais sobre Bento em asemana.


Obs: Imagens da obra de Bento cedidas por Abraão Vicente

Posted by Picasa
Posted by Picasa
Share:

terça-feira, novembro 21, 2006

Tó Alves - Uma voz, uma sensibilidade


É com grande alegria que recebo a noticia que Tó Alves vai lançar o seu 1º disco a solo, brevemente nos USA. A expectativa é grande, embora conheça já alguns temas.

Tó Alves é dono de uma voz que certamente marca a todos. Afinado, melodioso, Tó pretende ser inovador na sua forma de cantar Cabo Verde.
Por isso, "HO MAE MAS JUSTA", nome do seu CD, promete ser mais uma contribução à música das ilhas.

Son di Santiagu deseja sucessos ao Tó e que regresse logo para o lançamento aqui. Posted by Picasa
Share:

Pequenos Grandes Gestos!

Posted by Picasa
Na Sexta passada, 18, um grupo de moradores da Achada Grande decidiu homenagear um ilustre membro da comunidade: Stieve Andrade.

Este cabo-verdiano tem vindo a desempenhar uma actividade de valor. Todos os sábados das 10 às 12, na Rádio Comercial, Stieve divulga e promove os artistas, a música e a cultura cabo-verdianas.

De forma incansável e com uma paixão peculiar este homem de rádio vem mantendo Secção da Música há mais de 5 anos. Por lá já passaram quase todos os nomes de destaque assim como anónimos da música cabo-verdiana.

Stieve, é sem dúvida um nome a marcar a música de Cabo Verde, sobretudo pelo lado das suas referências e das muitas histórias e momentos. Guarda como ninguém uma memória sobre este património que nem institucionalmente dá-se aquela devida importância.

Por isso tudo, reconhecer e homenagear Stieve constitui uma contribuição grande da comunidade que o fez à musica e cultura.

Desejo saúde ao Andrade e que seja guiado sempre por esta mesma luz.
Share:

sábado, novembro 18, 2006

TV Matters a lot!


Tenho tido a impressão que realmente a TV pública em CV é a RTP Africa.
É que por exemplo, vai-se aos bancos (que agora têm tv para entreter as filas demoradas) ouve-se "trânsito intenso na segunda circular", nos "botecos-garagem" que agora são aos montes ouve-se "o escandalo da liga portuguesa..." e mais "na boca tardi" ouve-se "o primeiro ministro José Socrates recebeu o Diector da casa Pia" e assim vai.
Ou seja, ela está presente quase que 24 / 24 na vida dos caboverdianos.



Será que tem que ser assim? Pessoalmente, não acho que temos o nosso dia a dia na televisão. Os bairros, as pessoas, a cultura, a nossa tapadinha...
Porque esperar até às 8 da noite para ainda por cima termos, às vezes, 35 minutos de noticias (que incluem aquelas que a RTP já passou!)

Uma pessoa de bom humor costuma dizer-me que há a RTPimpa e a RTCimba.
Uma coisa é certa, TV matters a lot! Posted by Picasa
Share:

quinta-feira, novembro 16, 2006

Descubra as diferenças(+ 1 recordai pa LM)



Luís Morais e (?) ...
I Congresso Nacional de Música
Centro Social 1º de Maio - Fazenda - Praia - Cabo Verde.
Março de 1988.
Foto de MITO. Posted by Picasa
Share:

quarta-feira, novembro 15, 2006

Vamos Liberalizar!


Pois é minha gente, o mote é vamos liberalizar. Liberalizar a palavra liberar, liberalizar a escrita, liberalizar o pensamento. Liberalizar a imprensa. Vamos ousar. Liberalizar quer dizer assumir um compromisso sério (não necessariamente aborrecido, fanático e engravatado) com a discussão de ideias e a prática de liberdade de imprensa.

Creio que muitos ainda subvalorizarmos o valor e o papel social que os blogs têm na construção de novos valores, de novas opiniões. Vamos liberalizar porque o sistema está viciado, porque temos de assumir que os nossos jornais de papel carecem de sangue novo e a cada dia que passa insultam nossa inteligência com os mesmos jogos políticos de sempre. Vamos liberalizar porque os jornais online oficiais não sao independentes. Vamos abolir esses textos imensos, cheios de citações e palavras caras e escrever em seu lugar algo começado por “Eu penso que...”. Vamos liberalizar minha gente porque nós podemos, porque pensamos, porque temos opinião.

Vamos dar conteúdo aos blogs. Vamos liberalizar o pensamento neste país porque basta de brincar às escondidas. Vamos por em causa os batidos clichés de sempre. Quando seremos capazes como membros da sociedade civil e não como aprendizes de políticos, de pedir a cabeça de alguém por incompetência? Porque é vergonhoso o anonimato, porque somos cúmplice desta mesmice que se tornou a nossa morabeza.

Quem escreveu “nó kemá nôs morabeza”??
Pois bem, tem o meu apoio 100%.


Abraão Vicente
trapitchicana@hotmail.com Posted by Picasa
Share:

terça-feira, novembro 14, 2006

N´bem di Fora!


Este fim de semana ouvi N´bem di Fora, tema e título do novo disco da deslumbrante, cada vez mais “criola”, Lura.

A música obrigou-me a fazer uma viagem e fazer uma constatação.
Realmente a malta do Buli, nos anos oitenta fez uma música para o tempo e não para vender, ao contrário do que certamente é a lógica dos dias actuais.
Era o tempo da afirmação de um conceito musical e paixão em criar.
Hoje o tempo é…quase que essencialmente dos produtores, do mercado.


Tanto é que a direcção artística do disco achou que não devia mexer na forma e arranjos da música e fizeram um “repeteco” do toque de Bulimundo. Fixe.
Mais fixe ainda foi ver o regresso de Zeca Nha Reinalda à matriz, da qual nunca devia ter saído. Todos os verdadeiros fãs de Zeca agradecem.

Entre outras coisas a louvar é a iniciativa de se fazer o dueto Lura-Zeca. A música e os músicos ganham sempre com isto.
“Incomodou-me” um pouco a “caneca” que permaneceu durante toda a música e com um volume que me parece podia ter sido melhor gerido. Podia-se evitar esta marcação monótona.

De qualquer forma, o que verdadeiramente conta é que Lura já brilha alto.
Sucessos a esta mulher. Posted by Picasa
Share:

Frase!


“O criolo é a língua ligada aos saberes locais e à questão identitária, mas é algo que começa aqui e termina aqui. Quando se pensa num contexto mais largo, a língua portuguesa é importante”.

Amélia Mingas - Presidente do IILP
Reportagem de Gláucia Nogueira - A Semana de 10 de Novembro de 2006

Que a discussão do onde começa e acaba o criolo comece de facto para resolver um problema que carregamos e não temos sabido lidar com ele.
Pessoalmente fico confuso! a coisa que mais tem "vendido" esta terra é a música e esta é feita em criolo. Que a importancia do criolo então fique claro logo.

Forti fronta, criolo! Posted by Picasa
Share:

sábado, novembro 11, 2006

PA BIBUFIKA SON DI SANTIAGU

Posted by Picasa
N ka sta pertu N ka sta longi-l kau ki N ka sai
Y dja-n dia ta kuda, ta odja sai ki fika N ka bai
Si sta é lemi ki ta lumi-m ó ta lapi-m gana fika
Ka mi. Briu é xeia baziu pa atxa k’atxadu inda
K’é mi, é orela pé di bai ku odju riba li ta striba
Ku pó di indiferensa lapidu verdi dor ta pinga
Na nha prestu txon Son di Santiagu ta bibufika

N ka sta pertu N ka sta longi-l kau sen kau sta
Ki é mi, é sin di li-sin-sin ta nega nega-negadu
N ka sta pertu N ka sta longi di kel ki fladu fla
Ki é mi, é nau di sin sinhor di ayan ki ka fladu
Pabia … SON!
É séu rendedu na forsa dun djátu
Pa raiba klaria na maldison di ferru gaitadu
Demu … Ti Agu
É dondágu. Mel di nha sant’odiadu
Na poezia pa pozentu di moenga dimoniadu


Praia, 08-Nov-2006
Kaka Barboza
Share:

Um ano de "Son"


10 de Novembro de 2005.
Nesse dia, há um ano atrás, fazia o primeiro post e lançava assim o Son di Santiagu. Com esta ideia eu quis criar uma forma de me envolver com as coisas de carácter cultural, sobretudo na música, que se passam na minha ilha. Acreditei que era preciso fazer também alguma coisa para ajudar na divulgação do que existiu e que existe em relação ao que considero este quente "calderon" cultural que á a Ilha de Santiago.

Claro que há muito para fazer "má pressa ka ta mora li".

Importa é que acredito no desafio e vou seguindo em manter o blog, procurando aprender com esta coisa dificil pra mim que é escrever.

Tenho recebido inputs, bons e outros pra esquecer (tipo o daquele anónimo mediocre :)).
Aqui vale dizer no entanto que esperava e espero mais participação sobretudo da "comunidade" artistica.

Hoje na realidade, estão de parabéns a meu ver, todos aqueles que venho fazendo referência no blog e aqueles que ainda não fiz.
É esta gente que verdadeiramente faz o Son di Santiagu.

Santiago, esta ilha que tanto dá e não se cansa de esperar de todos nós qualquer gesto, merece pelo menos da minha parte esta pequena janela na internet.

Muito som para todos. Posted by Picasa
Share:

Pesquisar neste blogue

Categories

Popular Posts

Blog Archive

Visitors

Copyright © O Son varia com a L´Atitude | Powered by Blogger
Design by SimpleWpThemes | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com | Distributed By Blogger Templates20